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Geração Nem-Nem | 250 mil jovens não estudam nem trabalham



250.quê?

250.000? 

Que quê?

Nem trabalham nem estudam? 

É impressionante a quantidade de pessoas nesta situação!


É ainda mais impressionante que Portugal esteja no meio da tabela neste ranking, visto à luz da Europa dos 28! Significa que há vários países onde esta questão ainda tem contornos mais desesperantes?


O que pode ser feito?


São os próprios Nem-Nem? São os governantes? É a Economia?


Dramático!!!




250 mil jovens não estudam nem trabalham

JOANA AMORIM | 02/05/2015
Chamam-lhe geração nem-nem. Jovens que não estudam nem trabalham. Em Portugal, 14,6% dos jovens entre os 15 e 29 anos estavam naquela situação. São 248 mil.
De acordo com os dados mais recentes do Eurostat, Portugal encontra-se a meio da tabela, se considerarmos a União Europeia a 28.
Diz a estatística que, à medida que se alarga o grupo etário, mais jovens entram na categoria de NEET (sigla para "neither in employment nor in education and training", que significa nem a trabalhar ou a estudar). Se entre os 15 e os 24 anos eram, em 2014, 12,3% -137 mil jovens -, a taxa eleva-se para os 15,2%, se se considerar até aos 34 anos (363 mil).


Fonte:JN

A Xico-Espertice é internacional, como prova Doria Tillier

Muitas vezes, fruto da maior proximidade, assumimos a xico-espertice como uma característica do Português. Enganar o próximo com pinta, fugir aos impostos, estar com o subsídio de desemprego a trabalhar, declarar mais filhos do que se tem, enfim, não faltam situações que ilustrem a nossa xico-espertice. Felizmente, todos os dias aparecem notícias que não nos deixam esquecer que esta qualidade não é nossa pertença, mas devemos dividi-la com inúmeros terráqueos espalhados por este planeta azul. Esta Doria Tillier prometeu despir-se se França fosse ao Mundial... e cumpriu, mas cumpriu com uma dose de xico-espertice que deixa a sensação de satisfação, por um lado, pois não estamos sós no mundo, e por outro lado um incómodo sentimento de desilusão, pois a forma como entrou de peito feito, fez com que todos nós, mesmo sendo "contra-natura", apoiássemos a seleção francesa. Escolheu uma câmara a 500 metros. Para quê? Podia-se despir e apresentar o tempo atrás de um biombo. Podia apresentar em formato de rádio. Podia apresentar na Gronelândia, com as câmaras apontadas diretamente de Paris para lá; Podia apresentar em debaixo de água em noite escura; Sendo transmissão à distância, podia ainda usar o Skype sem imagem. Tal como para o bacalhau há 1001 maneiras de cozinhar, também a Doria teria 1001 formas de apresentar a meteorologia. Mas não deixaria de ser xico-espertice. Seria preferível assumir que disse aquilo num assomo de loucura, ou que estava completamente convicta que os gauleses nunca conseguiriam ultrapassar a Ucrânia, que tinha tomado Grappa misturada com Xanax ou Coca-Cola (não Pepsi), com aspirina ou qualquer outra coisa, e todos compreenderíamos que tinha sido desbocada, tinha sido boca-rota e falado demais, tendo que recuar no que foi dito no meio da sua impetuosidade. Assim, apenas nos retiraram algo que pensamos sempre ser exclusivo nosso: a xico-espertice.

A Xico-Espertice é Internacional, ou como diria o outro:
Hoje em dia, a palavra vale menos que nada!!
Em determinados meios dir-se-ia que esta, mais tarde ou mais cedo, estará na política!

Brasil, Kick His Ass ou a arte do chute no traseiro


Por cá, foi o Euro 2004, com a construção de estádios em barda. As consequências estão à vista. Não foi a única coisa que contribuiu, mas que contribuiu, já ninguém tem dúvidas. Quando se passa em Leiria ou em Aveiro, conseguimos ver um estádio revestido de notas. Algumas dessas notas, têm o n.º de série de notas que já estiveram no meu bolso, e que até 4 de Junho foram saindo diretamente para os cofres do estado. Também os bancos, as empresas com os seus tradicionais prejuízos, as frotas automóveis, as regalias de certos setores, os municípios em estado de falência ou próximos disso, a falência dos últimos governos e a falta de oposição credível fazem pensar que por cá poderia haver manifestações em grande. A acrescentar a isto a impunidade habitual de quem quer que esteja nas decisões tomadas e que contribuem para nos roubar o futuro, visto que o presente já foi furtado há uns tempos atrás.

Do outro lado do atlântico, no país dos mermão, a construção de estádios, mesmo num momento de crescimento económico e de afirmação do Brasil no mundo, deu origem a protestos de dimensão raramente vista. Uns dias antes, um ilustre dignatário da FIFA, Valcke, veio afirmar que Excesso de democracia afeta organização da Copa. Por cá, já foi pedida a suspensão da democracia e os resultados não foram os mais positivos. Mas surgem umas vozes, de quando em quando, com ou sem ironia a falar desta questão. Valcke não é mais do que o representante daquilo que é a FIFA e dos seus íntimos desejos. Não sei se teve alguma influência, mas é natural que tenha criado algum mal estar entre os Brasileiros. Gastam dinheiro a rodos para  construir estádios, alguns deles em locais onde nem há equipas de futebol e, depois disto, vem um tipo falar das dificuldades em coordenar uma Copa no Brasil devido à orgânica do país? Preferia um país mais ditatorial? 

Este ilustre dignatário já deve estar longe do Brasil, pois tem tido a subtileza de um elefante em loja de porcelana de corredores bem estreitos, tendo as suas famosas frases gerado já conflitos diplomáticos. Este arauto da empatia e da capacidade de comunicar com as populações autóctones, disse ainda que "Se ingresso da Copa não funcionar, aceito chute no traseiro". Quanto tempo demorará até que cada brasileiro tenha feito uso do direito de lhe dar um chute? São quase 200 Milhões. Agora deve estar preocupado com a ideia que deu, pois funcione ou não, há uma nação com uma enorme vontade de lhe dar um grande "chute" no traseiro, como se pode ver em movimento passe livre suspende protestos em São Paulo e em Brasil das exclamações às interrogações. 

