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A Ilusão do Líder Completo

 

Foto@pexels de Roman Ska

Vasco e Verónica cresceram na mesma rua, estudaram na mesma escola e aprenderam cedo a confiar um no outro como se fossem família. Mas a vida tratou de os diferenciar de forma quase caricatural.

Vasco via o mundo como algo a corrigir. Verónica via o mundo como algo a explorar.

Anos mais tarde, eram sócios de cinco restaurantes, com negócios prósperos, reconhecidos, e… intensos e tensos.

Quando Verónica entrava num restaurante, o ambiente mudava. Havia risos, conversas espontâneas, mãos que a puxavam para a cozinha para provar um prato novo. Os colaboradores falavam abertamente: problemas, ideias, sugestões. Sentiam-se ouvidos. Sentiam-se parte.

Ficavam mais tempo do que deviam. Não porque precisassem, mas porque queriam.

Já Vasco… era o oposto.

Entrava e o ruído baixava ligeiramente. Não por respeito formal, mas por retração. A sua presença era densa. Observava tudo. Pequenos erros não lhe escapavam. E quando alguém ultrapassava o que ele considerava uma “linha”, a reação era rápida e dura… por vezes explosiva.

Não gritava sempre. Mas quando acontecia, assustava.

As pessoas retraíam-se. Foram deixando de falar quando ele estava por perto. E no entanto, ninguém duvidava dele. Projeto nas mãos do Vasco era garantia absoluta: feito, entregue, com qualidade. Sem falhas. Sem desculpas. Mas havia um preço — e todos sabiam qual era.

Quando surgia um novo projeto com o Vasco como responsável, começavam as justificações: “Estou com muito trabalho…”; “Talvez outra pessoa…”;

Não era falta de compromisso. Era fuga antecipada a um desgaste previsível. Vasco sabia. E isso corroía-o.

Porque, no fundo, queria o que Verónica tinha. Leveza, proximidade e admiração espontânea. Não acreditava que fosse possível.

“Se eu não controlar, isto descamba.” dizia. “Se eu não estiver em cima, alguém falha.”

Verónica respondia sempre com a mesma simplicidade irritante: “Ou então estás a provocar exatamente isso.”

Ele tentava mudar.

Houve fases boas. Dias em que respirava fundo, confiava, delegava. Sentia-se diferente. Mais leve. Até… admirado.

Mas depois vinha uma falha. Um atraso. Um detalhe fora do sítio. E o padrão regressava. Controlo → tensão → explosão → culpa → vergonha. Um ciclo fechado.

Até que decidiu afastar-se. Seis meses. Uma especialização na área "Planeamento e controlo de custos na restauração".

Para ele, foi um laboratório interno. Para Verónica… um teste de realidade.

Sem Vasco, a empresa ganhou ainda mais energia. As equipas estavam motivadas, conectadas, cheias de ideias.

Mas algo começou a falhar.

Projetos adiados. Decisões prolongadas. Execução inconsistente. A visão existia. A concretização… nem sempre.

Verónica percebeu o que nunca tinha admitido: inspiração sem estrutura cria entusiasmo… mas não cria resultados sustentáveis.

Quando Vasco voltou, notou imediatamente.

O ambiente estava leve. Quase festivo. Mas os sistemas… frágeis. 

Olharam um para o outro. Sem palavras. Ambos tinham aprendido.

Abriram uma Pedra Só Super-Reserva 2021. Brindaram.

“À amizade.” disse Verónica. “À exigência.” respondeu Vasco.

“E à desorganização controlada?” provocou ela, com um sorriso.

Vasco não respondeu de imediato. Desta vez, sorriu. “Ao dueto maravilha. Porque sozinhos… falhamos.”

Naquele momento, ficou claro o que antes evitavam admitir: Era bom Vasco ser exigente. E a leveza de Verónica trazia muita positividade. Ambos precisavam parar de acreditar que o seu modelo, isolado, era suficiente.

Porque a verdade era dura e agradável: Sem Vasco, faltava execução. Sem Verónica, faltava humanidade.

Durante anos, o verdadeiro problema não tinha sido a diferença entre eles.

Tinha sido a resistência em aceitá-la como vantagem estratégica.

Brindaram de novo, não ao que eram, mas ao que só juntos conseguiam ser.

O Miolo do Pão

 

Um casal tomava o pequeno-almoço no dia das suas Bodas de Ouro. O ritual, tinha sido permanente, durante os últimos 50 anos. O pão, símbolo ancestral do companheirismo, sabia o que o esperava: a mulher barrava a manteiga na côdea do pão e entregava-a ao marido, ficando o miolo para si. O impacto daquela data, fê-la refletir e a reflexão pode ser perigosa, ou abrir novos caminhos: 

-"Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demasiado o meu marido e, durante 50 anos, por amor e com sacrifício, dei-lhe sempre o miolo. Mas hoje quero satisfazer o meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida."

