o fintas e o dragão


Há de certeza estudos sociológicos, antropológicos ou psicológicos sobre o futebol. Então se estivermos a falar de claques, a probabilidade aumenta significativamente. Depois de vir do jogo Académica-Porto, é interessante analisar o que se passou.

Um amigo (CJ), fez o favor de me convidar para ir ao jogo. São raras as oportunidades de ver bons jogos. Estavam reunidas todas as condições para ir ao que se adivinhava um belo espectáculo. Jogo entre o primeiro e o terceiro classificados da Liga Zon, sendo as duas equipas mais concretizadoras do actual campeonato.
Foi interessante e molhada a espera à porta. Com chuva, a molha é quase certa à entrada deste estádio municipal de Coimbra.
Depois de entrar foi tudo mais fácil e houve tempo para recuperar. Foi engraçado ver várias pessoas conhecidas. Cheguei à conclusão que conheço mais figuras públicas do Porto do que de Coimbra! Porque será?
Quando alguém disser que o futebol é uma tribo, acreditem! Quem está no meio conhece-se!
Havia um grupo em que identificámos a namorada do Pinto da Costa, sem identificarmos exactamente qual das tipas seria (é dos momentos em que as revistas cor-de-rosa poderiam ser úteis).
Depois foram desfilando várias personagens, das quais destaco o bibota “Gomes” “sports-wear style” o que muito me surpreendeu e o presidente (nem é preciso nomear pois só há verdadeiramente um presidente, mas nomeio) Pinto da Costa.
Fiquei praticamente ao lado de figuras ilustres como o Marinho Pinto, o bastonário de parte da lei e de alguém que admiro bastante, e que ouço quase sempre à 6.ª feira pelas 7 na A1, e sempre que consigo, às 3.ªs feiras. Estou a falar do Carlos Magno, esse jornalista de referência. Gostei de estar perto dele, e fiquei com a sensação que também é humano e de carne e osso, ao contrário do que pensava anteriormente.
Fiquei contente de ver o Mário Campos, essa glória de tempos idos da Grande Académica, sempre bem-disposto e disponível para distribuir sorrisos.
Fiquei agradavelmente surpreendido com a simplicidade e “boa onda” do Paulo Bento. Foi ver o jogo com as que presumo sejam mulher e filha. Esperou de forma calma e pela sua vez na fila de entrada sem usar o seu estatuto para avançar na fila. No final do jogo, vi-o outra vez e estava a trocar palavras com a filha e com a mulher. Sempre disponível para tirar uma fotografia com quem pedia e, aparentemente, fora da tribo do futebol. Estava até a conversar com a mulher sobre terem que parar numa área de serviço para abastecer o carro com gasóleo, o que apenas vem confirmar que é humano e que se desloca. Um tipo simples, a ver o jogo com a família! Assim, para além da conhecida valia futebolística, concluí que o Paulo Bento também é um ser humano e aparenta ter uma enorme dimensão humana.
E com isto quanto ficou o jogo?
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