É caso para dizer: Brasil, "Keep calm and Kick his ass"!

Samsung e o Fim do Mundo? Nããã, pior! Pepa quer uma mala!



o fim do mundo?

Durante dois dias estive afastado do mundo das notícias. Estive muito mais atento ao Toodles e aos problemas que o Manny Maozinhas tinha que resolver.

De volta à realidade, perguntei "o que é pepa?" apercebi-me que seria mais do que o que é, "quem é Pepa?" Parecia ser o problema que estava na ordem do dia. Só comparável ao fim do mundo Maia, ocorrido em dezembro último.

Percebi então que tinha resultado de uma ex-futura campanha da Samsung, que antes de o ser, deixou de o ser. Quis perceber melhor o que estava aqui em causa. Está a pesquisar. Resultados da profunda pesquisa: cerca de 1 160 000 saídas em 0,21 segundos. Boa! Comecei pelo Expresso e aqui vai:
Pepa No Expresso e
Pepa no Youtube.
Já deu para perceber melhor:

quem és tu Pepa?

Uma tipa bem feita, gira, vestida para caçar e com ar contemporâneo, ao que se deverá acrescentar um a imagem saudável e asseada num ambiente proibitivamente agradável (lareira nesta época é bom). Não me agrada tanto a voz afetada, mas deve ser por não estar familiarizado com o sotaque. Para qualquer sotaque estranho preciso de um tempo de adaptação! Mas tirando esta caraterística, diria que gajas destas não deviam existir. Se alguém devia estar em extinção, não deviam ser os linces da Malcata. Estamos em crise. Devemos ser solidários na depressão e no pessimismo. De onde é que surgiu esta pita que vem pôr tudo isto em causa? Alegre, materialista, sonhadora! Espécie insopurtável, nestes tempos difíceis.

Sorte ou azar

Bem, agora vamos ouvir o que tem para dizer: "2013 ano vai ser ano de sorte ou de azar." É oca e vazia. Claro que sim, vai ser de sorte ou azar! Para que é que esta gente diz o óbvio? Fúteis!
Analisando as respostas de algumas pessoas sobre temas mais profundos, selecionei algumas das respostas que nos podem consolidar as convicções de que a pita é totó. Um dos temas mais profundos, é o futebol. Relativamente à questão "Quem vai ganhar o jogo do Benfica*Porto?", 
para além das respostas habituais de: "Vai ser um massacre!" ou "Até os comemos!" ou ainda "No nosso salão de festas mandamos nós!", não faltaram respostas óbvias e suficientemente vastas para acertar na coisa: "Este é jogo de tripla! Qualquer resultado é possível!" - aqui está uma resposta bem mais profunda e convicta. "Estou convencido que quem marcar mais cedo arrisca-se a ganhar. Mas é possível que qualquer um ganhe. Já é mais difícil ficarem empatados, embora seja possível!"
Certo! Podemos dizer que vai ser um jogo de sorte ou azar? Claro que não! Siga em frente!

desejos para 2013

Pepa deseja, entre outras coisas, que não a paz para o mundo (já não pode ser Miss Mundo), uma mala preta Channel! Como é que uma pessoa que se interessa e escreve sobre moda tem um desaforo de ter um desejo destes? Devia desejar um trem de cozinha? O fim da crise? Que o Sporting seja bem sucedido? Fazer reuniões da Tupperware? Ter uma Bimby ou ser promotora da Avon? Quais são os desejos que se devem ter ou não? Onde está o índex dos desejos proibidos ou aceitáveis? Vamos ver quais são os desejos de gente comum, que já não é afetada e não fala nasaladamente. Os nomes são fictícios para proteger as pessoas de linchamento público, ou de passagem a bestial sem mérito comprovado:

Mané: "Desejo ser feliz! Um porsche 911 ajudava!"

Santiago: "Desejo ir ao Santiago Bernabeu! A Santiago de Compostela também! E ter um Mercedes! Pode ser modelo de 1989, pois não consigo um recente!"

Joana - "Desejo um i-pad para poder atualizar o meu blog sobre crianças em qualquer lugar! Já conhecem?"

João Asdrubal: "Desejo mudar de nome, em 2013. Estou a tratar de tudo e antes do final do ano serei Manuel Asdrubal! E serei mais feliz"

Nela: "Desejo ser feliz! Para isso, bastavam umas sessões num Spa maravilhoso que há aqui perto! Não é pedir muito!"

Natasha Azarenka: "Desejo ser assessora da maleta vermelha! Assim, posso contribuir para a felicidade no mundo. Logo, para a paz no mundo, o que me dará esperança de ser Miss Mundo!"

Madeinusa: "em 2013 quero retocar uma plástica para ter seios mais abundantes e para uma bunda redondinha e rijinha! Se der, ainda retoco o nariz este ano! Quem sabe é desta que ganho o prémio da melhor bunda!"

Pedro: "Desejo provar um pera manca tinto de 2008, numa esplanada de uma das praias portuguesas, servido pela Rute Marques!" 

Analisando a dúzia de estudantes universitários a amioria queria i-pods ou telefones com o sistema Android para estarem contactáveis em qualquer lado a qualquer hora. Diziam que hoje em dia, quem não está conectado está out. Deu discussão até às 6:00 da manhã para decidir qual o melhor dos dois! Não chegaram a qualquer conclusão. 1 queria ter um lamborghini e 1 queria deixar de ser virgem. Até já tinha um plano. Iria elaborar uma teoria de rotação dos planetas que permitisse desalinhar os signos e mudar o dia de início do signo virgem para mais tarde. Não queria ser virgem para sempre.

Serão estes desejos classificados como hediondos ou como aceitáveis? É caso para dizer, volta Pepa estás perdoada. Atrevo-me a dizer que afinal uma mala até é aceitável! Digo eu, com o antecipado pedido de desculpas se assim não o acharem. Se entenderem, avisem que eu tiro estas blasfémias deste blog!