Para sua surpresa, o rosto do marido iluminou-se num sorriso imenso e juvenil e ele disse:

- "Muito obrigado por este presente sublime, meu amor. Durante 50 anos, sempre desejei comer a côdea do pão, mas como tu sempre gostaste tanto dela, jamais quis privar-te daquele que assumia ser o teu maior prazer!"

Tomé Bronco de Almeida

 

Tomé Bronco de Almeida gostava de um mundo justo.

Gostava que todas as crianças tivessem oportunidades.
Gostava que o trânsito fosse fluido.
Gostava de gostar mesmo da mulher.
Gostava que o filho fosse o melhor... Ele sabia que o filho é o melhor... se não fossem os que o querem tramar... afinal, ele sai ao pai!
Gostava que todos gostassem do filho... Nem percebia como tal não era possível.
Os professores, não gostavam do filho. Estavam sempre a dizer-lhe que estava errado. A dizer que era mal comportado. Os professores são uns falhados e não percebem nada de educação. 
Os treinadores, punham outros miúdos a jogar. Como? Ele é o craque da equipa... Devia jogar sempre... Falhados! Por isso é que o clube está onde está...
Os colegas, já não convidavam o filho para os seus aniversários... têm inveja. Gostariam de ser bons como ele. No futebol ninguém o bate. E se for necessário, dá no osso. Os homens têm que ser rijos. E é de pequenino que se torce o pepino... 
Aqueles dois amigos, são rijos... Verdadeiros amigos... Esses é que são bons... Os outros, são uns bananas!

A Piscina dos Jacarés


Por Ad Meskens - Obra do próprio, CC BY-SA 4.0, https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=34234396

Num sumptuoso evento realizado numa das magníficas propriedades de um elegante magnata, num determinado momento, decide interromper a música que embalava os presentes. Com o olhar fixo na piscina onde, com dedicação, mantém crocodilos australianos, proclama:

"Quem, ousadamente, se lançar na piscina, lograr atravessá-la incólume e emergir ileso do outro extremo, terá como recompensa a posse de todos os meus automóveis. Alguém, porventura, se disponibiliza para tal desafio?"

Atónitos, os convivas permanecem em silenciosa contemplação, e o magnata, não satisfeito com a ausência de voluntários, insiste:

"Aquele que, corajosamente, se aventurar na piscina, vencer as águas e emergir ileso na margem oposta, será agraciado não apenas com meus veículos, mas também com a concessão dos meus helicópteros. Algum cavalheiro ou dama se disporia a tal empreendimento?"

O silêncio mantém o seu domínio, e, projetando a sua voz, renova a sua oferta:

"Aquele que, com ousadia, se precipitar nas águas, transpuser a extensão da piscina e emergir vivaz do outro lado, terá em seu domínio não apenas os meus automóveis e helicópteros, mas, igualmente, a titularidade das minhas esplêndidas residências."

Entretanto alguém, audaciosamente, se atirou à piscina.

A cena que se desenrola é, sem dúvida, de extrema grandiosidade. Uma intensa batalha se instaura, e o intrépido protagonista defende-se com mestria, agarrando as gargantas dos crocodilos com pés e mãos e torcendo-lhes as caudas. Ah! Que magnífico espetáculo, repleto de violência e emoção. Após alguns minutos de terror e pânico, emerge o valoroso indivíduo, marcado por arranhões, contusões e praticamente desprovido de indumentária.

O magnata, aproximando-se respeitosamente, congratula-o e indaga:

"Ao agraciado, onde almeja a entrega de meus automóveis?"

"Muito grato, porém, não cobiço seus carros. Estou satisfeito com o que possuo", responde o destemido.

Surpreso, o magnata prossegue:

"E os helicópteros, onde pretende que sejam entregues?"

"Agradeço, mas não ambiciono os seus helicópteros. Acrescento ainda que tenho uma aversão quase patológica às alturas!"

Perplexo com a reação inusitada do homem, o magnata indaga:

"E as mansões?"

"Tenho uma moradia que me satisfaz plenamente. Desdenho as suas residências. Deixe-as para si. Nada do que lhe pertence me interessa."

Impressionado, o milionário pergunta, atónito:

"Se nada do que ofereci lhe suscita desejo, que anseios alimenta, então?"

"Unicamente encontrar o irresponsável que me impeliu a este desafio aquático!", responde, com sagacidade, o corajoso protagonista.

