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A imagem conta?

Nem sempre damos a devida importância à imagem. Não é tudo! Longe disso!

Mas cria a primeira impressão!

Há quem se manifeste ruidosamente e com sinceridade absoluta sobre a primeira impressão criada:

video

Como correr 40 minutos? My way!


No post http://meababel.blogspot.pt/2014/08/como-correr-40-minutos.html, estão definidos os fundamentos para começar a correr e a ligação para um programa especifico e gradual que me vai ajudar a atingir os 40 minutos, objetivo impossível há 1 mês atrás, segundo as minhas crenças mais profundas.

O diagnóstico:
O processo começou com um teste à capacidade do momento. Devia correr até aguentar e, mediante o n.º de minutos que aguentasse a correr, entrava em determinado patamar. Um diagnóstico simples. Apesar da sua simplicidade, entrei a errar desde o primeiro momento. Sabia  o quão importante é o aquecimento. Não só pela leitura do programa, mas pela prática de outros desportos praticados há tanto tempo que me esqueci de valorizar o dito aquecimento. Quando apareceu um amigo a correr e me convidou para ir andando com ele, o aquecimento foi-se. Foi a primeira e a última vez que tal aconteceu. Não sei se teve influência no meu desempenho ou não, assim como o facto de ir acompanhado teve também, provavelmente, influência.

O resultado foi 6 minutos até os bofes sairem boca fora! Conclusão comecei no equivalente à terceira semana do teste.

A corrida:
O processo é simples: um bom aquecimento (não esquecer) e séries de 3 minutos de corrida intervaladas com 3 minutos de marcha! Confesso que neste primeiro dia, fiquei com as pernas a doer ao fim de 10 minutos. Curiosamente, ou não, ao terceiro dia as pernas começaram a ir abaixo aos 20 minutos. Foi interessante ver a evolução e sentir que poderá acontecer!

O 4.º dia, cuja série era igual ao 3.º dia, foi bem complicado. Uma saída até terras do Planalto Mirandês, e o usufruto da hospitalidade e gastronomia da zona, fez com que o peso aumentasse significativamente. Essa, foi uma corrida que, apesar de chegar até ao fim, resolvi repetir para me sentir mais confortável e sólido na evolução!

O dia que me custou mesmo, foi no dia seguinte a ter saído com um amigo para uma mariscada, regada com litradas de cerveja e com cerca de 5 horas dormidas. Poder-se-ia tirar daqui a conclusão óbvia de que o marisco faz mal às pernas.

Nos últimos dias, tem sido mais difícil fazer a primeira série, as pernas parece que doem muito mais, do que as séries seguintes.

No dia a seguir ao Equilibra-te, organizado pela Associação CADES, com várias modalidades desde a dança, ao treino de Fitness de alta intensidade, foi a caminhada do Night Runners da Mealhada, o que dá sempre para relaxar entre corridas. Na terça, 11.º dia de programa, a primeira série parecia que não terminava. 7,5 minutos dolorosos e que custaram. Curiosamente, no final parecia que estava em condições de fazer mais uma ou duas voltas. Sempre a um ritmo lento, análogo ao Adagio na música!

My way:
Confesso que o que mais me tem custado neste processo gradual, é recusar alguns convites para correr! Gente boa e que ajuda a motivação do processo, e que o torna mais fácil, quer correr comigo, o que é uma honra enorme. Eu também quero correr com toda essa gente boa, mas quando tiver pedalada para acompanhar minimamente esta gente solidária e que gosta de ajudar! É que correr acompanhado parece-me ser muito mais divertido do que correr sozinho. No entanto, o caminho tem as suas etapas específicas e sem estes passos, dificilmente poderia correr sozinho ou acompanhado. E tem sido uma aprendizagem importante saber dizer não. Todos ficamos mais satisfeitos com o resultado do não, mesmo que disso não tenhamos consciência.

Claro que gostava de estalar os dedos e de estar em forma para fazer 1 hora de corrida a ritmo Vivace, mas não é assim que as coisas se passam. Tenho que passar pelo processo até ficar apto. Eu estou a passar pelo processo by the book, para assegurar que consigo lá chegar. Nessa altura, serei eu a convidar-vos para corrermos juntos e podermos usufruir de saúde mais robusta e relações mais sólidas por via do desporto.