A Samsung

Não há muito a dizer sobre a Samsung. Admiro a marca e tenho alguns dos seus produtos e boa impressão dela. Costumo ficar do seu lado nas guerras de patentes com a Apple, apesar dela não o saber. Concordo com quem diz que a campanha é fraca. O maior problema é da própria Samsung. Mas nem todos os anúncios são Tcharan! Fantásticos! Dignos de ficar registados nos anais da publicidade. É mais fácil fustigar os tipos do marketing. Penso que será natural haver algumas campanhas mais fracas e outras mais fortes. Tenho pena que tenha retirado o anúncio. Falhar, ou ficar aquém faz parte do processo. É aprendizagem. Pareceu-me até haver alguma lógica na associação a bloggers de moda, pois o design tem sido uma aposta forte da Samsung, desde há uns anos.

Acredito até, que este "retirar" do anúncio, tenha contribuído mais ainda para o tema se tornasse viral e discutido por toda a parte! A Pepa tornou-se conhecida e provavelmente as visitas ao seu blog aumentaram exponencialmente. Os seus fãs continuarão a segui-la. Até vai dando para ser motivo de programas de humor, como este Tubo de Ensaio: Bruno Nogueira e Pepa.

O desafio

Para concluir, fica o desafio:

  1. Já pensaste nos desafios para 2013? Escreve-os num papel!
  2. Substitui mala por objeto! Quais os que são diferentes dos desejos da Pepa!
  3. Quais os que são hediondos e quais os que são aceitáveis?
  4. Se tiveres dificuldades, envia a resposta para mim, que faço a minha apreciação e classificá-los-ei!

Desejos secretos

Apesar dos desejos feitos aquando da ingestão das 12 passas às 12 badaladas do fim do ano de 2012, ficam no meu intimo, para evitar a destruição em praça pública e virtual dos desejos. Mesmo que entre eles esteja uma Wii, apesar de ser desejo que perdura desde 2010. Ainda bem que não desejo uma mala preta.

Estou quase convencido que estamos perante um caso típico de síndrome do bode expiatório, que podemos perceber melhor neste post. Estamos todos a apontar o dedo para a Pepa, esquecendo que ficam 3 outros apontados para nós. Apesar de tudo, prefiro ficar focalizado nas resoluções de ano novo que fiz também em 2010, e que se podem ver no seguinte post, com o título Apesar de Tudo... 

Bom ano e sejam felizes. 
Cá por mim, vou trabalhar para concretizar os meus desejos! 
Quem sabe se é este ano que consigo poupar para a Wii!

Reclamações? Só no Facebook!

Esqueçam o livro de reclamações. Ferramenta que pouco ou nada resulta. Pelo menos, é a perceção que um comum consumidor tem. Tenham medo, muito medo do Facebook.

O comentário e a resposta apresentadas abaixo, devem ser motivo de grande reflexão:
Pode-se considerar que é certo ou errado. Pode-se dar razão ao cliente ou ao sócio do restaurante. Mas o facto é que já corre mundo. E mesmo com uma resposta excelente, digna de um Nobel da literatura e da Paz num só prémio, a reclamação fica. A tentativa de, através da emoção, colocar o ónus no cliente que reclamou, pode apresentar uma critica mal aceite. Acredito que não o seja, mas a primeira impressão com que fiquei, foi que o sócio quis mostrar uma superioridade moral. Isso não é bonito. Um simples pedido de desculpa e o convite a jantar de novo, com tudo pago, como diz que o faria se a reclamação fosse física  talvez ajudasse mais. Provavelmente, não originaria uma tão grande polémica. Passaria o momento de forma mais discreta. A reclamação ser feita ou não no FB é algo que ultrapassa qualquer um. A era pré-facebook já passou. O livro de reclamações mais eficaz é no facebook. Tem impacto imediato e feedback instantâneo. Novos tempos. Salvo raras exceções, quem se adaptar sobrevive; quem não se adaptar, definha.

"Comentários negativos no Facebook: Como a Empadaria do Chefe respondeu a uma cliente
Na semana passada, a abertura de uma nova loja da Empadaria do Chefe mereceu um comentário negativo de uma cliente. Um dos sócios respondeu

Na última semana, a abertura de uma nova loja da Empanadaria do Chefe mereceu um comentário mais crítico. Na sexta-feira, o sócio do H3 e da Empanadaria respondeu no Facebook. Leia a resposta e o comentário original. 

O comentário: de Bárbara Taborda
"Bom dia, a minha experiência ontem na Empadaria do Chefe no Norteshopping foi simplesmente pavorosa. Depois de um atendimento terrível, onde as colaboradoras denotam uma falta de tacto e conhecimento que é de bradar aos céus, eis que chega o meu menu.Escolhi o menu de sopa + empada + bebida. O creme de cenoura que me foi servido, estava horrível. Para além de frio, o creme - que de creme nada tinha... - sabia a água com cenoura. Sabor= ZERO!!! De longe a pior sopa que comi na vida. Decidi dar uma hipótese ao resto, a tão falada empada.. Escolhi a de Galinha Tradicional, que deveria ser, como o nome indica, algo que nos remete para a cozinha da nossa avó: quentinha, saborosa e que nos aconchega o estômago e a alma. O servido? Uma empada trivial, pouco saborosa e demasiado cara. Fiquei muito desiludida. O conceito prometia, o "selo" do chef prometia e o resultado foi muito negativo. A não voltar!" 