A crise do sushi ou o tubarão no tanque


A pesca e o problema do peixe fresco

Os japoneses sempre adoraram peixe fresco. A sua cultura utiliza peixe em muitos pratos e é a base da sua culinária. A partir de determinada altura do século passado, a indústria pesqueira deparou-se com um problema: os cardumes estavam a desaparecer da costa, o que os obrigou a pescar em distâncias cada vez maiores, com barcos maiores e com mais dias no mar, de forma a ter acesso aos cardumes com dimensão para alimentar toda uma população. Assim, o tempo entre a pesca e a entrega aos clientes foi aumentando. Esta questão levou a que os peixes perdessem algumas das suas características alimentares, e não fosse tão apetitoso, fazendo com que os japoneses já não apreciassem da mesma forma o peixe. Aqui estava um problema para a indústria pesqueira, que via as suas quotas em risco. Sabemos que, quando há problemas, entra a criatividade e o engenho para minimizar ou eliminar esse problema.

A solução
Assim, as empresas começaram a usar sistemas de congelação nos seus navios de pesca. Parecia uma boa solução, mas não foi. Apesar de congelarem o peixe em alto-mar, de forma a que o processo de congelação fosse o mais rápido possível, minimizando a perda de características do peixe fresco, os consumidores, com um gosto sensível e apurado ao longo de gerações a consumir peixe, percebiam a diferença entre peixe fresco e peixe congelado e não gostavam.

O mercado justificava continuar a procura de soluções alternativas que permitissem que o gosto dos peixes se mantivesse incólume.

A outra solução
Foto: Lu Zhao no Pexels

Encontraram uma nova solução e os barcos começaram a ter tanques enormes, onde os peixes poderiam ser transportados vivos, desde o seu local de pesca em alto-mar, até ao local de consumo. Nos navios, enfiavam os peixes num tanque, tipo “sardinha em lata”, para otimizar a utilização do espaço. Após algum tempo, ficavam sossegados, sem se debater nem mover, pois acomodavam-se ao espaço exíguo. Uma estratégia brilhante, não fosse a falta de contributo dos peixes, que se tornavam sedentários e chegavam aos locais de consumo, apesar de vivos, com sintomas de cansaço e abatidos, o que influenciava o seu sabor e textura. E os japoneses continuavam a perceber uma diferença grande entre o peixe fresco e o peixe trazido até ao prato com os processos alternativos. Apesar das várias soluções, parecia que ainda não eram suficientes para agradar os clientes.

O problema continuava a existir na ponte do navio: o peixe que entregavam aos seus consumidores tinha um sabor diferente do peixe fresco.

Então, era preciso continuar a procurar outras soluções que permitissem entregar o peixe com o sabor de peixe fresco. Como o poderiam fazer? Como encontrar uma forma de levar ao consumidor a pureza do sabor a peixe fresco?

Ainda outra solução
Após tentativas infrutíferas, podiam ser levados a desistir, e a pôr a culpa em “bodes expiatórios”, começando pelos clientes. Claro que seria o caminho mais rápido para os resultados mais… desastrosos! Não foi o que aconteceu. O que aconteceu foi o surgir de uma nova solução que ainda hoje é usada. Se agora é uma ideia lógica e com sucesso, peço que se coloquem comigo no tempo e na sala onde pela primeira vez foi manifestada esta ideia, ou o conceito que se trabalhou até chegar a esta ideia. É provável que tenha deixado muitas dúvidas e reticências nos participantes das reuniões onde se deu esta ideia. Claro que podemos dizer que é uma ideia simples. Todavia, como já dizia Leonardo da Vinci que “a simplicidade é o último grau da satisfação.” E sabemos que para chegar a uma ideia simples, podemos ter que percorrer um longo caminho com ideias e experiências que nos façam ir aprendendo até chegar a um resultado simples e que nos satisfaz. E a ideia de pôr um tubarão pequeno nos tanques, fez o seu caminho e ainda hoje é utilizada nos navios pesqueiros, que andam vários dias por fora.

Algum de nós se lembraria desta solução?

Ovo de Colombo
Talvez… Contudo, tal como o Ovo de Colombo, após a apresentação da solução, verificamos como é tão simples e, com certeza, lá chegaríamos, mais cedo ou mais tarde. A questão é que se alguma alma caridosa não tivesse dado esta ideia, se as equipas não a tivessem trabalhado, aperfeiçoado e operacionalizado, podia ser muito tarde para a indústria pesqueira, que poderia ter perdido parte dos seus clientes, que entretanto já se poderiam ter afeiçoado a outros pratos e reduzido os gastos com o peixe.

Assim, apesar de uns quantos peixes se tornarem comida de tubarão durante o processo de transporte, uma imensa maioria dos peixes chegavam saborosos e frescos ao prato do consumidor, que voltaram a consumir o alimento em grande escala, para gáudio dos pescadores.

