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A Caminho de Santiago i)

 


O Caminho de Santiago

    Fazer o Caminho de Santiago (CS) é um objetivo que já estava definido há algum tempo.

A experiência anterior

    O ano passado, no Verão, fizemos um CS diferente. Guiado por pessoas do IESh (Instituto Eneagrama Shalom), nomeadamente pelo Domingos e pelo Afonso, aproveitamos o encontro entre os elementos do IESh de Portugal e do Brasil, para fazermos o CS. Um CS com bastante introspeção, com o aprofundar do conhecimento sobre a história associada aos CS e com bastante convívio entre as pessoas dos dois países. Também foram selecionados percursos para fazermos e terminamos em Finisterra (quem faz o CS deverá ponderar ir a Finisterra).

No entanto... haja fases

    No entanto, continuava em cima da mesa o objetivo por cumprir de fazer o CS da  forma clássica: a pé e ficando nas povoações que fazem parte do CS.
    Dividimos em várias fases, para assegurar que há disponibilidade e não há impacto na vida profissional. Assim, a primeira etapa foi entre Coimbra e Albergaria a Nova e está feita. Numa segunda fase iremos até ao Porto, uma terceira fase, será entre o Porto e a fronteira com Espanha e, a fase final, será o percurso do CS em Espanha. 

1.º dia: Coimbra * Mealhada

    Partimos com entusiasmo e vontade de andar. A zona entre Coimbra e Mealhada é a zona onde vivemos, por isso é uma zona familiar. No entanto, viajar a pé, fazem com que se consiga perceber muitos pormenores que várias passagens de carro não o permitem. No final do dia o cansaço era evidente. Nos primeiros 5 a 10 Km ainda falávamos dos problemas do dia a dia. Aqueles que deviam ficar para trás. O CS tratou de fazer com que o nosso foco fosse outro... os pés, as pernas, o sol, as costas, a paisagem natural... tudo ajudou a sair dos problemas do dia a dia e por volta das 16h, chegámos à "Sala de Jantar da Europa".
    Ao fim do dia o banho quente, as pomadas, os pés descalços e o descanço foram fundamentais para a recuperação. 
    Sabem o que mais foi fundamental? Uma noite bem dormida. Nestas situações de esforço físico, é mais fácil ter a consciência de como o sono nos ajuda a recuperar. Ao fim do dia doía-me muita coisa, de manhã estava recuperado. Isto é um milagre. 

2.º dia: Mealhada * Águeda

    Saímos da Mealhada e passamos por Anadia, Avelãs de Caminho, Aguada de Baixo e chegámos a Águeda. Paisagens bonitas e pacificadoras. Conseguimos recuperar as dores do dia anterior e com maior intensidade. Sentar é um sacrifício enorme, não pelo ato de sentar, mas pela futura necessidade de nos levantarmos. Mas terminamos com um gelado em Águeda, nas suas ruas animadas por guarda-chuvas e fomos descansar. Banho quente, mais cremes e pomadas miraculosas, mais dores e a pergunta sobre como estaríamos no dia seguinte. Ainda consegui ver o jogo da Supertaça (Porto vs Sporting), mas quando o resultado estava 3-3, apaguei.

3.º dia: Águeda * Albergaria a Nova

    Neste terceiro dia, saimos de Águeda que é turística no Centro, com muita arte urbana e com espaços cuidados e, à sua volta, tem uma imensa cintura industrial, que reflete o que mais se associa a Águeda: a sua capacidade e desenvolvimento industrial. Neste dia, o ritmo já foi mais lento e as  dores apareceram mais cedo. Passámos por várias popvoações, entre as quais Macinhata do Vouga, que tem umas casas interessantes e chegámos a Albergaria a Velha . Deparámos com uma terra bonita e bem cuidada, e que se nota que está há muito tempo envolvida neste processo de peregrinações. Neste 3.º dia, provavelmente por ser domingo, havia mais cafés, comércio e restaurantes fechados. 
    Fiquei com pena por termos de sair  da Estrada Real, porque a ponte caiu (via-se a plataforma da ponte sem uma parte do meio). Gostaria que fizessem uma ponte pedonal para evitar fazer a IC2, pois foi o troço de caminho mais desnecessário. É caminhar numa estrada só com carros e camiões e apanhar com todo aquele fumo. O CS feito até aí, teve pouco desto "modo fumo". 
    Chegámos a Albergaria a Nova pelas 16h e demos por terminada esta primeira etapa. Curiosamente, ao fim deste terceiro dia, senti que havia menos dores. Parece que o corpo se começava a habituar. Apesar de tudo, foi um dia com menos conversa e mais introespetivo.