A resposta:
Carta aberta de Albano Homem de Melo(um dos fundadores e sócio do h3 e da Empadaria do Chef (juntamente com António Cunha Araújo e Miguel van Uden).
"Cara Bárbara Taborda,
Em resposta ao seu comentário nesta página deixe-me primeiro, em nome de todos os que trabalham na Empadaria do Chef, pedir-lhe desculpa pela má refeição que teve connosco. Passou-se consigo, mas pelo trabalho que estamos a fazer todos os dias, dia e noite nos últimos dois meses, com a introdução de novos produtos que visam melhorar a nossa oferta, não se vai passar com mais ninguém. Ou se por qualquer falha humana, tudo não estiver perfeito (há esta mania das pessoas, mesmo as esforçadas, falharem de vez em quando) cá estaremos para dar a cara, tentar resolver e não deixar partir um cliente insatisfeito. Consigo não tivemos e parece que não vamos ter essa oportunidade.
Temos, sinceramente, pena.
Espero que para bem de quem investiu neste negócio e de quem connosco trabalha, que os leitores destes textos me dêem mais ouvidos a mim do que si. Tentarei entusiasmá-los para a nossa ementa. Tentarei convence-los de que não somos a porcaria que descreveu.
Temos pena, porque enquanto empresários que fazem a sua vida profissional neste país, esforçamo-nos por criar empresas que façam sentido às pessoas que nos procuram e por lhes oferecer boa comida e um serviço profissional e simpático. Esforçamo-nos também por dar perspectivas de vida e carreira interessantes às pessoas que trabalham connosco.
Se não entregarmos um bom produto não teremos êxito. Se a cada falha que existir, o erro nos for apontado em público, não como um alerta para melhorar, mas como uma sentença definitiva e alertando para uma calamidade pública para que todos se afastem de tão execrável restaurante que se enganou numa receita e pôs água a mais na sopa, não teremos também êxito.
Numa loja que abriu há poucos dias, que estreou uma série de novidades, os erros que não podem acontecer, e que são indesculpáveis, acontecem e mesmo nós, que estamos nesta profissão para atingir os mais altos níveis de rigor, os desculpamos. Sob pena de nos deprimirmos e deixarmos morrer o entusiasmo.
Aproveito para lhe falar de um antigamente, pré-facebook, em que, perante um erro num restaurante, o cliente se dirigia a uma das pessoas (físicas) e lhe comunicava o que estava mal. Essa pessoa poderia desculpar-se ao vivo e tentar uma solução. Trocar o prato, devolver o dinheiro, entregar um convite para uma nova refeição, explicar o que terá acontecido e pedir de novo desculpa. Se assim não o fizessem, isso seria indesculpável. Temos também uns papéis na loja para quem quiser escrever-nos e nós respondemos sempre. Temos um site em que a troca se mantem privada. E há, agora, esta forma de gritar aos sete ventos, à vista de muitos, lançando um alerta à comunidade contra determinado restaurante. O seu “a não voltar” tem implícito um “a não ir”. Porque é que alguém que não pensa em voltar a determinado sítio, o torna público? Porquê fazer com que ninguém venha comer aos nossos restaurantes?
O que motiva alguém a escrever algo tão absolutamente destrutivo, por muito que pense nisto, não o consigo perceber.
Nunca o fiz e nunca o farei. Imagine que a Bárbara Taborda comete um erro no seu trabalho e que a forma que o seu chefe escolhe para lhe chamar a atenção é através do sistema de som do estádio do Dragão no intervalo de um jogo, com a Bárbara no meio do campo. Seria uma novidade. Mas nem todas as novidades são boas.
Prefiro o decoro, a gentileza, a amabilidade, a graça com que se faziam as coisas antigamente. Há dois ou três anos atrás.
E agora, escreverei umas linhas sobre o que para nós é muito importante. A nossa comida. As empadas, desenvolvidas pelo Chef José Avillez (aproveito para dizer que da parte dele não há uma única falha, as receitas são todas óptimas e tudo o que acontece de menos bom são questões de implementação que se resolvem e são da nossa responsabilidade) são feitas com uma massa quebrada fina, a maior parte delas e uma com uma massa folhada de 7 voltas, a de vitela, bacon e espinafres e que é servida com um molho de cogumelos, que fazemos todos os dias com cogumelos frescos. Tão frescos como os legumes que salteamos para um dos novos acompanhamentos (temos agora também tomate assado no forno com orégãos e um arroz de tomate malandrinho) e para as nossas sopas. A de cenoura tem como primeiro passo um estufado de alho francês, exactamente para que não fique sem sabor. Havendo um erro na água, lá está, vai-se o sabor. Temos também salgadinhos, croquetes, rissóis, bolinhos de bacalhau (no Sul “pastéis”) e, ainda umas empadas de galinha pequenas a pedir messas às da minha avó. Se estão bons, melhores vão ficar. Todos os dias fazemos um pequeno acerto. Porque gosto muito, não poderia deixar de falar na nossa empada de cozido à fatia (leva hortelã, para um leve aroma fresco). A de galinha que comeu é a mais simples, mas permita-me que discorde, uma óptima empada, feita com o caldo onde se cozeu a galinha e bocados pequenos de chouriço como é costume no Alentejo. Temos uma de frango thai, uma de alheira e grelos com ovo estrelado por cima e uma de legumes e requeijão. As bebidas são as do h3, limonada e chás gelados. Temos vinho a copo. E temos a certeza que quem ler isto acreditará que não seremos uns miseráveis destituídos que se lançaram na aventura de servir sopas aguadas como modo de vida.
Se se deixou tentar por algumas destas coisas, diga-me. Tenho todo o gosto de a convidar para almoçar na Empadaria de Chef e maior gosto, ainda, de estar presente. Fisicamente."
Albano Homem de Melo,
um dos fundadores e sócio do h3 e da Empadaria do Chef (juntamente com António Cunha Araújo e Miguel van Uden)
PS: Às pessoas que aqui trabalham e que dão o seu melhor (e que nos deixam muito contentes por o seu melhor ser tão bom e tão genuinamente orgulhosos de fazerem parte desta empreitada) e que ficaram profundamente tristes com o que leram, tenho estado a dar-lhes uma palavra de ânimo um a um e pessoalmente. Estou cheio de trabalho. Peço-lhe que, se for possível, não me arranje mais ocupações. Digo-lhe isto com um franco e acolhedor sorriso. Acredite Bárbara. Se soubesse incluiria, agora, uma daquelas bolas com um sorriso."

Fonte: Dinheiro Vivo | 10/12/2012

erro Crasso


A origem da expressão erro crasso pode ser entendida facilmente e percebido todo o seu contexto, consultando a seguinte página da wikipedia: wikipedia Marco Crasso. Para a questão atual, o relevante é a origem factual da expressão:

"Nesta batalha Crasso cometeu uma série de falhas grosseiras. Confiou demais na superioridade numérica de suas tropas, abandonou as tradicionais táticas militares romanas e, na ânsia de chegar logo ao inimigo, atacou cortando caminho por um vale estreito, de pouca visibilidade. As saídas do vale, então, foram ocupadas pelos partos e o exército romano foi dizimado. Estes equívocos passaram à história através da expressão erro crasso, que remete a uma falha grosseira de planejamento com consequências trágicas."