Esta história tornou-se uma metáfora que pode ser usado na vida empresarial ou nas nossas vidas pessoais e podemos retirar desta história algumas lições interessantes, que deixo a cada um a oportunidade de o fazer.

A Confiança * O lenhador e a raposa

Havia um lenhador que acordava as 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro a cortar lenha, só parando pela noite dentro. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança. Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa a cuidar do seu filho. Todas as noites ao regressar do trabalho, via a raposa feliz com sua chegada.

Os vizinhos do lenhador avisavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portando, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador respondia-lhes sempre afirmando que isso era uma grande tolice. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:

- "Lenhador abre os olhos! A raposa vai comer o teu filho."

- "Quando sentir fome, comerá o teu filho! "

Um dia o Lenhador, completamente exausto do trabalho e cansado desses comentários - ao chegar a casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensanguentada.

O lenhador paralisou durante uns milésimos de segundo e, sem pensar duas vezes, deu uma machadada na cabeça da raposa.

Ao entrar no quarto desesperado, encontrou o seu filho no berço dormindo tranquilamente e ao lado do berço uma cobra morta. O Lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.

A lesma que queria ser caracol

Imagem em: Escola Britannica


Uma lesma andava a passear pela horta do dia e andava cabisbaixa. Não era feliz com a sua vida, porque queria ser caracol.
Nesse mesmo dia, ao fim de vaguear por umas horas, encontrou uma lâmpada caída no chão. Não era uma lâmpada qualquer, era a lâmpada onde vivia um génio da lâmpada.
A lesma, cheia de curiosidade, esfregou a lâmpada para ver se era mesmo verdade e havia génios naquelas lâmpadas, tão raras de encontrar. Saiu de lá um enorme génio que lhe disse:
- Lesma, tens 3 desejos. Estou a aguardar!
A lesma, apanhada de surpresa e com a sensação que o génio estava com pressa, disse:
- Quero uma couve verde, fresca e grande, uma couve coração de boi, para saborear; e a couve apareceu, com um aspeto delicioso... nham nham...
Depois daquele impulso inicial, disse ao génio:
- Quero couves para a vida inteira... Todos os dias uma folha destas...
O génio respondeu: - Desejo concedido.
O seu 3.º pedido, ainda mais ponderado, quis aquilo que desejava desde pequena, que era ser um caracol. O seu desejo foi concedido e apareceu uma casa às suas costas. Espetacular, magnífico, maravilhoso... o desejo de uma vida cumprido. Descansou na sua nova casa com um sono cheio de sonhos fantásticos.
No dia seguinte foi passear e encontrou um pinto da costa. Para sua sorte, agora era um caracol. Escondeu-se na sua casca dura enquanto o pinto da costa lhe dava fortes bicadas. Bicou, bicou, bicou até que perdeu o fôlego e foi embora.
Feliz e contente, o caracol que tinha sido lesma, foi para outra horta passear...
Mesmo não tendo necessidade de procurar novas couves.

P&T

O Beija-Flor e a catástrofe na floresta

Um dia, numa floresta magnífica, houve um fogo que estava a destruir tudo. A floresta estava posta em causa. Se ninguém fizesse nada, a floresta ficaria totalmente destruída.
Os animais estavam todos em pânico... Todos? Não... Havia um pequeno beija-flor que, apesar de sentir medo como todos os outros, não chegou ao pânico. Rapidamente olhou à sua volta para ver onde estava o lago e, com uma vontade imensa de salvar a sua casa, a sua região, dirigiu-se ao lago, apanhou água com o seu bico e voltou para a floresta lançando a água sobre o fogo.
A cena repetiu-se diversas vezes com um esforço colossal.
Alguns animais, no solo, começaram a olhar para o beija-flor e a achar que a sua ação era ridícula. Alguns riram-se e, no meio daquela catástrofe, ainda se ouviram algumas gargalhadas. Gozavam com o beija-flor por estar a lançar umas ínfimas gotas de água numas labaredas que pareciam infinitas.
Outros animais, que gostavam do beija-flor e queriam, de alguma forma protegê-lo do sarcasmo de outros, disseram-lhe:
- Beija, achas que tem algum efeito o que estás a fazer? São apenas umas gotas contra um fogo poderoso. Nunca vais conseguir apagar o fogo sozinho.
É provável que estejam certos - respondeu o beija-flor - no entanto, vou continuar a fazer o que estiver ao meu alcance... E seguiu para mais uma viagem de recolha e lançamento de água sobre o fogo.
O seu exemplo foi inspirador para outros animais e começaram a juntar-se ao beija-flor mais uns quantos que seguiam para o lago, recolhiam e lançavam água sobre o fogo. E mais se juntaram... E ainda mais... E não é que começaram a sentir que estavam a contrariar o fogo?
A floresta ficou bastante danificada, ficaram sem muitas casas, houve tristeza pelas perdas e sofrimento. Mas houve igualmente uma sensação de alegria, de dever cumprido, de certeza de que a colaboração, o esforço de cada um foi fundamental para que uma parte da floresta fosse salva. 

