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Geração Nem-Nem | 250 mil jovens não estudam nem trabalham



250.quê?

250.000? 

Que quê?

Nem trabalham nem estudam? 

É impressionante a quantidade de pessoas nesta situação!


É ainda mais impressionante que Portugal esteja no meio da tabela neste ranking, visto à luz da Europa dos 28! Significa que há vários países onde esta questão ainda tem contornos mais desesperantes?


O que pode ser feito?


São os próprios Nem-Nem? São os governantes? É a Economia?


Dramático!!!




250 mil jovens não estudam nem trabalham

JOANA AMORIM | 02/05/2015
Chamam-lhe geração nem-nem. Jovens que não estudam nem trabalham. Em Portugal, 14,6% dos jovens entre os 15 e 29 anos estavam naquela situação. São 248 mil.
De acordo com os dados mais recentes do Eurostat, Portugal encontra-se a meio da tabela, se considerarmos a União Europeia a 28.
Diz a estatística que, à medida que se alarga o grupo etário, mais jovens entram na categoria de NEET (sigla para "neither in employment nor in education and training", que significa nem a trabalhar ou a estudar). Se entre os 15 e os 24 anos eram, em 2014, 12,3% -137 mil jovens -, a taxa eleva-se para os 15,2%, se se considerar até aos 34 anos (363 mil).


Fonte:JN

PEDIR AJUDA OU SER AJUDA?


A felicidade é feita de alegrias e tristezas. É o que brota de um coração que, ao bater, transborda de amor. Julgar que uma vida boa corresponde a uma existência sem sofrimentos é não compreender a essência da vida, esquecendo-se de um dos seus pilares fundamentais. É verdade que ninguém deseja a dor... e, no entanto, sem sofrimentos, quem é que desejaria a felicidade? Quem é que estaria disposto a persegui-la, sofrendo também por (ainda) não ser feliz?

Amar é dar e aceitar o que o mundo e os outros puderem e quiserem dar... Poderá ser pouco... ou nada até... Em qualquer caso, é sempre melhor dar do que receber. Só é carenciado quem se faz dependente da generosidade alheia. 

O contrário da felicidade é o medo. Um vazio que, em luta constante, nos destrói a partir de dentro, cavando em nós. Ser feliz passa por ir além do medo, preenchendo os vazios com as alegrias e tristezas, respondendo-lhe com a certeza da esperança. Temer, sofrer, mas sorrir. Uma harmonia de equilíbrios. 

Um sorriso é a melhor forma de amparar as lágrimas. 

Amar é uma imensa gratidão do coração. A vida é um dom. Um milagre. Amar será a resposta à graça original de podermos estar aqui, hoje mesmo, agora, assim... Uma bondade e generosidade imensas que devemos fazer chegar à vida dos outros. Sendo que a minha bondade não depende da pobreza dos outros, mas tão-só da minha verdadeira riqueza.

A verdadeira riqueza não está no que se tem, por que isso se vai perder (mais tarde ou mais cedo), mas no que se é e que, por isso, se pode dar. 

Só quem escolhe ser bom se dá aos outros, porque reconhece em si um valor, uma luz única da qual os outros podem ser carentes. Mas a minha bondade só poderá realizar-se se eu assim escolher, se eu arriscar o fracasso de dar um passo adiante, apesar do medo... a responsabilidade de escolher quem é mais forte: a minha vontade de ser feliz ou o medo.

O desejo consome-nos. Ser feliz passa por ser capaz de dominar e diminuir os desejos. Quando se deseja muito, ainda que a vida, o mundo e os outros, sejam generosos, tudo parece pouco. Pobres e desgraçados são aqueles que têm muito e isso não lhes chega, e ricos serão aqueles que lhes basta e sobra do pouco que têm... 

É, pois, essencial compreender que a minha felicidade depende do que eu decidir desejar. Para os infelizes o valor está no que não têm... 

