Mostrar mensagens com a etiqueta zona centro. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta zona centro. Mostrar todas as mensagens

Carnaval da Mealhada: Do rei brasileiro ao rei leitão




Hoje é quarta-feira de cinzas. O Carnaval da Mealhada/Bairrada de 2016 já é história. Um bom dia para relembrar alguma história do Carnaval da Mealhada/Bairrada. Que seja cada vez mais um Carnaval da Bairrada!!

"A concorrência dificulta a vida dos carnavais mais antigos, como o Carnaval da Mealhada. Os gastos são elevados, os fatos e os carros alegóricos atingem valores praticamente insuportáveis e as comparticipações das autarquias têm diminuído. Por ser uma festa de Inverno, está dependente do tempo e num ano mau os prejuízos podem ascender aos milhares de euros.

A Mealhada foi o primeiro carnaval luso-brasileiro do país, mas atualmente, só na zona Centro, existem pelo menos mais três: Estarreja, Ovar e Figueira da Foz. A concorrência já fez tremer o Carnaval da Mealhada, o mais brasileiro de Portugal, onde existem já três escolas de Samba, mas a história ninguém lha tira. Foram dezenas os reis brasileiros que desfilaram no sambódromo da Bairrada. Reis que, no ano passado, foram substituídos pelo rei leitão.

Entre os vários culpados pelo início do Carnaval da Mealhada está Oliveira Salazar. "Havia as festas da vila, na altura, em julho, e foram suspensas por ordens do Governo", conta João Peres, fundador do Carnaval da Mealhada e membro da Associação do Carnaval da Bairrada.
Nos anos 70 cria-se a festa para saldar as despesas que ficaram das festas da terra interrompidas. "Fez-se um cortejo de brincadeira, convidaram-se brasileiros que estudavam na faculdade em Coimbra, e começa-se um Entrudo trapalhão com umas carroças e umas acácias", afirma.
Uma brincadeira, mas já com sotaque brasileiro, que mais tarde se intensifica e passa de Entrudo a carnaval, com a Mealhada a ser o primeiro carnaval com reis vindos do Brasil. "Pensámos em trazer uma figura, mas as nacionais eram muito caras. Depois pensámos no Fitipaldi, mas depois chegámos à opção de um brasileiro", sorri João Peres ao recordar.
E veio o primeiro, um dos atores principais da novela Gabriela Cravo e Canela: Dr. Ezequiel, interpretado por Jaime Barcelos. Depois deste seguiram-se dezenas de outros atores, mas o ponto alto foi com Tony Ramos."Em 79 foi uma enchente que a Mealhada rebentou pelas costuras. Não teve capacidade para absorver tanta gente"
O carnaval luso-brasileiro deixou de ter reis brasileiros no ano passado; o rei foi o leitão, "como forma de valorizar mais os produtos locais, sobretudo os de maior relevo. E é nesta linha que continua a edição deste ano, com intenções de valorizar os produtos do concelho, sobretudo os que foram eleitos as quatro maravilhas do concelho da Mealhada: o pão, a água, o leitão e o vinho.
A apresentação das escolas de samba é já esta sexta-feira: os corsos principais serão (obviamente) no domingo ena terça-feira.
Como nota, a música de fundo que se ouve na reportagem sonora é da Escola de Samba "Sócios da Mangueira", da Mealhada, uma escola de Samba que existe desde 1978."
por Miguel Midões
Resgatado de: TSF

Um Ramsey para as rádios locais!



Não sei se por eventual acaso já visionaram o programa “Hell’s Kitchen” da SIC Radical, ao longo da semana, por volta das 21h30/22h. Gordon Ramsey, ex-jogador de futebol, é agora um (grande) cozinheiro, mundialmente (mediaticamente) conhecido, tendo já conquistado duas estrelas Michelin para os seus restaurantes. A quem não conhece o conceito do programa aqui fica uma pequena explicação: este (famoso) cozinheiro “convida” vários (supostos) chefes de cozinha americanos e coloca-os, em equipa, a “tentarem” cozinhar para um restaurante cheio. Digo tentarem porque, na verdade, e apesar de se assumirem como chefes de cozinha, a grande maioria não circula numa cozinha “como peixe na água” e muito dificilmente voltaríamos a um restaurante cuja cozinha fosse chefiada por tal “gente”! A estes, Ramsey aplica castigos pesados, ensina umas “coisas” engraçadas e premeia os que sabem.

 
Na passada semana, num deslocação a Coimbra, dou por mim a fazer zapping no rádio do meu carro. Cansado de deambular pelas habituais estações de rádio nacionais e tendo eu sido jornalista numa cadeia de rádios regionais, decidi conhecer o que (de melhor) se faz na radiodifusão local e regional da zona centro do país.

Vou-me abster de nomes, para não ferir suscetibilidades, mas a verdade é que é muito mau!!!!! 

Anúncios publicitários com a música mais alta que a voz do locutor, onde a mensagem simplesmente não passa! (E pagam os clientes para isto…) A voz do mesmo locutor em cinco ou seis publicidades seguidas, sem se perceber onde começa uma e acaba a outra! (E pagam os clientes para isto…) Aquela voz falsa de rádio que ninguém aguenta, a imitar os locutores dos passados anos 60! (E pagam os clientes para isto)…

Inebriado com tamanha… tamanha… qual será mesmo a conceito a aplicar aqui? Tamanha “porcaria”! Dei comigo a pensar que a radiodifusão local e regional da zona centro do país precisava de um Ramsey da Rádio!

Mas, ainda há mais: publicidades cuja música de fundo é a mais conhecida atualmente e que mete o ouvinte a cantarolar a música e a não ouvir a mensagem… (E pagam os clientes para isto…) Informação lida integralmente do site do SAPO, com todos os pontos e vírgulas (ou não…), durante uns longos 12 minutos e sem qualquer RD (esta expressão na gíria da rádio é o nome dado ao excerto do som das entrevistas recolhidas pelo jornalista)… 

Mas, a cereja em cima do bolo estava ainda para vir:

“O programa transmundial de Portugal” 

Transmundial de Portugal??? Expliquem-me que esta eu não entendo. Se é transmundial, como é que pode ser de Portugal?

Mas, ainda não era tudo. O locutor anunciava: “já a seguir meia hora a falar de um livro”.

E pensei eu: meia hora a falar de um livro. Será que entendi bem?! Meia hora?! Contudo, respirei fundo e pensei: dá tempo aos senhores e vamos ver o que aí vem. Até pode ser que tenha entrevistas e que seja audível!

Estava (redondamente) enganado! Era apenas acerca de um livro: a bíblia! Por azar não fixei o nome do autor do programa. O que se seguiu foi meia hora penosa de rádio! O senhor que dizia "coisas" do género: “na bíblia há dez mandamentos. Não matarás; não roubarás; e… hum… outras coisas assim…”, começou a misturar a religião, os dez mandamentos e o  mundo empresarial atual e deu: asneira! Insinuou que, ao abrigo da bíblia e sobretudo dos dez mandamentos, os empresários portugueses aproveitam-se para "escravizar" os funcionários... foi o terror! Um suplício!

Se encontrarem por aí um Ramsey das rádios, por favor, mandem-no à zona centro do país! Obrigado :)