Jogos de sorte e azar



Era uma vez... um velho fazendeiro que trabalhava arduamente desde há muito anos. Um dia, o seu cavalo fugiu. Ao ouvir a notícia, os vizinhos foram visitá-lo. 
“Que má sorte”, disseram. 
“Talvez”, respondeu o fazendeiro.
Na manhã seguinte, o cavalo voltou, trazendo com ele dois outros cavalos selvagens. 
“Que sorte!”, exclamaram os vizinhos. 
“Talvez”, respondeu o fazendeiro.
No dia seguinte, o filho do fazendeiro quis montar um dos cavalos indomados, foi atirado do cavalo e partiu uma perna. De novo, os vizinhos vieram mostrar a sua solidariedade após a infelicidade. 
“Que má sorte”, disseram. 
“Talvez”, respondeu o fazendeio.
No dia seguinte, oficiais militares chegaram à vila para levar os jovens para o exército, para lutarem na Guerra. Ao ver a perna partida do filho do fazendeiro, eles passaram e seguiram. 
“Que sorte”, gritaram os vizinhos. 
“Talvez”, disse o fazendeiro.
Assim é a nossa vida diária. 
Podemos compreender os acontecimentos como sendo um jogo de sorte ou azar, ou aceitar o que acontece sem julgamentos precipitados. O futuro dar-nos-á argumentos para compreender se foi sorte ou azar no que nos acontece todos os dias até lá, há que aceitar e viver com o inevitável, que vai encarregar-se de nos mostrar se foi sorte ou azar. Concerteza você já deve ter ouvido alguém dizer: Há males que vêm por bem. Se algo de negativo lhe acontecer hoje, pare, escute e olhe... 
sorte ou azar? 
o futuro se encarregará de demonstrar a verdadeira qualidade do acontecimento!

O Primeiro Rei de Portugal * D. Afonso Henriques

Uma bela forma de conhecer alguma história de Portugal! D. Afonso Henriques:

Vídeo animado que dá a conhecer a vida e os feitos do primeiro rei de Portugal, D. Afonso Henriques. Com argumento e realização da autoria de Pedro Lino, resulta de uma parceria conjunta entre o Museu de Alberto Sampaio e a Câmara Municipal de Guimarães e foi desenvolvido no âmbito das Comemorações dos 900 Anos do Nascimento do primeiro monarca português.

O rio turbulento e a teoria do Ovo de Colombo



Se os outros conseguem, porque não hei-de eu conseguir?

Imagino o cenário: Tenho um rio para passar, para continuar a caminhada. O rio é fundo! Tem zonas com corrente forte! É difícil nadar sem ser arrastado! Um obstáculo difícil! Como se já não fosse suficientemente desafiante, há uma quantidade enorme de crocodilos no rio! Famintos! A prova disso é a voracidade com que se atiraram a uns cervos que foram beber água! Um companheiro mais afoito, safou-se por pouco de ser abocanhado por estes simpáticos sobreviventes da época dos dinossauros! Há 3 pessoas do outro lado do rio! Afinal é possível. Há esperança...

O que devo fazer para passar para o outro lado?

Tenho vários caminhos possíveis. Um deles é debater com os companheiros de desafio a melhor forma de o ultrapassar. E passar rapidamente à ação, de forma a experimentar as soluções e ir melhorando a cada nova solução apresentada. Esta é uma tendência legítima e expectável em muitos casos, em que se pode proporcionar aprendizagens ao longo do percurso. A tendência natural é debater com companheiros próximos como chegar lá! Como passar o rio...

Há um outro caminho que passa por perguntar a quem está do outro lado como fizeram para lá chegar! Há sempre o risco de não haver resposta, mas sem perguntar, não se sabe. Caso respondam, podem fazer com que se ultrapassem várias etapas, pois estamos a usufruir do conhecimento de quem já fez o caminho.

Pode verificar-se aqui uma nova teoria do ovo de Colombo, que surgem diversas vezes, em situações variadas.

Pode ser simples ultrapassar o desafio que temos à nossa frente:

Podem informar-nos que há uma ponte 3km abaixo! 
Ou um barqueiro!
Uma corda por cima do rio!
Uma zona que dê para passar com uns saltos entre pedras!
Uma grua que permita passar de um lado para o outro!
Um pó mágico que faz voar!
Asa Delta!
Grutas que permitem passar por baixo do rio!
Um trampolim!
Propulsor a jato!
Fatos de homem voador!
Teleférico!
E muitos outros que se poderiam aqui referenciar...