Vendo as coisas pela positiva, nós estamos a fazer história. Tal como o romano Crasso, que está na origem de tão singela expressão, também outros erros estão a fazer história. Não sendo o erro informático que pôs livro para adultos de Alice Vieira em lista para alunos de sete anos (desde que a Alice não tenha escrito um livro com a classificação xxx), este não é um erro crasso. Erro Crasso, ou seja, erro devido a uma grosseira falha de planeamento com consequências trágicas, é aquele que aparece refletido no artigo: FMI reconhece que calculou mal o impacto da austeridade na economia. Este é um erro crasso. Claro que se fosse adepto de teorias da conspiração, diria que isto não seria um erro, mas uma estratégia alinhada com as atrocidades descritas na entrevista de John Perkins, um assassino económico aposentado e arrependido, e que pode ser vista ema cigarra, a formiga e o assassinato económico.

Claro que vão surgindo ajudas inesperadas, de pessoas e setores que pretendem pagar impostos, e que pode ser uma ajuda ao governo na saída deste problema. Sim, ainda há quem queira pagar impostos, como a notícia Campanha pelo reconhecimento do trabalho sexual confirma!

Não lhes bastavam os clientes, também querem a prática com governo!!! Desconfio que estamos na presença de mais um erro crasso!

o limite... para além de Älmhult


Tem havido várias personalidades a chamar a atenção para os limites do sacrifício. A seguir, apresenta-se um pequeno excerto relativo a uma situação específica passada na Rússia, durante todo o processo de instalação da IKEA neste país.

"A racionalização é, por isso, um exercício de equilíbrio que se deve conjugar com o crescimento, também em números absolutos. Uma produção necessariamente mais refinada não se pode alcançar à custa da ocupação laboral. Isso conduziria ao caos social, pois o que as pessoas são capazes de suportar tem sempre um limite. E em Älmhult, o berço da IKEA, os bancos, as empresas, as escolas e os particulares recolhem dinheiro, roupa, brinquedos... para os infantários de Krasnaya. Com isso, estabelecem-se laços baseados em algo mais que rentabilidade e capitalismo global, a saber, na empatia entre seres humanos..."
Fonte: A História do IKEA por Bertil Torekull

Acredito que o governo (parte laranja) esteja convicto que esta é a melhor forma de tirar o país da crise.
Acredito que este governo esteja redondamente enganado. Mesmo que o governo não o saiba, falar em empatia e associar às medidas e à governação atual, não bate certo. São dois conceitos cada vez mais estranhos e distantes.

Ainda sobre limites da austeridade, e austeridade, há vários textos que se podem ler, sendo as criticas provenientes de todos os quadrantes:

Futuro promissor

Depois de ter saído esta notícia, e esta, ainda esta, também esta, ainda esta e muitas outras relacionadas com o mesmo assunto, a Universidade Lusófona estava repleta de pessoas que se iam inscrever antes de ir para a praia. Muitas ainda tinham a esperança de encontrar o conselho científico a tomar a bica, com a esperança de ainda levar o diploma a apanhar sol! Diz-se que alguns pretendiam a carta de marinheiro para conduzir desde gaivotas na barrinha de Mira durante as férias até traineiras de longo curso, pois poderiam ter que se dedicar à pesca. Veja-se o congestionamento que estava à porta da secretaria.



Há quem diga que foi um magistral golpe de marketing de marketeiros que têm a escola da vida!
Há quem diga que é a passagem das novas oportunidades para um nível superior!

Desta forma, poder-se-á impedir os alunos de frequentarem o ensino, tendo sempre a possibilidade de novas "Novas Oportunidades" ou equivalências com a sua experiência de Nintendo, Wii ou roubo da fruta da época, evitando situações embaraçosas como esta, que originou resultados fracos! Estou convencido que o futuro é promissor!

Energia Nuclear?

Ficheiro:Nuclear Power Plant Cattenom.jpg
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Nuclear_Power_Plant_Cattenom.jpg



Quando se fala em energia nuclear, tremo! E temo! Temo pelo futuro das nossas crianças! Quando se vê que uma sociedade organizada e com reconhecida capacidade de organização não consegue estancar em tempo útil a catástrofe nuclear. Ex-primeiro-ministro japonês admite culpa do Estado no acidente de Fukushima, não consigo imaginar o que seria uma central na nossa praia. Primeiro, teria receio da provável nomeação de um político com formação em economia, sociologia, direito ou até em relações internacionais, como responsável máximo da central. Quem melhor? Competências técnicas? Não acredito. Depois, quando deixasse de estar na moda, o nível de degradação subiria significativamente, a meu ver, claro.
Claro que o nuclear não obedece a fronteiras, como se pode ver no artigo seguinte: Atum capturado na Califórnia com radioactividade de Fukushima. Claro que há sempre o argumento de que o nuclear mora aqui ao lado. Sim, eu sei. Mas que não sejamos nós a contribuir para a propagação da energia nuclear. Que sejamos evangelizadores na promoção de energias alternativas, aumentando gradualmente as fontes de energia renováveis, sem nunca cair na tentação de avançar pelo nuclear. Temo também que qualquer crise em que seja necessária contenção, possa pôr em causa a operação e a segurança deste tipo de centrais nucleares.

Percebo-te, amigo Soares!

Até a 200km/h
A minha simpatia por ti, Mário Soares tem aumentado, desde que deixaste de ser Presidente da República. Apenas houve uma interrupção quando tiveste uma recaída e resolveste recandidatar-te! Mas já passou!