Até breve, numa corrida de 40 minutos!!!
Uma querida amiga envio-me este poema, cujo autor desconheço, mas que Hoje, Gosto!


Agora que a vida
é um mar de plumas, deixa-me aprender a viver sem peso nenhum e com todas as asas. Deixa inundar-me desta leveza em que agora adormeço e acordo. Acaricia-me, ó vida, com essa suavidade incomodamente nova na minha pele. Que me fez querer viver-te em passos lentos, e sentir-te devagar. devagar, devagar.

Obrigado, AMO! AMO!

Como correr 40 minutos?



Definir Objetivos

Há objetivos que ficam sempre relegados para segundo plano, pela aceleração constante presente no dia a dia. No meu caso, sempre quis praticar desporto com regularidade e aprender a tocar guitarra/viola.

Decidir
A decisão nem sempre é fácil, mas o contexto ajuda-nos sempre a tomar as decisões. Nesta fase da vida, a decisão foi começar algum desporto. A guitarra/viola fica para daqui a uns tempos, quando o desporto estiver bem consolidado nos meus hábitos diários. Serei um Carlos Paredes tipo Saramago, com um começo tardio na arte!

Escolher
Passei à fase de escolha dos desportos. Nada fácil... Karate, basquet, natação, futebol, ténis, BTT, golfe... Tive até umas lições de golfe que indiciavam algum jeito (para quem quer brincadeira, não para profissionais).

No entanto, qualquer um deles implicava:
* agenda do próprio desporto (incompatível com a minha profissão e a regularidade de horários que não tenho);
* mais tempo do que eu tenho (soa a desculpa), mas mais do que uma hora por dia torna-se, muitas vezes incomportável;
* compromisso com outras pessoas, em que, mais uma vez, os meus afazeres fariam com que nem sempre fosse possível cumprir.

O desafio estava a ser grande, associado a uma motivação que ainda não estava nos níveis mais elevados. A corrida, nunca esteve em cima da mesa, pois era desporto que pura e simplesmente era carta fora do baralho.

O contexto:
No entanto, quando recentemente o Tiago, num almoço, me disse que agora corria à hora de almoço e me desafiou a correr com ele, a resposta imediata foi "Nem pensar! Correr não é comigo! Essas experiências foram só no Liceu e nunca gostei muito." Mas fiquei a matutar nas minhas palavras, nas do Tiago e nas do Victor, um apaixonado pela corrida e de quem fiquei ao lado há uns meses na comemoração do aniversário do Coimbra Toastmasters Club.

Por coincidência ou não, fui a uma Night Runners na Mealhada que fez com que pensasse que este seria um desporto a ter em consideração. A Marta, a Janine, o Luis Carlos, o Amorim, o Miguel, foram pessoas que, de alguma forma, foram importantes nas primeiras corridas que fiz e que me mostraram que é possível correr, mesmo que disso não tenham consciência. Tive ainda a sorte de dar uma formação na Figueira da Foz, em que vários dos formandos eram praticantes ativos de desporto (diverso) e que deram dicas e mais motivação para continuar. Outra motivação relevante é o preço!! Nesta fase da minha vida é fundamental! Não tenho dinheiro nem para mandar cantar um cego, quanto mais para ir para um ginásio ou para um Health Club! Também queria massagens e serviço de quarto, mas para já, a corrida no exterior é uma boa opção!!

Começar
A questão principal passa por saber como começar a correr. Ver aquele pessoal que corre kms a fio com uma cadência de tapete industrial sem paragens é engraçado, mas desmotivante. É importante ter a consciência que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. E esse pessoal, é outra coisa.

Há que saber bem quais são as nossas motivações para correr: fatores como saúde, peso, social, bem estar emocional ou psíquico, fatores morenas ou loiras, ou desafio pessoal. Normalmente há um conjunto de fatores, sendo que um deles provoca o click e contraria a inércia do sofá. 

O cuidado a ter nesta fase passa muito por saber dizer "NÃO"! É uma tentação enorme quando os amigos/as nos desafiam para correr. É uma honra, mas acarreta um risco grande: abandonar precocemente a corrida. Eu também queria começar a correr a curto prazo imenso, rápido e acompanhar todo e qualquer ser que corra no espaço em que normalmente corro.Sonho ser o Usain Bolt a fazer uma maratona com a velocidade constante que consegue nos 100 metros. Já me avisaram que será difícil! 