É sempre bom ouvir quem está do outro lado...

O mais esperto da sala

Não tenho comentários a acrescentar ao que diz o Michael Dell:


“Try never to be the smartest person in the room. And if you are, I suggest you invite smarter people… or find a different room. In professional circles it’s called networking. In organizations it’s called team building. And in life it’s called family, friends, and community. We are all gifts to each other, and my own growth as a leader has shown me again and again that the most rewarding experiences come from my relationships." 

 Michael Dell 

Não ouvir é importante... Aliás, é fundamental!



Todos nós sabemos na ponta da língua frases e aforismos sobre a importância de escutar. É-nos transmitido, desde cedo, a importância de escutar os outros e os benefícios que daí advém. 

No entanto, reconhecer os méritos de não ouvir é importante! Há muitas circunstâncias na nossa vida em que não ouvir é fundamental!
Não ouvir é meio caminho andado para o sucesso!

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Podemos ainda ler a história da corrida de sapos, que reforça a importância de não ouvir:

"O objectivo era atingir o alto de uma grande torre. Havia no local uma multidão assistindo. Muita gente para vibrar e torcer por eles. Começou a competição. Mas como a multidão não acreditava que os sapinhos pudessem alcançar o alto daquela torre, o que mais se ouvia era: 
Que pena !!! esses sapinhos não vão conseguir...não vão conseguir..." E os sapinhos começaram a desistir.
Mas havia um que persistia e continuava a subida em busca do topo. A multidão continuava gritando:
"... que pena !!! vocês não vão conseguir !...". 
E os sapinhos estavam mesmo desistindo, um por um, menos aquele sapinho que continuava tranquilo ... embora cada vez mais arfante. Já ao final da competição, todos desistiram, menos ele. A curiosidade tomou conta de todos. Queriam saber o que tinha acontecido. E assim, quando foram perguntar ao sapinho como ele havia conseguido concluir a prova, descobriram que ele era surdo."


Podemos concluir que o sucesso é potenciado pela capacidade de não ouvir? Circunstancialmente, poderá acontecer, mas acredito que um dos fatores potenciadores do sucesso é a definição clara das pessoas que queremos ouvir sempre que houver um novo projeto, e fazer por ouvi-los. 

O morto que comia arroz


Há várias formas de encarar diferentes culturas. Mesmo num país com uma identidade forte como o nosso, com uma língua omnipresente (enriquecido pela existência do Mirandês, que está confinado ao planalto Mirandês) e com fronteiras bem determinadas há vários séculos (com as conhecidas exceções), há diferentes culturas e formas de estar no mundo. Por exemplo, O bacalhau, prato de Natal em boa parte do país, é substituído pelo polvo, em Trás-os-Montes. Neste pequeno retângulo existem várias diferenças culturais. Agora, imaginemos as diferenças que existem, quando olhamos para o mundo como um todo!
Quanto a estas diferenças de perspectiva do mundo, há uma história simples, mas que considero particularmente feliz, pela sua capacidade de, em poucas palavras, nos fazer entender melhor a diversidade.

"Um sujeito estava a pôr flores no túmulo de um familiar, quando viu um chinês deixar um prato de arroz na lápide ao lado. Virou-se para ele e em tom jocoso, perguntou:
! Acha mesmo que o seu defunto vai comer o arroz?
O chinês respondeu:
! Claro! Logo que o seu venha cheirar as flores..."


Assim, consegue-se perceber que o óbvio para uns não é tão claro para outros. Ainda arriscaria perguntar se algum deles conhece a história do cacho de bananas e dos macacos.

A roupa faz a diferença?


"Sem maiores preocupações com o vestir, o médico conversava descontraído com o enfermeiro e o motorista da ambulância, quando uma senhora elegante chega e de forma ríspida, pergunta: 
- Vocês sabem onde está o médico do hospital?
Com tranquilidade o médico respondeu:
- Boa tarde, senhora! Em que posso ser útil?
Ríspida, retorquiu:
- Será que o senhor é surdo? Não ouviu que estou procurando pelo médico?
Mantendo-se calmo, contestou:
- Boa tarde, senhora! O médico sou eu, em que posso ajudá-la ?!?!
- Como?!?! O senhor?!?! Com essa roupa?!?!...
- Ah, Senhora! Desculpe-me! Pensei que a senhora estivesse procurando um médico e não uma vestimenta....
- Oh! Desculpe doutor! Boa tarde! É que... Vestido assim, o senhor nem parece um médico...
- Veja bem as coisas como são...- disse o médico -... As vestes parecem não dizer muitas coisas, pois quando a vi chegando, tão bem vestida, tão elegante, pensei que a senhora fosse sorrir educadamente para todos e depois daria um simpaticíssimo “boa tarde!"; como se vê, as roupas nem sempre dizem muito..."