Compreendo-te perfeitamente, amigo Soares! Como é que esta malta ousa dizer cobras e lagartos desta situação? Tenho a certeza de que existem motivos mais do que válidos para que possas andado a essa velocidade! Tu não! O teu motorista! De repente, lembro-me de pelo menos dois motivos plausíveis para a velocidade a que circulavas. Tu não! O teu motorista!
É provável que o Principado de Liechtenstein tenha ameaçado declarar guerra à República Portuguesa, e que todos os ex-presidentes tenham sido chamados para reunião de emergência. Tu, como é teu apanágio, estás sempre alerta e respondes a grande velocidade.
É também provável que um familiar chegado tenha sido mordido por uma cobra coral e tu, precavido como todos sabemos que és, trazes sempre um frasco de antídoto para cobra coral no bolso. Qual de nós não socorreria a toda a velocidade um familiar querido?

Sei que existem outros motivos de foro confidencial, como figura grande e exemplar da Nação tem sempre. Ainda me surpreende o desaforo com que te criticam por não defenderes o motorista! Afinal, ele é profissional ou não? Tu não tens a obrigação de saber a velocidade máxima das diferentes vias de circulação. Ele é profissional, deveria saber. Afinal, se o mandasses atirar-se a um poço, sabemos que ele não iria. Ainda queriam que fosses tu a arcar com a responsabilidade da velocidade? E o carro? Não é do estado? Claro que sim! Então o Estado que pague a multa! Era só o que faltava! Depois aparecem jornalecos a noticiarem estas coisas: Mário Soares viajava a 199 Km/hora! Como se interessasse a alguém!

É por estas e por outras que o país está como está! Se olhassem para os seus problemas e deixassem de ser invejosos! O que é que eles têm a ver com isso! O Estado paga tantas coisas! Por que pôr em causa uma multa a alguém que tanto fez por esta praia?

É assim, amigo Soares, enquanto não valorizarem as pessoas em vida, não vamos a lado nenhum. E se há alguém que merecesse ter sido reconhecido em vida, esse alguém eras tu! Ainda vão a tempo, mas parece que esses imberbes não têm grande vontade!

Eu, por mim, agradeço-te todas as palavras e conversas com que nos tens presenteado. Palavras sábias e que todos deveríamos ter como orientação de vida! Sensíveis e preocupadas com os mais necessitados! Só lamento que não tenhas tido oportunidade de pôr em prática o que apregoas! Sei que estaríamos muito melhor!

Despeço-me com um SoundByte que ouvi várias vezes e que resume o que deveria ser o sentimento de todos relativamente a ti, se houvesse justiça:
"Soares é fixe! E o resto que se lixe!"

Mário, o Taxi Driver de Faro!

Não sei se como vão selecionar os taxistas, visto que existem critérios que, enquanto leigo, me parecem difíceis de medir objetivamente. No entanto, concordo com o princípio. Felizmente, a maioria dos taxistas que vou apanhando (ainda ando algumas vezes de taxi, principalmente em Lisboa e no Porto) são simpáticos e o serviço é mais positivo de que negativo.
Só taxistas com boa apresentação e carros recentes vão trabalhar no Aeroporto da Portela

No entanto, há experiências marcantes e, apesar da excelente impressão que tenho da cidade de Faro (não como cidade balnear), apanhei um condutor de autocarros excelente, mas um taxista completamente atrofiado!



O fim do XXII Congresso Europeu de Inovação e Criatividade
Depois de uma estadia ótima em Faro, iniciada com uma viagem de autocarro rejuvenescedora e por uns dias em Congresso que decorreram muito bem, com temas interessantissimos e com pessoas altamente qualificadas nos temas em discussão, chegou a hora de voltar à realidade. Fui entregar o Pólo ao aeroporto de Faro, onde foram atenciosos e corteses. "Se alguém tiver coragem de falar mal de Faro, não acreditarei numa palavra", pensava eu! Por todo o lado tinha encontrado gente simpática e disponível. Lojas, restaurantes, supermercados, por todo o lado. Depois de entregar o carro, fui ver os horários de autocarro, mas vi que havia algum risco de perder o comboio. Este comboio era o último do dia. Resolvo ir de taxi!

Taxi Driver - o dia internacional do elefante 
Chego à zona de taxis do aeroporto e o que estava na frente da fila, era o do Mário, o taxi-driver que me caiu na sopa, que estava na cavaqueira com uma senhora. Apercebi-me que não foi com satisfação que me viram chegar. Já devem tirar pela pinta o pessoal que lhes dá mais dinheiro. Não ser louro e de olhos azuis, deve-o  ter feito desconfiar. Cumprimento cordialmente Mário - o taxi-driver, com um sorriso de satisfação pela forma como tudo correu, mas também por sentir que o regresso a casa estava a acontecer.

Ao colocar a bagagem na mala do taxi, atiro logo que pretendo ir para a estação. Sai logo um comentário disparado: "Era de admirar era se não fosse!" "Como disse?" pergunto; "Nada, nada! Estação de comboios ou de autocarros?". Como se não bastasse a má educação levada a um nível extremo e a má vontade em prestar um serviço, ainda meteu umas trombas que, se dissesse que eram dignas do dia nacional do elefante, estava a praticar o eufemismo, porque eram dignas de um dia internacional do elefante, reconhecido pela generalidade dos países, pela ONU e pela Organização Mundial do Comércio. Se fosse possível quantificar, não tenho dúvidas que estaria no Guiness Book dos recordes.

A viagem fez com que se passasse por vários locais que os dias anteriores tinham polvilhado com pessoas simpáticas, atenciosas e disponíveis. Essa lembrança fez com que tentasse de novo abordar Mário, o taxi-driver, para uma pequena conversa. Afinal, ninguém é antipático apenas por que queria fazer uma viagem mais longa! Mas não, Mário, o taxi-driver, ficou mesmo rancoroso com a situação, e grunhidos foi o máximo que consegui retirar daquele angélico ser!

A cereja em cima do bolo, foi quando chegámos à estação e lhe pedi uma fatura. Nesse momento apenas bufou. Provavelmente já estava resignado por ter à frente alguém que apenas iria fazer uma viagem de 10€. Passou a fatura, e não se dignou a ajudar a tirar a bagagem da mala, o que fiz com alguma dificuldade. O taxi arrancou duma forma que deve ter retirado em combustível o lucro da viagem anterior e entrei no mundo da estação. Não foi apenas a viagem de 7 horas e o calor que, à chegada a Faro, tinha feito ficar com a sensação de que era uma zona com mau ambiente e suja. A estação tem de facto mau ambiente e aspeto sujo. A acrescentar, a polícia atrás de um meliante qualquer. Punha as mãos no fogo em como o meliante era o Mário, o taxi-driver!