Fim da 1.ª fase:

Encontramos poucos peregrinos pelo Caminho. Alguns iam para Fátima, outros para Santiago. A maior parte estava a fazer os caminhos de bicicleta. O calor talvez o justifique. Todos se cumprimentam e surge uma ou outra conversa com os peregrinos.
    As pessoas pelo CS são prestáveis e ajudam como sabem e podem, dando conselhos ou sugestões, ou simplesmente desejando Bom Caminho.
    Gostaria que os CS tivessem menos eucaliptos. Quando falamos em Mata, Floresta ou Bosque, estamos a falar de áreas enormes cheias de eucaliptos. Vêm-se poucas árvores de outras espécies. E se fizermos a experiência de descansarmos à sombra de um eucalipto ou à sombra de um carvalho, a sombra do carvalho é mais fresca e à sua volta o ecossistema tem mais vida. O eucalipto seca os terrenos à sua volta e não se vê vida.
    Nos dias seguintes a esta etapa, em estrada, apercebi-me de muitos peregrinos na sua jornada para Fátima, no IC2. Não sabem o que perdem por irem no asfalto e não usufruirem do que proporciona o Caminho feito por estradas secundárias e pelos bosques. 
    Já estamos a preparar com entusiasmo a próxima fase, embora ainda não haja datas marcadas.

Até lá, Bom Caminho!

Gönnen: palavras que deviam entrar no nosso dicionário

Gönnen: "palavra em alemão que se refere ao ato de ficar feliz e satisfeito com as conquistas dos outros". Assim falou Flávia Neves, Professora de Português no Dicionário Online de Português.

Esta palavra tem um significado interessante. É uma expressão que exprime um sentimento genuíno de alegria pela felicidade do outro. É uma ideia de generosidade emocional, valorizada na cultura alemã, onde se cultiva o apoio mútuo e o bem-estar coletivo.

É uma palavra que, de forma simplista, diria que é a "contra-inveja".

Diria que se tivermos a ousadia de ir além das intenções manifestadas e pusermos em prática a "Gönnen", estaremos num caminho positivo que permitirá melhorar as relações interpessoais, aumentar a empatia e construir laços de amizade. Podemos chegar a um ponto em que ficamos felizes com o sucesso dos outros, em que a felicidade é compartilhada e celebrada e que tenho a consciência de que, se estiver rodeado de pessoas felizes, realizadas, com bons níveis de bem-estar, eu próprio tenho condições para melhorar o meu bem-estar, ter mais momentos de felicidade e alegria. 

É bom saber que o sucesso do outro não me diminui, pelo contrário, pode ser uma inspiração para me motivar a alcançar os meus objetivos, pode ser conter ensinamentos que me permitam melhorar em alguns aspetos da minha vida e, quando fico feliz pelos outros, estou a reforçar laços e a criar equipas, comunidades, famílias ou empresas mais fortes.

Assim, praticar "gönnen" permite-nos desfrutar de coisas boas, ter mais momentos de felicidade e alegria e, ao mesmo tempo, motivar-nos para um desenvolvimento pessoal que nos permita ter uma vida com um sentimento bem presente de bem-estar e gratidão.

Diria que "Gönnen" corresponde a uma atitude que todos ganharíamos em desenvolver.

E se a sobrevivência for, afinal, do mais amigável e não do mais forte? * Visão

Foto: Eva Blue, in unsplash

Sempre acreditei que, a longo prazo, não é o mais forte que é o mais bem sucedido, mas a pessoa agradável, prestável e que consegue criar relações positivas. Este artigo da Visão vem aumentar a convicção nestas crenças:

"A teoria da evolução das espécies assume a sobrevivência do mais forte e a interpretação comum das palavras de Charles Darwin é de que as espécies mais resistentes tenderiam a sobrepor-se às mais fracas. Mas e se as palavras de Charles Darwin tiverem sido distorcidas e se a sua mensagem tiver sido mal interpretada?