Custa dizer que não a pessoas que nos desafiam com a melhor das intenções, com um intuito claro de ajudar, mas há um caminho a percorrer antes de eu poder aceitar esses desafios. Primeiro, há que saber gatinhar para depois conseguir andar. É que eu corria 2 minutos e ficava a bufar como se fumasse 4 maços de tabaco por dia e tivesse 120kg em cada perna! Hoje, já consegui correr 4 séries de 6 minutos, intercaladas com marcha de 2 minutos. Impensável há duas semanas atrás! Já dá direito a marisco e umas cervejas! Brincando, né?

O que fazer?

O que fiz, foi procurar um programa que me ensinasse a correr e a melhorar gradualmente as minhas capacidades, sem exagerar no esforço a realizar e sem sentir que cada treino tinha sido atropelado por uma manada de elefantes em fuga. Tinha que ter algo que exigisse esforço e, simultaneamente, permitisse que no dia seguinte pudesse ir para o campo de treinos sem ir a rastejar. 

Fui à procura de um programa que me parecesse interessante e adequado à minha lenta evolução e encontrei uma página que me pareceu adequada: corre 40 minutos. Correr 40 minutos é um desafio enorme para mim, mas as metas intermédias colocadas no programa fizeram com que eu, à partida, pensasse ser possível.

Nesta fase, há que definir pequenas metas e festejar as vitórias que se vão tendo. Tenho feito o programa de forma sequencial e sem saltar etapas e a noção de que correr 40 minutos é uma questão de tempo. Qualquer pessoa, desde que minimamente saudável, é capaz. Haja vontade.

Proximamente, ficarei aqui com o relato dos primeiros dias de corrida, que é um processo de treino e aprendizagem semelhante a tantas outras atividades. Desde outros desportos, como aprender a trabalhar com máquinas, como aprender a operar, como aprender uma língua, a cantar ou a tocar um instrumento musical! O princípio base é o mesmo e está relacionado com um número mágico, e com o treino dedicado à causa "em causa"!

Estou a aprender bastante com este processo, incluindo a importância da paciência. Os brasileiros dizem que "apressado come crú", e neste caso da corrida, é importante para mim a "slow evolution". Consistente, mas tranquila!

Falarei proximamente no processo de teste à nossa capacidade de corrida, o qual iniciei com um rotundo erro...

O Segredo das Mulheres



Miguel Esteves Cardoso tem razão? 


Relativamente aos homens sei do que ele fala e quanto às mulheres? 

Terá algum fundamento?


"Como os homens andam sempre atrasados em relação às mulheres (porque só pensam numa coisa de cada vez e acham que falar acerca das coisas é pior do que fazê-las), quem sabe se não é estudando o comportamento feminino de hoje que poderemos vislumbrar o nosso macaquismo masculino de amanhã?
As mulheres de hoje sabem quem lhes pode fazer mal: são as outras mulheres. Os homens, por muito amados e queridos, nem sequer são considerados competidores. São como são, têm a inteligência e o material que têm - e que Deus os abençoe por ser assim, como os pêssegos-rosa e os arcos-íris e todos os outros fenómenos naturais que são difíceis de prever e de controlar.

O segredo das mulheres, que nenhum homem pode perceber, a não ser que seja amado por alguma que se sinta suficientemente amada por um para lhe contar mais do que o suficiente para ele continuar a existir tal como é (que mais não se lhe pede) é: os homens não entram na equação. É tudo uma questão entre elas.
Elas são espertas. É por isso que morrem de medo umas das outras. Conhecem o perigo e sabem quem pode emperigá-las. São as outras mulheres. É por isso que dizem mal umas das outras, mesmo quando gostam. O que é impressionante não é irem contra o coração, custando-lhes maldizer uma mulher que gostariam de abençoar. É respeitarem-se tanto como adversárias que estão dispostas a mentir para ter uma hipótese - por muito injusta e maldita - de ganhar.

É difícil um homem perceber isto, por andarmos muito enganados e sermos naturalmente estúpidos. O ciúme e a inveja das mulheres, por muito que nos custe, não nos diz respeito. Nós somos os objectos mas elas é que são o leilão. Arrematar é uma arte delas; nós, por muito lindos e preciosos, somos os arrematados.
As mulheres de hoje têm de dizer mal umas das outras porque foram essas as regras que estabeleceram. Enquanto um homem é bruto de mais para dizer mal de um homem de quem gosta (o contrário, que é dizer bem do que não se gosta, é fácil e comum a toda a Humanidade), a mulher é suficientemente flexível e sensível para dizer mal de uma mulher de quem gosta; ao mesmo tempo que lhe custa (sim) e envergonha (nunca) dizer aquelas palavras.