Taxi Driver: a imagem que fica
A imagem com que saí de Faro podia estar ao nível da excelência. No entanto, o taxi-driver fez com que tivesse a consciência de que, apesar de ter ficado uma boa imagem, alguém que serve ou deveria servir as pessoas de Faro e as pessoas que visitam Faro, foi suficientemente incompetente na sua função para estragar uma imagem de uma cidade. Já encontrei taxistas simpáticos, atenciosos e com vontade de levar as pessoas ao destino, independentemente da distância. Neste caso, Mário, o taxi-driver teve uma influência negativa em dois aspetos: na perceção final da cidade de Faro (e sabemos que a perceção final é importante na perceção global); e na vontade de encontrar alternativas a taxis, sempre que possível. 

Assim, só posso dizer o quanto lamento que Mário, o taxi-driver, possa ser a última imagem que alguém deixa da cidade de Faro, ou de Portugal.

o macaco que provocou raiva

Um  individuo está a conduzir um carro luxuoso, quando um pneu se fura. Ao tentar mudá-lo, descobre que lhe falta o macaco.
"Bem, vou até à primeira casa que encontrar e peço um emprestado" pensa, enquanto caminha à procura de ajuda.
"Talvez o indivíduo, ao ver o meu carro, me queira cobrar alguma coisa pelo macaco" diz para si mesmo.
"Um carro como este, e eu a precisar de um macaco, ele vai-me pedir 10 €. Não, talvez peça 50€ porque sabe que eu preciso do macaco. Vai-se aproveitar, talvez peça 100 €."
à medida que vai caminhando, o preço vai subindo. Quando chega à primeira casa, o dono abre a porta e o individuo grita:
- O senhor é um ladrão! Um macaco não vale tanto! Pode ficar com ele!"

Quantas vezes começamos a magicar nas situações e a criar cenários que não têm nada a ver com a realidade? Quantas vezes deduzimos sobre intenções?
Outras histórias:

o anexo errado, ou um azar dos diabos em época Santa

O Director da Polícia Municipal foi demitido por ter enviado a mensagem certa, no momento certo, com o anexo errado.
Eu nem conheço o dito Euclides, mas é lamentável que a polícia municipal seja mediática não pela análise ao seu trabalho, ao cumprimento das suas funções e a resultados objectivos. Claro que errar é humano. Todos podemos errar. E os votos do Director da Polícia Municipal: Votos de sexo incrível para 2012, não fosse a sua posição, que exige um comportamento exemplar e irrepreensível, seria aceitável na sua esfera privada. Embora fique sempre na dúvida se, quem envia é tarado ou apenas brincalhão. Mas essa é dúvida que só pode ser dissipada pelo conhecimento que temos do emissor.
O mais preocupante, é ver aqui um sintoma da tão propalada baixa produtividade. No caso do Euclides, não sei se foi uma infeliz coincidência, um azar dos diabos, ou algo que mais cedo ou mais tarde teria que acontecer, por ser utilizador habitual deste tipo de mensagens. Eu quero acreditar que o Euclides, zelador por uma parte significativa da ordem na cidade, não seja utilizador deste tipo de mails no seu serviço. Quero acreditar que foi um azar dos diabos em época Santa. Mas acredito que há muitos Euclides por aí, com muito tempo perdido, a babar-se com este tipo de mensagens.
Agora, e sem falsos moralismos, se os votos que foram emitidos acontecerem em 2012, no balanço de Dezembro de 2012, terei que considerar um ano positivo!

tristeza ou a arte de ser infeliz

Um homem quer pendurar um quadro. Já tem o prego, mas falta-lhe um martelo. O seu vizinho tem um. E, por isso, o nosso homem decide pedir-lho emprestado, quando uma dúvida o assalta:
«E se não mo quiser emprestar? Estou agora a lembrar-me de que ontem me cumprimentou com um ar um pouco distante. Talvez tivesse com pressa. Mas quem sabe se a pressa era apenas uma desculpa e o homem tenha algo contra mim. O que poderá ser? Nunca lhe fiz nada. Deve ser alguma coisa que meteu na cabeça. Se alguém me pedisse uma ferramenta emprestada, eu responderia imediatamente que sim. Porque não há-de ele fazer o mesmo? Como pode alguém negar um favor tão simples a outra pessoa? É gente deste tipo que nos estraga a vida. E deve pensar que dependo dele. Só porque tem um martelo. É o cúmulo.»
O homem, furioso, vai à procura do vizinho, toca à campainha e, quando a porta se abre, antes que o vizinho tenha tempo de dizer "bom dia", grita-lhe furioso:
-Fique lá com o seu martelo, grande estúpido!

História de Paul Watzlawick, autor do livro "A arte de ser infeliz"
Demonstra como se pode entrar facilmente num ciclo vicioso e auto-destrutivo, sem qualquer intervenção do exterior!

patos bravos!

"Um autarca queria construir uma ponte e teve respostas de três empresas:
uma polaca, uma alemã e uma portuguesa.

- Faço por 3 milhões - disse o polaco:
- Um pela mão-de-obra,
- Um pelo material e
- Um para meu lucro.

- Faço por 6 milhões - propôs o alemão:
- Dois pela mão-de-obra,
- Dois pelo material e
- Dois para mim.
- Mas o serviço é de primeira.

- Faço por 9 milhões - disse o português.
- Nove?!? - Espantou-se o presidente:
- É demais!!! Por quê?!?
- Três para mim,
- Três para si,
- E três para os polacos fazerem a obra...

- Adjudicada!!!"



Sei que não se pode generalizar, mas que há bandos de patos bravos por aí, há! 
Parece-me, no entanto, que é mais sério do que "apenas" as questões das autarquias!
*_º smd

Há alguém que perceba de justiça? ou a história de uma peixeirada!

Percebo pouco de justiça e cada vez estou mais convencido que são raros os que percebem de justiça. Mais raros ainda são os que a conseguem fazer!