Os cientistas Brian Hare e Vanessa Woods, investigadores do Centro de Neurociência Cognitiva da Universidade de Duke na Carolina do Norte, EUA, acreditam que a força não foi o fator predominante que fez com que se desse a evolução de espécies que culminou no mundo como o conhecemos hoje.

O novo projeto de ambos, o livro “Sobrevivência do Mais Amigável: Compreender as Nossas Origens e Redescobrir a Nossa Humanidade Comum” propõe que as amizades e parcerias amigáveis tiveram um papel crucial e garantiram a evolução de espécies durante séculos.

Os autores defendem que espécies vingam no mundo através da simpatia, da cooperação e da comunicação – e dão vários exemplos para o demonstrarem.

“A sobrevivência do mais forte, que é o que todos têm em mente quando ouvem “evolução” e “seleção natural”, causou mais dano que qualquer outra teoria”, diz Hare. “As pessoas pensam na sobrevivência como o homem alpha que merece vencer. Não foi isto que Darwin sugeriu, ou o que se tem vindo a demonstrar. A estratégia mais eficaz na vida é a amigabilidade e cooperação, e é isso que observamos uma e outra vez.”

Os nossos leais companheiros cães são a prova disso mesmo. Lobos e humanos viviam e caçavam próximos uns dos outros. Habituados à presença humana, estes animais começaram a perder o medo que tinham e começaram a aproximar-se do Homem. Ao longo de várias gerações, perderam algumas das suas qualidades de predadores e passaram a conviver lado a lado com aqueles que anteriormente aterrorizavam.

“Infelizmente, os seus parentes próximos, os lobos, encontram-se ameaçados nos poucos sítios onde ainda habitam enquanto que existem centena de milhares de cães. Os cães são o bando de lobos que decidiram confiar nos humanos – em vez de caçar – e esse bando saiu vitorioso”.

Este sistema de cooperação é bem visível em várias espécies: as plantas com flor, por exemplo, fornecem alimento e energia e os animais tornam-se num transporte do pólen.

Os autores do livro estudaram também, dentro do mundo animal, os bonobos, uma espécie de primatas muito confundida com chimpanzés, mas que na realidade é muito diferente.

Os chimpanzés são lutadores natos, sempre prontos para a confusão. Os machos assumem o comando e podem tornar-se extremamente violentos, chegando mesmo a matarem-se uns aos outros. Por outro lado, os bobonos são liderados por fêmeas e são mais pacíficos. São generosos por natureza e retiram prazer ao partilharem os seus mantimentos com outros bonobos, ao contrário dos chimpazés que se tornam mais egoístas à medida que envelhecem.

Ao falar da reprodução, Hare explica que “o bobono macho mais amigável é mais bem-sucedido do que o chimpazé mais antipático”. Os bobonos acabam assim por terem mais descentes que os chimpazés – a simpatia revela ser uma mais-valia para a reprodução.

E para os humanos? O preceito é o mesmo. Para que continuemos a evoluir com sucesso, temos de ser uns para os outros, devemos abandonar um pensamento egocêntrico e de pensar somente no nosso bem. Temos de contemplar as necessidades do próximo. “Vencemos ao cooperarmos e ao trabalharmos em equipa. A nossa capacidade de comunicação permite-nos resolver o mais complexo dos problemas.”"

Yoga

Retirada do Evento "Yoga ao Ar Livre"
O Yoga e os conceitos que o rodeiam é muito atrativo. Eu não sei o que é o Yoga, apesar de o ligar sempre a desenvolvimento físico e mental e, ao mesmo tempo, a uma filosofia associada à paz e harmonia no mundo. Esta minha perceção do Yoga sempre me fez ter uma imagem muito positiva do Yoga e dos seus praticantes.

Passou pela minha vida de forma pontual, mas sempre que passou, criou momentos bastante positivos e saí dessas poucas sessões com uma sensação de bem-estar e alegria. A primeira vez, foi num evento "Equilibra-te", organizado pela CADES e realizado no Grande Hotel do Luso. O segundo contacto, foi num retiro de Eneagrama, em que criamos o hábito de ir correr antes da ordem de trabalhos e o momento de relaxamento era proporcionado com a "Saudação ao Sol", momento gentil e magistralmente dinamizado pela Olga Moura.