Aquilo que eu não percebo (entre todas de que falei sem conseguir percebê-las) é porque é que as mulheres que hoje têm 80 anos se elogiavam umas às outras com o mesmo à-vontade (e, se calhar, frieza) com que as mulheres mais novas cortam nas casacas (como se as mulheres tivessem tal coisa) umas das outras.
Parece-me, como humilde estudante, que a razão é a mesma: as mulheres têm medo umas das outras. Respeitam-se. Invejam-se. Enciu-mam-se. Gostem ou não gostem.
O medo, o respeito, a inveja e o ciúme são independentes do afecto. É neste aspecto que nos falta, a nós, homens, o aperfeiçoamento genético, de Adão para Eva, que nos permita reter o melhor e o pior dos dois mundos. Há o mundo do que se faz e diz. E há o mundo do que se sente e acredita.
Nós temos de escolher entre os dois, a cada momento. Elas não.
Elas têm o triunfo e o castigo de terem tudo ao mesmo tempo.
Incluindo nós. "

Miguel Esteves Cardoso, in 'Como é Linda a Puta da Vida'

Bom Karma, Dalai Lama!


Instruções para uma vida em forma de mantra:

1. Tem em conta que os grandes amores e enganos comportam um grande risco.
2. Se perderes, não percas a lição.
3. Aplica a regra dos 3 R's:
  * Respeita-te a ti mesmo;
  * Respeita os demais, e
  * Responsabiliza-te pelas tuas ações.

Quebra-Costas e o Património Mundial da Humanidade com Jazz

Depois de alguns anos sem noites de Quebra-Costas, estive lá há 2 meses e ontem voltei. O mítico Quebra Costas Bar está inserido num espaço absolutamente místico, que está integrado na zona classificada como Património Mundial da Humanidade e que, para um leigo como eu em questões musicais, permite uma acústica próxima do divino.

A boa companhia, a boa música com os JPN Trio e o cenário sublime promove um serão próximo da perfeição.

Não foi Radler com Jazz, mas foi Bohemia com Jazz.

Dia 18/07 lá estarei para ver o concerto do Mário Laginha. Vou fazer um pedido especial ao dono do bar para ver se já dá para ver Mário Laginha com Radler.

Vejam como foi:





PEDIR AJUDA OU SER AJUDA?


A felicidade é feita de alegrias e tristezas. É o que brota de um coração que, ao bater, transborda de amor. Julgar que uma vida boa corresponde a uma existência sem sofrimentos é não compreender a essência da vida, esquecendo-se de um dos seus pilares fundamentais. É verdade que ninguém deseja a dor... e, no entanto, sem sofrimentos, quem é que desejaria a felicidade? Quem é que estaria disposto a persegui-la, sofrendo também por (ainda) não ser feliz?

Amar é dar e aceitar o que o mundo e os outros puderem e quiserem dar... Poderá ser pouco... ou nada até... Em qualquer caso, é sempre melhor dar do que receber. Só é carenciado quem se faz dependente da generosidade alheia. 

O contrário da felicidade é o medo. Um vazio que, em luta constante, nos destrói a partir de dentro, cavando em nós. Ser feliz passa por ir além do medo, preenchendo os vazios com as alegrias e tristezas, respondendo-lhe com a certeza da esperança. Temer, sofrer, mas sorrir. Uma harmonia de equilíbrios. 

Um sorriso é a melhor forma de amparar as lágrimas. 

Amar é uma imensa gratidão do coração. A vida é um dom. Um milagre. Amar será a resposta à graça original de podermos estar aqui, hoje mesmo, agora, assim... Uma bondade e generosidade imensas que devemos fazer chegar à vida dos outros. Sendo que a minha bondade não depende da pobreza dos outros, mas tão-só da minha verdadeira riqueza.

A verdadeira riqueza não está no que se tem, por que isso se vai perder (mais tarde ou mais cedo), mas no que se é e que, por isso, se pode dar. 