Este fim de semana os advogados reuniram-se, e o que fica do congresso para o cidadão comum. é a peixeirada entre o Bastonário da Ordem e a Ministra da tutela.

Eu não sei quem tem razão, mas acredito que essa mesma razão seja repartida em partes que podem tender para um lado ou para o outro da contenda. Há aqui dois factores que parecem interessantes:
1. O Bastonário encontrou alguém que responde à letra, e que prova que não é o tom de voz que dá razão a qualquer das partes.
2. Há duas pessoas que defendem convictamente as suas posições e não estão dependentes do "politicamente correcto".

Seria mais fácil para a Ministra fazer de conta que nada tinha sido dito, mas gostei de ver alguém que teve a coragem de dizer frente ao seu "adversário" aquilo que pensava sobre o assunto e sem papas na língua, característica muito associada ao Bastonário. Particularmente aprecio, a coragem que demonstra, embora considere que é exagerado em muitos casos. É uma questão de estilo, que é compensada com a coragem demonstrada.

Seria bom que na política e nas instituições, aparecessem mais pessoas com esta frontalidade e sem estudar cada passo que dão, mesmo engolindo sapos do tamanho de elefantes, apenas para não prejudicar o carreirismo político de que dependem. Até porque, se for uma questão de convicção, este tipo de postura aguerrida favorece mais do que prejudica quem o pratica.
É caso para dizer: temos mulher:
Paula Teixeira da Cruz diz que só Marinho e Pinto é excepção ao diálogo na Justiça

No entanto, não deixa de ser mais uma machadada no prestigio da justiça. Não favorece nenhuma das partes. Quando se chafurda na porcaria, mesmo quem está de lado, fica sujo!

Alemanha fora do Euro já!


Olhando para a história da vaca e do monge (atirem vaca pelo precipício), vamos fazer um exercício académico, pois sabemos que seria preciso coragem para atirar a vaca leiteira da União Europeia:
VAMOS TIRAR A ALEMANHA DO EURO!
O que acontecerá neste caso?


Parece que é o maior impedimento a uma política comum, pois tem duas características impeditivas de perceber o que está a acontecer: não está em crise, e é um país grande e tem um grande poder. Isto, torna-a desalinhada com a maioria dos outros países, já que a maioria ou está em crise, ou, apesar de ser grande, não tem tanto poder, podendo ainda ser grande e estar em crise ou em vias de entrar em crise.


Estas características, complementadas com o apoio efectivo que dá em termos financeiros, faz com que a empatia existente com outros países, não seja fácil. Faz com que a disponibilidade para ceder em alguns aspectos, seja reduzida. Então, temos um país desalinhado com as necessidades da maioria dos países. E temos ainda um país que exige rigor no cumprimento das regras, quando foi um dos principais (e únicos) prevaricadores aquando da passagem por algumas dificuldades. Tal como a França. Mas contínuo a pensar que a França não é mais do que o fiel acólito resultado, provavelmente, de medos de outros tempos. Ou seja a Alemanha, quando necessita, faz com que as regras sejam ultrapassadas, sem punições. Quando qualquer outro precisa, tem que cumprir, porque é rebelde, desleixado e é da sua natureza ser mau e preguiçoso. Isto fez-me lembrar a notícia que li ontem em que médico diz conseguir tornar os olhos castanhos em azuis para sempre! Não percebo porquê, mas lembrei-me!


Olhando para a história da vaca e do monge, diria: A Alemanha fora do Euro, já! Penso que, apesar de uma fase inicial de adaptação, seria mais simples existir uma política comum uma Europa verdadeiramente solidária, tendo em vista as necessidades de países de pequena e média dimensão, ou tendo em consideração a crise que pode bater à porta de qualquer um. Está bem, da Alemanha é mais difícil. Tem o mercado europeu para escoar os seus produtos.
Claro que é mais fácil sair a Grécia. Portugal, Irlanda ou Espanha também não é difícil! Mas este é um caso típico de reacção em cadeia, a Itália, a França logo a seguir e depois? Quando se fala da necessidade de escala e da construção de blocos económicos, a Europa desintegra-se.


Cada vez me convenço mais que Merkel está a conseguir o que outros não conseguiram pelas armas! Porque se estivesse preocupada com a Europa, praticaria o que Muxagata praticava na seguinte história: o espalhador de esperanca! É o que se espera de líderes!


Claro que isto não isenta em nada as responsabilidades dos países que não controlaram bem as suas contas e precisam de ser mais rigorosos. Só não me apetecia vê-los em câmaras de gás!




Leituras complementares:

Aluno do 5.º ano copiou com a ajuda da mãe, ou o estado da Nação!

O grande problema da educação em Portugal, e que tem um elevado contributo para a situação social, económica e a tão propalada crise de valores da sociedade portuguesa, passa muito pelo comportamento, pela educação (não a académica) e pelo civismo dos país. Este é apenas um exemplo de uma excelente forma de transmitir valores errados:  Aluno do 5.º ano copiou em teste com a ajuda da mãe através de mensagens escritas.

Estes casos não acontecem apenas aos outros, como é retratado em quem quer ser uma TV?, estando todos nós sujeitos a cometer actos com consequências futuras imprevistas. Logo à partida, a mãe ajudar o filho a copiar, incute de não olhar a meios para atingir os fins, e mais grave, retira o sentimento negativo que poderia estar associado ao acto.
Assim, cada vez vão ser menos surpreendentes situações como  justica é cega: mais um prego!, e a selva, ou a lei do mais forte que imperava no velho oeste selvagem, vai-se instalando paulatinamente.
E hoje, devido a estas situações e a muitas outras, já se chegou a um estado que se acredita ter os seguintes contornos:

Outros contributos:
http://www.publico.pt/Sociedade/administradores-de-hospital-fechado-ha-quase-dois-anos-ainda-recebem-salario-1520351
http://www.publico.pt/Sociedade/tribunal-comecou-a-ouvir-armando-vara-no-julgamento-da-face-oculta-1520147
http://www.publico.pt/Sociedade/jose-penedos-nega-ter-dado-informacoes-ao-seu-filho-1520389