Apesar destes momentos tão bons, tão significativos e impactantes , nunca tinha encarado a possibilidade de frequentar o Yoga de uma forma mais regular. Apesar de tudo, parecia-me que não era o desporto que me iria permitir combater a vida frenética a que o dia a dia conduz. Queria grande consumo de calorias, algo altamente dinâmico e frenético, tal como os dias passantes. Só assim, me sentiria bem e pronto para encarar a vida.

Este mês de Agosto, tive vários encontros que me fizeram repensar e querer perceber se o Yoga tem uma contribuição efetiva para uma vida mais equilibrada.

Encontrei-me com um grande amigo de infância, que tem feito coisas extraordinárias na sua vida. De tempos a tempos temos a oportunidade de nos encontrar e as nossas conversas permitem-me momentos  de aprendizagem extraordinários, pela beleza do ser humano que está à minha frente e pela sua forma de encarar a vida. Sempre foi desportista, em desportos com alguma dureza, e hoje, continua a praticar 2 desportos e acrescentou o Yoga. A surpresa foi saber que aquele desporto de que mais dificilmente abdicaria, seria o Yoga. Houve ainda o encontro com outra pessoa para conversar sobre o Eneagrama. Essa pessoa é praticante regular de Yoga e senti uma empatia enorme por si, pela sua abordagem à vida e às pessoas. Acabamos por dividir o tema de conversa entre o Eneagrama e o Yoga com toda a filosofia subjacente e com indicações sobre origens que se cruzaram. Saí da conversa fascinado e com maior vontade de conhecer e experimentar de forma mais consciente. Curiosamente, já tinha manifestado a vontade de estar no evento "Yoga ao Ar Livre" proporcionado pela maravilhosa Luiza da Costa Farias, que pouco ou nada me conhece e se manifestou de imediato disponível para todas as informações necessárias e para conduzir com calma a atividade de um "iniciado com a flexibilidade de tesoura com ferrugem em várias camadas". Pelo meio, ainda tive a oportunidade de falar com 2 amigos (a Sónia Nabais e o Paulo Nabais) sobre temas relacionados com o Yoga e as atividades que a Living Place está a iniciar nesta área (já as teve em anos anteriores).  Inscrevi-me no "Yoga ao Ar Livre", no Parque das Histórias, em Anadia e tive a boa notícia de que um grande amigo, o Miguel Midões, praticante regular de yoga e um exemplo sobre como conduzir a vida, também estaria presente. Claro que marcamos café antes do Yoga e pusemos uma ínfima parte da conversa em dia (ainda temos muito que conversar), e revi com muita satisfação a Cristiana. O momento pré-Yoga, com o Miguel e com a Cristiana, foi muito bom e estavam criadas as condições para mais um momento de Yoga sublime. E foi... A Luiza conduziu a sessão com muita mestria e no fim, havia uma satisfação generalizada. Eu descobri pelo menos 2 novos músculos, que durante o dia seguinte fizeram questão de me recordar frequentemente da sua existência e até agora, dois dias depois, ainda sinto e efeito positivo da sessão.

Assim, a resolução de Verão para o novo ano letivo/trabalho é encontrar tempo dentro de uma agenda super-hiper preenchida e muitas vezes caótica para momentos regulares de Yoga... Seja em sessões guiadas por algum especialista na área, seja em casa, sendo autodidata.

Se o Yoga passou algumas vezes na minha vida de forma leve e passageira, suspeito que desta vez veio para ficar.

Até breve. Vida Longa e Próspera!

BRINCAMOS MUITO POUCO COM OS NOSSOS FILHOS, Rute Agulhas, in DN 27/03/2019


Quando alguém escreve magistralmente sobre um tema, o melhor é ler sem fazer grandes comentários... Seguir as suas propostas e fazer os exercícios que nos propõe é a melhor maneira de diagnosticarmos a nossa relação com os nossos filhos... Cuidado! É potencialmente devastador e pode marcar um ponto de viragem. Eu vou fazer já!


Texto de Rute Agulhas, in DN - 27/03/2019

Vivemos todos uma vida acelerada e sem tempo para nada. Ou melhor, sem tempo para aquilo que deveria ser o mais importante, essa é a verdade. E de entre as várias coisas para as quais não temos tempo, brincar com os nossos filhos assume-se como uma delas. Talvez mesmo a principal.