Só quem escolhe ser bom se dá aos outros, porque reconhece em si um valor, uma luz única da qual os outros podem ser carentes. Mas a minha bondade só poderá realizar-se se eu assim escolher, se eu arriscar o fracasso de dar um passo adiante, apesar do medo... a responsabilidade de escolher quem é mais forte: a minha vontade de ser feliz ou o medo.

O desejo consome-nos. Ser feliz passa por ser capaz de dominar e diminuir os desejos. Quando se deseja muito, ainda que a vida, o mundo e os outros, sejam generosos, tudo parece pouco. Pobres e desgraçados são aqueles que têm muito e isso não lhes chega, e ricos serão aqueles que lhes basta e sobra do pouco que têm... 

É, pois, essencial compreender que a minha felicidade depende do que eu decidir desejar. Para os infelizes o valor está no que não têm... 

Muito do que somos não é obra nossa. Mas o essencial é. Esta escolha fundamental entre valorizar ou desvalorizar o que se tem e o que se é... ser feliz é construir um caminho e percorrê-lo, não é um destino nem o destino, é uma escolha. Dura. Que se estende no tempo. Uma luta contra os dias de euforia e contra as noites de desespero. Aceitando, sempre e sem medo, que se pode perder o que de melhor hoje está aqui... 

Ser feliz é ser capaz de criar e alimentar a alegria verdadeira que brota do próprio coração que ama. Uma gratidão pela existência. Um sorriso pela vida. Que serve aos outros, dando-lhes o amor e a alma que lhes pode estar a faltar... 

A nossa existência é um sopro que nos chega do alto sem pedir nada em troca. Que importa pois que não compreendamos o sentido exato de tudo? Nada. Desde que saibamos reconhecer o valor absoluto da nossa própria vida, com cada uma das alegrias e tristezas... desde que lutemos por ser bons, felizes... por merecer estar aqui. 

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jornal i
7 junho 2014
Ilustração de Carlos Ribeiro


E se privatizassem as praias?



E se privatizassem as praias? Não!!! Não é possível! E no entanto, já se fala nisso. Ainda em voz baixa. Mas parece uma tendência que poderá chegar no futuro, como se pode ver na notícia seguinte: "Nova lei pode levar à privatização das praias".



Associado a isto, temos já a proteção das concessões, que em alguns casos os nadadores salvadores não são mais do que porteiros em fato de banho e camisola amarela de áreas reservadas a quem paga para ter acesso a determinadas zonas da praia. 



Não é dramático, quando são pequenas zonas em que os portas/nadadores/salvadores têm jurisdição para não deixar os incautos banhistas se aproximarem das zonas de praia "protegidas". Mas a notícia saída é um mau sinal para o futuro livre nas praias. Quando se começa a falar, ou dito no formato de sabedoria popular "não há fumo sem fogo"!



Que o Sol, quando nascer, ainda possa ser para todos! Pelo menos na praia!




Presença ou Ausência!


Há muito tempo, não acreditava nesta frase!
Há algum tempo, acreditava que valia a pena fazer um esforço para que a presença fosse apreciada!
Hoje, tenho tendência para subscrever a frase. Claro que há pessoas que apreciamos, mas que apreciam a nossa ausência.
Provavelmente, o esforço deverá ser focado em favorecer as pessoas que apreciam a nossa presença.
Provavelmente, o esforço deverá ser focado em favorecer as pessoas que apreciam a nossa ausência.
Só custa quando apreciamos a presença de alguém a quem devemos favorecer com a nossa ausência.

Pensa, sem grandes filosofias de ponta!
Como será realmente?

Pensamentos e ações: Talmude e Mahatma Ghandi


Duas formas semelhantes de ver a mesma coisa. Atribuíram uma ao Talmude, outra ao Ghandi. Independentemente da origem, demonstram sapiência e estou a aprender a levar esta sabedoria a sério:

Cuidado com seus pensamentos: eles se transformam em palavras.
Cuidado com suas palavras: elas se transformam em ação.
Cuidado com suas ações: elas se transformam em hábitos.
Cuidado com seus atos: eles moldam seu caráter.
Cuidado com seu caráter: ele controla seu destino.
Talmude


Tenha sempre bons pensamentos porque os seus pensamentos se transformam em suas palavras;
Tenha boas palavras porque as suas palavras se transformam em suas ações;
Tenha boas ações porque as suas ações se transformam em seus hábitos;
Tenha bons hábitos porque os seus hábitos se transformam em seus valores;
Tenha bons valores porque os seu valores se transformam no seu próprio destino;

