tiM - o semáforo que não o era!

O Joca andava com um ritmo alucinante. Durante a semana tinha ido a Lisboa, Abrantes, Lisboa, Aveiro e Braga. Apesar da sua actividade de relações públicas, dava formação que era um bom complemento e ele gostava. Mas a necessidade de trocar as horas da vida com a sua filha pelo trabalho, deixava-o angustiado.
Sempre que dava formação à noite, vinha em alta velocidade. 180 não era um número invulgar. Já tinha passado por uns sustos, mas a ânsia de estar 5 minutos que fossem com a Lia era muito intensa.
Na 6.ª-feira tinha estado no Porto a dar formação. Depois de uma semana extenuante, a maioria da qual passada em hotéis a trabalhar até altas horas, vinha exausto. Eram 11:20 da noite e ainda tinha 100 km por fazer. Ainda não tinha saído do Porto e já vinha com piloto automático. A VCI era asfalto conhecido, e o pensamento divagava rapidamente por outras paragens.
Na zona de um dos monumentos contemporâneos da Invicta, uma obra de arte que tem como símbolo um Dragão que ele gostava particularmente, viu uma luz à frente.
"Semáforo amarelo? Deixa acelerar, ainda consigo passar..." 100, 115, 130, 140 e conseguiu! Passou o semáforo!
"Ei, espera! Que semáforo? Que flash foi este!?"
A resposta chegou passados 4 meses, na forma de inibição de conduzir de 1 mês a 1 ano, em caso de reincidência.
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