Muito do que somos não é obra nossa. Mas o essencial é. Esta escolha fundamental entre valorizar ou desvalorizar o que se tem e o que se é... ser feliz é construir um caminho e percorrê-lo, não é um destino nem o destino, é uma escolha. Dura. Que se estende no tempo. Uma luta contra os dias de euforia e contra as noites de desespero. Aceitando, sempre e sem medo, que se pode perder o que de melhor hoje está aqui... 

Ser feliz é ser capaz de criar e alimentar a alegria verdadeira que brota do próprio coração que ama. Uma gratidão pela existência. Um sorriso pela vida. Que serve aos outros, dando-lhes o amor e a alma que lhes pode estar a faltar... 

A nossa existência é um sopro que nos chega do alto sem pedir nada em troca. Que importa pois que não compreendamos o sentido exato de tudo? Nada. Desde que saibamos reconhecer o valor absoluto da nossa própria vida, com cada uma das alegrias e tristezas... desde que lutemos por ser bons, felizes... por merecer estar aqui. 

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jornal i
7 junho 2014
Ilustração de Carlos Ribeiro


O Hércules da fraqueza


Ficheiro:Hercules Musei Capitolini MC1265 n2.jpg


Hoje quando lia a edição on line do Expresso foi inevitável a vinda à memória da expressão que a minha avó materna tanta vezes utilizou para me caracterizar quando estava a tentar fazer alguma coisa avançada demais para a minha idade. Ou quando simplesmente me mostrava (pela oratória) mais forte do que aquilo que era realmente. Ou quando me fazia de “valentão” e tentava alcançar o inalcançável. Perante qualquer um destes três cenários, a avó Milinha dir-me-ia: “Pareces o Hércules da fraqueza!”

Nesta mistura de metáfora com antítese, a minha avó queria mesmo dizer-me que estava no bom caminho para alcançar alguma coisa, mas que na verdade era ainda prematuro dizer que o iria conseguir num futuro próximo, o mesmo é dizer em curto espaço de tempo.


Hoje lia então na edição on line do jornal Expresso: “Na abertura das jornadas parlamentares conjuntas do PSD e do CDS, o vice-primeiro-ministro elogiou o esforço "hercúleo, digno e doloroso" dos portugueses”. Palavras de Paulo Portas para esclarecer (ou não) o povo que "é possível que Portugal esteja a poucas semanas de saber oficialmente que saiu de uma recessão técnica que durou mil dias", o que "tem uma tradução, a prazo, na vida das pessoas".

Ora, se fosse eu, Miguel Midões, a chegar hoje a casa da avó Milinha e dissesse tamanha afirmação à mesa do jantar. No meio de toda a sua serenidade, a avó Milinha dir-me-ia: “somos o hércules da fraqueza! Achas mesmo que vamos sair da recessão? Tens fé nisso?”

Caso levasse a minha convicção adiante e lhe apresentasse ainda mais alguns argumentos do nosso vice-primeiro ministro e lhe dissesse que "a maioria dos portugueses tem sabido enfrentar as dificuldades" e que isso tem ajudado o país a sair da recessão. Depressa a avó Milinha ir-me-ia lembrar do aumento esperado com as despesas do governo para 2014, ou não fosse o governo ter aumentado significativamente de elementos. Dir-me-ia na sua gíria: “esses papões! Estão lá é para nos comer as papas na cabeça!”.

Então se lhe dissesse que "a austeridade é uma consequência do resgate e não uma escolha", a avó Milinha diria, com toda a certeza “estás perdido meu amor. Deixaste-te perder. Então interessa-me lá se foi uma escolha ou se foi a consequência de um resgate. O que eu sei é que a minha reforma, que nem chega a 300 euros, mal dá para eu comer. O que eu sei é que só na farmácia deixo tanto em medicamento quando de reforma ganho e que o que me vale é a reforma do teu avô que passa ligeiramente os 300 euros. Sim, e vale-me o facto de ainda termos umas hortas e umas árvores de fruta!”

Remataria, com certeza, “como hercúleos somos, meu amor! Mas, somos os hercúleos da fraqueza! E Eles?”