Violoncelistas tocam AC/DC


Uma fantástica versão em violoncelo do Thunderstuck dos AC/DC com a caracterização brilhante da urticária provocada por algo diferente, que sai dos cânones habituais. Também eu sou cético em muitas situações e sobre diversos assuntos. Assim sendo, tive que recorrer à minha consultora cultural, que com quase 15 anos tem uma cultura e um conhecimento das artes muito interessante, nomeadamente no que à música e pintura respeita, e perguntei-lhe: 

"O vídeo é absolutamente fantástico! Mas digam-me: toda aquela variedade de sons é possível fazer só com 2 violoncelos? É tanta a diversidade de sons e associo o violoncelo a uma gama tão limitada de sons/tons que fiquei na dúvida! Independentemente de tudo, é magnífico! Bjs"

Ao que a minha consultora cultural me respondeu:

"Sim, apenas com dois violoncelos, eles conseguem reproduzir um tema "violento" dos AC/DC.... é claro que apenas anos de treino e muita cumplicidade com o instrumento o permitirão fazer.... :)"

Brilhante! Mas fiquemos pelos 2 violoncelistas:




Aqui fica o original para possíveis comparações:

No pain, no gain ou Como nascem os atletas!


O esforço e o empenho, as quedas, o levantar após cada queda, a motivação para seguir em frente e chegar mais longe, são fatores essenciais para concretizar os sonhos. O vídeo seguinte, é uma pequena lição sobre o que fazemos diariamente para que as nossas crianças concretizem os seus sonhos. Somos ou não bons motivadores, quando para isso estamos motivados?

Conduzir e enviar mensagens

A ver com atenção a campanha da Honda sobre o envio de mensagens ao telemóvel, enquanto se conduz!

Robot jogador de tenis

Tive o prazer de ver recentemente semelhantes em Aveiro. Não jogavam ping-pong, mas a velocidade a que produziam e se movimentavam, deixava os olhos em bico!




Comprar muitos livros

"Comprar mais livros do que aqueles que conseguimos ler é um sintoma de que a alma está a tentar alcançar o infinito e essa paixão é a única coisa que nos ergue acima das alimárias que perecem." 
O santo, o surfista e a executiva.

É bom saber! Esta tenho que guardar!

Tens alguém próximo com cancro?


Uma das coisas que sempre me custou, quando  o tema é o cancro, é saber o que dizer e o que fazer. Quando está mais distante, a preocupação é mais leve, mas quando chega perto, queremos saber como agir perante quem tem a doença. É tema sensível e difícil, pois ainda há um medo considerável da doença. E com todas as razões do mundo. Este é um dos motivos porque é tão difícil falar com quem amamos deste problema. Não só a pessoa em causa tem medo do futuro, como nós próprios temos muito receio do que possa vir a acontecer. Felizmente, os números têm sido alimentadores de esperança para todos os que passam pela situação. Estamos a entrar na estação da Primavera e, felizmente, existem cada vez mais Primaveras em vidas que passaram por estes momentos difíceis.

Como em momentos de crise não sabia o que dizer/fazer, fica aqui um interessante artigo da Activa, que pode facilitar a nossa atuação, junto de família ou amigos, pois há cada vez mais pessoas que têm que passar por estes momentos difíceis:

