O morto que comia arroz


Há várias formas de encarar diferentes culturas. Mesmo num país com uma identidade forte como o nosso, com uma língua omnipresente (enriquecido pela existência do Mirandês, que está confinado ao planalto Mirandês) e com fronteiras bem determinadas há vários séculos (com as conhecidas exceções), há diferentes culturas e formas de estar no mundo. Por exemplo, O bacalhau, prato de Natal em boa parte do país, é substituído pelo polvo, em Trás-os-Montes. Neste pequeno retângulo existem várias diferenças culturais. Agora, imaginemos as diferenças que existem, quando olhamos para o mundo como um todo!
Quanto a estas diferenças de perspectiva do mundo, há uma história simples, mas que considero particularmente feliz, pela sua capacidade de, em poucas palavras, nos fazer entender melhor a diversidade.

"Um sujeito estava a pôr flores no túmulo de um familiar, quando viu um chinês deixar um prato de arroz na lápide ao lado. Virou-se para ele e em tom jocoso, perguntou:
! Acha mesmo que o seu defunto vai comer o arroz?
O chinês respondeu:
! Claro! Logo que o seu venha cheirar as flores..."


Assim, consegue-se perceber que o óbvio para uns não é tão claro para outros. Ainda arriscaria perguntar se algum deles conhece a história do cacho de bananas e dos macacos.
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