Proponho que façamos todos um breve exercício que, prometo, não irá demorar mais do que cinco minutos.

Pegue numa folha branca e desenhe um círculo. Depois, divida esse círculo em cinco fatias (como se fosse uma pizza), relativas ao tempo médio despendido com a família, apenas com os filhos, no trabalho, com amigos ou em actividades de lazer, e em outros contextos.

Já está? Certo.

Desenhe agora um segundo círculo, relativo apenas ao tempo despendido com os seus filhos. Divida este círculo em quatro fatias, relativas ao tempo que, em média, ocupa com as rotinas (p. ex., banho, refeições), a ensinar (p. ex. trabalhos escolares), a brincar (brincadeira pura e dura) ou sem qualquer tipo de interacção (p. ex., as crianças estarem a ver televisão ou a brincar sozinhas).

Agora que terminou ambos os círculos, observe com atenção e reflicta. O que pensa? O que sente? O que gostaria que fosse diferente? O que pode fazer para mudar?

Este exercício tem como objectivo ajudar os pais a tomar consciência de quão pouco tempo passam a brincar com os seus filhos, sendo que a interacção lúdica se assume como especialmente importante para o desenvolvimento de vínculos afectivos. Este tempo de interacção, que diversos autores chamam de “tempo especial”, permite não apenas fortalecer os vínculos afectivos, como também potenciar a aprendizagem através do brincar. É através da actividade lúdica que a criança apreende e aprende, que interage com os outros e com o mundo. A projecção e o jogo simbólico permitem desenvolver competências muito diversas, como a empatia, a capacidade em tolerar a frustração e a resolução de problemas. É através da brincadeira, também, que a criança comunica aquilo que pensa e sente. Que se relaciona com os outros e, ao mesmo tempo, que se organiza dentro de si própria.

Desejamos muito que os nossos filhos nos sintam como pessoas de confiança, a quem possam recorrer se precisarem de algum tipo de ajuda. Queremos ser os seus confidentes e guardiões dos seus segredos. Para isso, é preciso tempo de interacção. Brincar com eles ajuda.

Após este exercício, desafio os pais a criarem tempos especiais, em que devem brincar com os seus filhos. Sem estarem particularmente preocupados em que aprendam algo, mas “apenas” brincar. Bastam 10 a 15 min, diariamente ou a cada dois dias. Para as crianças, garanto que serão os minutos mais preciosos do dia.

Vamos experimentar?

(Já agora, e que tal reflectir sobre as outras fatias do tempo?).


Clubes castigados pelo mau comportamento dos pais

Uma excelente iniciativa da Câmara de Almeirim... 
Serviço público! 
Educação para a cidadania!
A disseminar por outras autarquias.

Ver notícia original em: Público, ou abaixo:

Câmara de Almeirim vai castigar clubes pelo mau comportamento dos pais

Iniciativa “Pais de Desportistas são Pais Responsáveis” pretende erradicar comportamentos violentos e premiar atitudes de fair play nos escalões de formação.

MIGUEL DANTAS 21 de Novembro de 2018, 14:47

A Câmara Municipal de Almeirim colocou em marcha uma iniciativa que pretende sensibilizar os pais de jovens atletas para o mau comportamento nos eventos desportivos. Intitulada “Pais de Desportistas são Pais Responsáveis”, a campanha punirá os clubes cujos adeptos tiverem comportamentos antidesportivos e dará incentivos aos emblemas que demonstrarem fair play. Inicialmente pensado para as categorias de formação, o código de conduta será aplicado a todas as modalidades praticadas no concelho.

Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Almeirim, revela ao PÚBLICO que o ambiente tóxico transversal a várias modalidades foi o principal catalisador para a criação do código de conduta que entrou em vigor no início de Novembro: “Temos um conjunto de pais que acompanham os filhos nas idades de formação. O problema é que algumas pessoas vêem os seus filhos como Ronaldos e não percebem que os miúdos estão a praticar desporto, em primeiro lugar porque é saudável, e depois para se divertirem”.

O presidente da autarquia do distrito de Santarém garantiu que a ideia já estava a ser pensada há vários meses e tem como principal objectivo a erradicação faseada de comportamentos que manchem a prática desportiva saudável: “Queremos banir más atitudes. Desautorizar os técnicos, insultar os adversários e os árbitros, todos os maus exemplos que acabam por contrariar aquilo que devia ser o bem da prática desportiva. No futuro quero, no limite, que se altere a má linguagem que se utiliza nos desportos”.