"O Dia Mundial de Luta Contra o Cancro celebrou-se a 4 de fevereiro, mas quando se ama alguém doente todos os dias são dias de luta – não só para a pessoa mas para os que estão junto dela. Problema: muitas vezes, não sabemos qual é a melhor maneira de ajudar na batalha: Falamos? Não falamos? Tentamos animar? Choramos com ela? O que é que fazemos?
“Quando a minha melhor amiga foi diagnosticada com cancro no útero, fiquei tão revoltada como ela”, conta Ana Barros. “Éramos amigas desde a escola primária, mas de repente foi como se a nossa amizade desse um passo atrás. Eu não sabia o que lhe dizer, tinha medo que ela lesse nos meus olhos o choque que eu sentia, tinha medo que ela me desatasse a chorar nos braços.”
Foi uma etapa que durou pouco: “Houve uma altura em que percebi que aquilo era ridículo, porque ela continuava a mesma de sempre: até a cabeleira era bastante parecida com o cabelo natural dela. Ela contava-me todas as sessões de químio que fazia com a maior franqueza. Por isso, voltámos a fazer a nossa vida normal. Saíamos menos, porque ela estava mais cansada. Mas ela ensinou-me como queria ser tratada: como sempre. E foi isso que continuámos a fazer até ela ficar curada.”
No melhor e... no pior
Ainda mais próximo que os amigos estão os maridos: mas também entre os homens há quem se aguente bem na tempestade. É o caso de José Barreto, 71 anos, alentejano e professor reformado. Se há alguém perseguido pelo cancro da mama, é este homem. E se há alguém que desde cedo se habituou a ser o amparo das mulheres da sua vida, é a mesma pessoa.
Quando a mãe descobriu que tinha cancro da mama, José tinha apenas 20 anos. Pouco mais que um adolescente, tornou-se o apoio da mãe. “O pior eram as conversas”, recorda. “Ela desabafava tudo comigo, e passava o tempo a lamentar-se que já não ia viver para ser avó. Tentei apoiá-la com carinho e dar-lhe esperança. O meu pai, embora fosse muito amigo, nunca esteve por dentro dos tratamentos e dos medos dela.”
O apoio parece ter ajudado e a mãe curou-se mas 10 anos depois o cancro voltou. “Tornámos a passar pelo mesmo. Ela tornou a vencer e não só viveu como chegou aos 92 anos.”
A primeira mulher, Teresa, não teve a mesma sorte. “Fui muito feliz com ela durante 30 anos. Mas o cancro levou-a em 8 meses. O meu filho estudava na altura em Coimbra, e havia a tradição de as mães cortarem um pedaço da capa dos filhos. A minha mulher já nem para isso teve forças. Falámos da possibilidade de ela morrer, porque a situação dela foi muito má desde o princípio. Ela ficou assustadíssima. Em casa já não havia nenhuma janela aberta porque ela não suportava a luz.”
Mesmo assim, José não esmoreceu: “Revezava-me com a minha filha para haver sempre alguém com ela, e ia sempre aos tratamentos. Tudo parecia contra nós: a médica era bruta. Dizia-lhe coisas como, “Amanhã vá já comprar uma peruca porque o cabelo vai cair todo.” O cabelo não ia cair de um dia para o outro! E depois o drama das viagens até ao hospital era uma tristeza imensa, e eu tinha de lutar contra isso.”
A vida tem de voltar ao normal
Tornou a encontrar a felicidade ao lado de Alda: e anos depois, também ela é diagnosticada com cancro da mama. “Claro que eu por esta altura já tinha um doutoramento em cancro da mama”, ri José. “Com Alda, a primeira coisa que lhe ofereci quando ela soube que tinha cancro foi um computador. Ela ficou mais distraída e os tratamentos eram mais fáceis de aguentar.”
Ele próprio confessa detestar internet, mas reconhece que a Net foi uma aliada no apoio à mulher: “Ela ficou em contacto com várias mulheres que tinham o mesmo problema, e isso deu-lhe um apoio imenso e a noção de que o cancro não é sinal de morte mas de esperança.”
O cancro levou-lhe um dos peitos, mas o casal não perdeu a alegria e dedicou-se a montar uma peça de teatro, com outras sobreviventes, que em dois anos correu o país.
“Mas também não lhe posso dar muitos mimos senão estrago-a!” (risos). “As mulheres são muito perigosas, mesmo quando estão doentes. Não se pode fazer tudo o que elas querem, embora o apoio seja fundamental. Mas nunca lhe chamei coitadinha. Isso fragiliza a pessoa ainda mais. A partir de determinada altura, a vida tem de voltar ao que era, o mais normal possível. Porque andar a apaparicar a pessoa é mau sinal. É sinal de que a pessoa está doente. E eu não queria que elas se sentissem doentes. Queria que se sentissem com forças para lutar. E agora tenho de a tratar de igual para igual para ela saber que está bem, que está curada.” 