A maioria de nós concordará, se eu disser que o carácter é mais importante do que a roupa. A arrogância, a soberba que podemos constatar nesta história demonstra uma falta respeito pelo outro que é, no mínimo, atroz, independentemente da roupa usada. 

Há um aforismo que nos diz que "Um dos mais belos trajes da alma é a educação." Sendo assim, porque valorizamos tanto a roupa? A roupa é, de facto, importante? Porquê?

Cuidado! Eles também votam!


Um amigo meu comprou um frigorífico novo e para se livrar do velho, colocou-o em frente do prédio, no passeio, com o aviso:
'Grátis e a funcionar. Se quiser, pode levar'.
O frigorífico ficou três dias no passeio sem receber um olhar dos passantes.
Ele chegou à conclusão que as pessoas não acreditavam na oferta. Parecia bom de mais para ser verdade e mudou o aviso:
'Frigorífico à venda por 50,00 €.
No dia seguinte, tinha sido roubado!

Cuidado! Este tipo de gente vota!
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Ao visitar uma casa para alugar, o meu irmão perguntou à agente imobiliária para que lado era o Norte, porque não queria que o Sol o acordasse todas as manhãs. A agente perguntou: 'O sol nasce no Norte?'
Quando o meu irmão lhe explicou que o sol nasce a Nascente (aliás, daí o nome e que há muito tempo que isso acontece!) ela disse: 'Eu não estou actualizada a respeito destes assuntos'.

Ela também vota!
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Trabalhei uns anos num centro de atendimento a clientes em Ponta Delgada - Açores. Um dia, recebi um telefonema de um sujeito que perguntou em que horário o centro de atendimento estava aberto.
Eu respondi: 'O número que o senhor discou está disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana.' Ele então perguntou: 'Pelo horário de Lisboa ou pelo horário de Ponta Delgada?' Para acabar logo com o assunto, respondi:
'Horário do Brasil.'

Ele vota!
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Um colega e eu estávamos a almoçar no self-service da empresa, quando ouvimos uma das assistentes administrativas falar a respeito das queimaduras de sol que ela tinha, por ter ido de carro para o litoral.
Estava num descapotável, por isso, 'não pensou que ficasse queimada, pois o carro estava em movimento.'

Ela também vota!
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A minha cunhada tem uma ferramenta salva-vidas no carro, para cortar o cinto de segurança, se ela ficar presa nele. Ela guarda a ferramenta no porta-bagagens!

A minha cunhada também vota!
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Uns amigos e eu fomos comprar cerveja para uma festa e notámos que as grades tinham desconto de 10%. Como era uma festa grande, comprámos 2 grades. O caixa multiplicou 10% por 2 e fez-nos um desconto de 20%.

Ele também vota!
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Saí com um amigo e vimos uma mulher com uma argola no nariz, ligada a um brinco, por meio de uma corrente. O meu amigo disse:
'Será que a corrente não dá um puxão cada vez que ela vira a cabeça?'
Expliquei-lhe que o nariz e a orelha de uma pessoa permanecem à mesma distância, independentemente da pessoa virar a cabeça ou não.

O meu amigo também vota!
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Ao chegar de avião, as minhas malas nunca mais apareciam na área de recolha da bagagem. Fui então ao sector da bagagem extraviada e disse à mulher que as minhas malas não tinham aparecido. Ela sorriu e disse-me para não me preocupar, porque ela era uma profissional treinada e eu estava em boas mãos.'Agora diga-me, perguntou ela... o seu avião já chegou?'

Ela também vota!
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À espera de ser atendido numa pizzaria observei um homem a pedir uma pizza para levar. Ele estava sozinho e o empregado perguntou se ele preferia que a pizza fosse cortada em 4 pedaços ou em 6. Ele pensou algum tempo, antes de responder: 'Corte em 4 pedaços; acho que não estou com fome suficiente para comer 6 pedaços.'

Isso mesmo, ele também vota!
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Agora já sabem!...

Não são os políticos que são maus!...

Mau é QUEM os elege!...


Fonte: Retirado do Facebook do Pedro Costa 

Coração = Mundo * Comunicação = Zero


Neste dia dos namorados, nada melhor do que uma história para reforçar a importância de comunicar em todo o seu esplendor, provando que comunicar é uma arte!

"Reza a história que um casal tomava o seu pequeno-almoço, no dia das suas bodas de ouro. A mulher barrou a côdea do pão com manteiga e deu-a ao marido, ficando com o miolo para si. Pensou: "Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demais o meu marido e, nestes cinquenta anos, sempre lhe dei o miolo. Mas hoje quis satisfazer o meu desejo. Acho justo que coma o miolo, pelo menos uma vez na vida."
O rosto do marido rasgou-se num sorriso radiante. O marido disse-lhe:
- Muito obrigado por este presente, meu amor. Durante cinquenta anos, sempre desejei comer a côdea do pão, mas como sempre gostaste tanto dela, jamais ousei pedir-te!"