Efeito “tranquilizador” para os árbitros

Para além dos adversários, os árbitros são, muitas vezes, outro dos alvos preferenciais dos pais dos jovens atletas. Para Jorge Maia, presidente do Conselho de Arbitragem de Santarém, a campanha terá um efeito “tranquilizador” nos juízes que arbitrem encontros em Almeirim.

Segundo o dirigente do Conselho de Arbitragem, ainda não foram registados quaisquer incidentes nos encontros de formação, percebendo-se que os comportamentos dos encarregados de educação já estão a ser moldados pela iniciativa: “Acima de tudo notamos da parte dos pais um receio daquilo que possa advir para os clubes”.

Carlos Neto, investigador em áreas como o jogo e o desenvolvimento da criança, elogia a iniciativa da autarquia de Almeirim, alertando, porém, para o longo caminho que ainda há para percorrer: “Todas as iniciativas relacionadas com a moderação parental nos comportamentos desportivos são sempre bem-vindas. Precisamos de fazer formação parental, dos treinadores, dos dirigentes porque ainda há muita tendência para colocarmos modelos [de competição] adultos em práticas infantis”.

Para o professor da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, em muitos casos, os pais reflectem nos filhos as expectativas próprias que acabam por não ser concretizadas: “Há uma projecção para as crianças terem o êxito que eles não conseguiram. No fundo, é transportado para os filhos um ideal que os próprios não tiveram oportunidade de realizar”.

O investigador faz questão de não generalizar os progenitores, afirmando que “há pais para todos os gostos” e que a maioria tem comportamentos de fair play. Porém, nos casos em que essas atitudes salutares não se verificam, são os jovens os agentes desportivos que saem mais afectados: “A criança gosta de fazer desporto porque lhe dá prazer, não pelos prémios e medalhas. Muitas vezes, não conseguem aguentar essa pressão emocional. Há muitas crianças a sofrer enquanto fazem desporto”.

Sucesso para 2018 e reflexão sobre o que é o sucesso?


Nesta altura de mudança de ano, os votos de sucesso são comuns. Assumir diferentes formas, em texto, em imagens ou vídeo, no entanto, a finalidade é semelhante. Eu gosto que me desejem sucesso! Também o desejo a quem me rodeia. Acredito que se quem me rodeia tiver sucesso, a minha vida terá igualmente mais sucesso. Em termos familiares, profissionalmente, com amigos, comunidade ou outras relações que vamos tendo à nossa volta, o sucesso de uns só pode aumentar a probabilidade de sucesso dos outros. Acredito no conceito ganha-ganha. Apesar de sermos formatados ao longo de uma vida para o conceito de perde-ganha, acredito que é mais eficaz, com melhores resultados e mais trabalhoso o conceito de ganha-ganha. Quando alguém ganha, os outros não têm que perder. Quando alguém ganha, todos podem ganhar com isso, como há vários exemplos no reino animal (o tubarão e as rémoras), ou a associação de empresas e/ou organizações.

Os votos de sucesso recebidos, fazem-me refletir sobre o que é o sucesso...

Alterações climáticas... o aviso

Cientistas de todo o mundo, já o avisaram há 25 anos...

Agora, voltam a alertar para a destruição do nosso planeta, pela qual nós somos os principais responsáveis.  2.º aviso dos cientistas... Continuamos a destruir a terra.
Se veio recentemente a público a boa notícia da redução do buraco de ozono, todos os dias somos confrontados com notícias preocupantes, como o aumento brutal de emissões de dióxido de carbono, a desflorestação, as catástrofes naturais (que potenciaram a dimensão dos fogos deste verão e todas as consequências que daí resultarão), a invasão dos mares pelos plásticos com toda a diminuição de vida ou aumento de doenças associadas, o degelo e o aumento do nível das águas e por aí fora. Algumas destas consequências já as estamos a sentir como podemos verem Pinhões a 100€; Natal sem queijo da serra; Verão sem cerejas!. Muitas vezes,não temos essa consciência.

Apesar disto, há quem duvide ou não acredite no que se está a passar e nas suas causas.

Bom senso e ação precisa-se para voltar aos equilíbrios ecológicos e para assegurar que as temperaturas se mantêm a níveis aceitáveis.