Lidar com o sofrimento
Sofia Sousa Abreu é coordenadora do ‘Movimento Vencer e Viver’, teve cancro da mama, e também teve um marido dedicado. “Apoiava-me de várias maneiras: estando comigo, indo comigo às consultas, e principalmente, ouvindo-me”, recorda. “O tempo para nós falarmos e desabafarmos é muito importante. Porque há muitos medos nessa altura, e têm de ser partilhados e vividos com alguém que nos ama.”
Do seu tempo de sofrimento recorda que nem todas as pessoas eram capazes de ouvir. “As pessoas fecham-se. É uma proteção, porque ouvir o que os outros estão a sofrer faz-nos sofrer também, e nós não estamos habituados a lidar com isso, nem com o nosso sofrimento nem com o dos outros. Principalmente quando estamos ligadas afetivamente à pessoa, é muito complicado lidar com as suas angústias e os medos, porque nos sentimos sem capacidade para minimizar isso.”
Pensamos, não posso fazer nada para ajudar... “Mas podem. Não podem tirar-nos o cancro ou diminuir-nos o medo de morrer. Mas podem estar ao nosso lado e dar-nos força.”
É mais fácil falar com alguém que já passou pelo mesmo? “Depende. Nem toda a gente que teve cancro quer falar sobre isso ou está preparado para ouvir os outros. Porque nós temos de estar muito bem connosco para conseguir ouvir os outros sem nos deixarmos ir abaixo e sem nos estarmos sempre a comparar e a dizer ‘quando eu fiz...’ – os outros não querem ouvir sobre mim, a não ser que as ajude. ‘Eu também fiz químio mas o meu cabelo cresceu’ ajuda outra pessoa. Mas não estou lá para desatar a falar sobre todas as químios que fiz.”
O que mais a irritava que lhe dissessem? “‘Vais ficar bem’. Ou ‘Ai mas tu não estás com ar doente’. As pessoas são muito dramáticas. Muitas vezes até estamos a reagir bem mas temos de ser uns coitadinhos.”
Que significa apoiar?
“Geralmente, temos uma ideia errada do que significa apoiar”, reforça Isabel Nabais, psicóloga clínica do serviço de oncologia do hospital Cuf Infante Santo. “Pensamento positivo e esperança não significam aquela frase ‘vais ver que não há de ser nada. Ninguém pode dar essa certeza, nem um médico! Portanto, dizer que não vai ser nada é visto pela pessoa como uma agressão.”
O mais importante quando se está perto de uma pessoa com cancro é manter o registo de funcionamento da normalidade. “Dantes vivíamos no silêncio e no medo das palavras, havia assuntos que não se discutiam, tínhamos muito medo de ofender a outra pessoa. Mas tem de haver espaço para aquilo que o outro quiser partilhar. Há que ser realista e seguir a intuição para perceber o que é que a pessoa quer. Há pessoas que precisam de desabafar e há as que não querem falar, estão num tal turbilhão interior que nem elas sabem encontrar as palavras. E é preciso respeitar este silêncio.”
Não sabe o que dizer? Não se aflija: o mais importante é estar presente. “Podemos não saber encontrar as palavras certas, mas podemos dar calor e afeto. E podemos ajudar nas coisas práticas: oferecermo-nos para acompanhar num dos tratamentos, ir com ela tratar dos aspetos mais práticos, como comprar a cabeleira, por exemplo, descobrir onde se colocam sobrancelhas falsas. São essas pequenas coisas que devolvem à pessoa a sua dignidade, e estar presente nesses momentos é uma grande ajuda.”
É óbvio que tudo isto tem de ser gerido numa perspetiva realista. “Ser amigo é ter a capacidade de chorar com a pessoa, se for preciso, ou de lhe dar um murro e dizer  ‘Reage!’. Mas é preciso estar perto da pessoa, conhecê-la, perceber como ela está.” Ser amigo também é viver em conjunto a raiva e a tristeza, em vez de fechar a porta porque nós próprios não sabemos ou não queremos lidar com isso. Ou seja, ser amigo é estar próximo. “Não podemos fingir que nada se está a passar. Mas a seu tempo, temos de ajudar a pessoa a retomar a normalidade.”
O que NÃO dizer: 
– Vais ver que não vai ser nada
– Isso passa
– Estás com mau aspeto
– És tão corajosa, vais ver que vais conseguir
– Eu fiz quatro sessões de químio, foi muito pior
– Temos de ser otimistas e pensar positivo
O que pode dizer:
– Se quiseres falar, estou aqui
– Se precisares de alguma coisa, diz
– Nem faço ideia do que estás a passar, como é que está a ser?
– Que tratamentos estás a fazer?
– Olha, nem sei o que te dizer..."

Texto original em: Activa: Como ajudar um amigo com cancro?