Por isso, para os namorados fugazes ou eternos, fica a sugestão: conheçam-se! falem! questionem! Riam-se! Festejem! Comuniquem! Falem! Escutem! Bebam! Comam! Mas vejam bem se os sacrifícios que estão a fazer são em vão!
Sejam felizes! Pelo menos até às bodas de ouro!

História das duas pedras

fonte: http://gartic.uol.com.br/
Esta história é um exemplo que demonstra que, mesmo em situações muito delicadas e de solução complicada, a perspicácia e a capacidade de pensar diferente e de agir rápido, podem ajudar a ultrapassar casos difíceis. O chavão pensar "fora da caixa", está a seguir representado de forma exemplar:

"Era uma vez, uma pequena aldeia, em que vivia um lavrador a quem faltava dinheiro para pagar uma dívida vultosa a um velho horripilante e antipático. O lavrador tinha uma filha lindíssima que o usurário cobiçava, pelo que resolveu propor-lhe um novo contrato: O lavrador teria o perdão da dívida se lhe desse a filha em casamento. Quer o lavrador quer a filha, ficaram estarrecidos com esta proposta. Então, o velho usurário mudou um pouco os termos da sua proposta sugerindo que fosse a sorte a determinar se haveria casamento. Disse que iria colocar uma pedra branca e uma pedra negra numa sacola vazia. A jovem tiraria uma das pedras à sorte… sem olhar para dentro da sacola. Se tirasse a pedra negra, casar-se-ia com ele e a dívida do pai considerar-se-ia saldada. Se tirasse a pedra branca, não teria que casar-se com o velho e a dívida seria considerada saldada, de igual modo. Pelo contrário, se ela recusasse entrar neste jogo, o pai seria imediatamente levado para a prisão. Sempre a falar, o velho agiota baixou-se para apanhar as duas pedras. A jovem, que tinha olho de lince, reparou que… o velho tinha apanhado duas pedras negras e as metera sem ninguém se aperceber dentro da sacola. Contudo, nada disse. A seguir, o velho usurário pediu à moça que tirasse uma das pedras de dentro da sacola. Toda esta cena tinha tido lugar num pequeno caminho que levava à porta da casa do lavrador, caminho esse feito de pedras brancas e pretas. Imagine por um instante o leitor desta história o que é que teria feito para ajudar a filha do lavrador nesta tão delicada situação, se lá estivesse presente. Analisando bem a situação, existem 3 hipóteses : 1) A moça deveria recusar-se a tirar a pedra. 2) A moça deveria tirar as duas pedras pretas da sacola e demonstrar assim que o velho tinha feito batota. 3) A moça deveria tirar a inevitável pedra preta e sacrificar-se casando-se com aquele velho repulsivo para evitar a prisão de seu pai. 
Mas a jovem, não se ficou por estas 3 possibilidades, que continham todas problemas complicados associados: o dilema da jovem parece que não se pode resolver de uma forma convencional: se aceita a proposta, dá de mão beijada a sua felicidade, passando uma vida de sofrimento; mas se a repudia denunciando a armadilha, o pai vai diretamente para a prisão. Mas isto é assim apenas sob o ponto de vista do pensamento lógico tradicional. Eis o que a jovem astuta fez: Meteu a mão na sacola e tirou uma das pedras, mas de imediato a deixou cair ao chão sem que ninguém tivesse tido tempo de vê-la, desculpando-se com ar assustado. Esta pedra confundiu-se imediatamente com as centenas de pedras pretas e brancas que formavam o caminho de entrada na casa. Ai, que desastrada sou!, exclamou a moça. Como é que isto me aconteceu? Mas não tem importância, prosseguiu rapidamente. Tudo tem solução. Pode saber-se que pedra é que tirei, vendo a que ficou na sacola. Porque se a que ficou for branca, é porque tirei a preta e se a que ficou for preta, é porque tirei a branca. Não é assim? Pediu ao velho agiota que verificasse qual a pedra que ficara na sacola, se era preta ou branca… Por conseguinte, a primeira pedra que a moça tirou não podia ser outra que não a branca. E como o velho agiota não se atreveu a confessar a batota, a moça transformou uma situação que parecia impossível num final muito vantajoso ! Moral da história : Existe sempre uma solução para os problemas mais complexos O problema surge quando não sabemos ver as coisas pelo ângulo mais apropriado.", 

ou como dizia o outro, "Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por enquanto, ainda não há terra em cima!"