condimentos do D. Duarte II

Revisitei o D. Duarte após longo período de interregno, sem motivo especial para isso, mas apenas porque não é um restaurante que esteja presente quando se fala em jantar fora. Também não são tantas as vezes que se janta fora, pelo que a memória vai deixando cair algumas opções. E o jantar começou com uma novidade: uma sala nova, diferente do espaço anterior, que continua a existir, proporcionando um espaço diferente.

Ao chegarmos ao restaurante, que está situado à entrada do Bairro Norton de Matos, na zona na entrada do Bairro perto do que penso ir ser o “El Corte Inglês”, encontrámos uma dificuldade: o estacionamento. Só à 3.ª volta pelo quarteirão encontrámos um lugar a uma distância razoável. Ao chegar à entrada, verificámos que tanto a sala mais antiga como a nova sala, estão perfeitamente enquadradas no edíficio, não havendo um choque por estar ali aquele espaço. Está bem enquadrado e discreto, apesar de se ver logo que é um restaurante. É esse o objectivo.
Entramos na nova sala. Um espaço surpreendemente agradável, com traços contemporâneos e um ar “clean”. Paredes brancas com madeiras escuras, quase pretas e mobiliário a condizer. Com garrafeiras embutidas, mas com a preocupação de enquadrar com todo o espaço. O menos agradável foi a ida à casa de banho, que apesar de estar toda ela bem limpa, a utilização recente da latrina estava com mau aspecto. Apesar de haver indicação da higienização. Este enquadramento geral do espaço, foi o que teve menor pontuação (53%) devido a duas questões: estacionamento e WC.
Apesar de sermos 2 grupos de cerca de 15 pessoas cada, não se notava muito barulho no restaurante, e o espaço era bem ventilado, proporcionando um ambiente agradável.
A mesa tinha uma apresentação cuidada, com as entradas clássicas, entre os queijos e os croquetes e outros que tais. Estas entradas seguras, às 9h00 da noite são sempre bem vindas, e nestes casos dispenso experimentalismos, e aceito estas apostas seguras.
No que respeita aos pratos, começámos por umas belas amêijoas, bem saborosas! E continuámos com um clássico da casa, e acredito que seja um “best-seller”: o tradicional cabrito! Mais uma aposta segura, com o que de clássico existe no prato, batata no forno, arroz, e um feijão verde com óptimo aspecto. A única situação que ficou áquem do desejado foi o facto de o arroz não manter uma temperatura adequada, mas acredito que não seja fácil garantir a temperatura correcta no arroz. A acompanhar um tinto “Casa de Santar”, mais um clássico.
A única questão a apontar foi o tempo entre as entradas e o primeiro espaço, mas acredito que tenha sido por ainda faltarem duas pessoas, e alguém deve ter pedido um compasso de espera.
Apesar do ar “gourmet” do espaço, as quantidades não correspondiam ao que se associa tradicionalmente ao “gourmet”, ficando todo o grupo satisfeito. A sobremesa foi bolo de aniversário, da clássica pastelaria “Vasco da Gama”, e fez jus à fama.

Quanto ao serviço, foi muito bom. Desde a simpatia à disponibilidade e atenção constantes, até à resposta a solicitações sempre com uma boa disposição e com ar satisfeito, foi muito bom.
Resumidamente, avaliei da seguinte forma este espaço:
  • Enquadramento geral: 5,3 em 10
  • Ambiente: 7,9 em 10
  • Qualidade dos produtos: 7,7 em 10
  • Serviço: 7,0 em 10
  • Global: 7,2 em 10

 Conclusão: um restaurante a entrar no meu roteiro!
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