Claro que aparecem notícias interessantes, como o novo planeta descoberto, com possibilidade de ter vida e clima ameno. Fica apenas a onze anos-luz, como pode ser visto aqui, aqui, aqui ou ainda aqui.

Simulação feita pela NASA que representa a possível paisagem de um dos planetas
Com as condições e o conhecimento atuais, esqueçam a transferência em grande escala de população para outros planetas... Ainda é só nos filmes!

Por enquanto, o melhor é mesmo cuidar bem deste planeta Terra.

Nobel da Paz para a Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN)


O prémio Nobel da Paz de 2017 vai para..................................................  
a Campanha Internacional para a Abolição de Armas Nucleares (ICAN)!
Alfred Nobel, inventor da dinamite, instituiu cinco prémios Nobel (Física, Química, Medicina, Literatura e Paz). Estes prémios existem desde 1901 e são prova de um reconhecimento por feitos extraordinários, no que ao âmbito do tema a que corresponde. Existe um Comité Nobel, nomeado pelo parlamento norueguês que analisa e escolhe anualmente os premiados.
Relativamente ao prémio Nobel da Paz, este ano foi para uma ONG Anti-Nuclear. Nesta era em que o nuclear tem voltado a estar tão presente nas nossas vidas, é importante reforçar a ideia de que a humanidade não quer a paz à custa do medo imposto pelas armas nucleares. O medo é o que promovem os países detentores de armamento nuclear, com a ameaça dissuasora da utilização das armas. Potencialmente, estamos a falar do fim da humanidade.
No caso do Nobel da Paz, há algumas curiosidades, relativamente a outros Nobéis: pode ser atribuído a pessoas e/ou organizações que estejam num processo de pacificação, ou de resolução de conflitos. O objetivo pode ainda não ter sido alcançado, mas existem ações a serem desenvolvidas. É ótimo que assim seja, pois funciona como fator motivador para quem está nesses processos, a sofrer pressões de imensas partes (imagino eu). E muitas vezes, um reconhecimento pode ser a diferença entre desistir ou continuar o caminho definido.
Assim, espero que a Campanha Internacional para a Abolição das Armas Nucleares continue o seu caminho, que não pare, apesar da noção generalizada da dificuldade que existe na eliminação das armas nucleares, quer pelo seu potencial de afirmação de poder (interno e internacional) quer por questões económicas (permite reduzir significativamente os exércitos e seus custos, enquanto aumenta significativamente o poder). 

Há uns dias tinha falado sobre o legado para gerações vindouras, sobre o que queria para o futuro dos meus filhos, ver neste artigo. Curiosamente, disse que era um discurso associado aos concursos de miss. Felizmente, existem cada vez mais pessoas, países e/ou organizações que com a preocupação sobre as consequências da existência destas armas e que intervêm a vários níveis para eliminar o armamento nuclear.
Gostava que Portugal estivesse envolvido neste caminho de paz para o mundo. Foi um país pioneiro na abolição da pena de morte, lutou e foi um dos grandes impulsionadores da libertação de Timor Lorosae, tem o secretário-geral da ONU. Por tudo isto, tem responsabilidades e um papel importante na paz no mundo. Principalmente pela sua capacidade diplomática e de persuasão.
No entanto, segundo a TSF: 
"esta organização não-governamental junta centenas de países que lutou para que as Nações Unidas implementem um tratado internacional que proíba as armas nucleares. O acordo histórico foi aprovado a 7 de julho deste ano por 122 países. Terá agora que ser assinado por pelo menos 50 estados.
Portugal não vai assinar o tratado. No mês passado, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Augusto Santos Silva, explicava que "Portugal não pode ser membro da NATO, que é uma aliança nuclear, e ser subscritor de um tratado que declara ilegais as armas nucleares. Portugal não é membro de alianças ilegais".
Esperemos que a presença de Portugal na Nato tenha algum impacto na procura da abolição das armas nucleares, através de acordos com outros países e blocos.
Que este prémio seja uma luz no caminho para um mundo novo, livre de armas nucleares.

Síndrome do trauma pós-férias... como ultrapassar?



Nesta altura de férias todos, ou pelo menos os que têm direito a férias (e os que têm a felicidade de não refilar por tudo e por nada... e os que não estão de ressaca... e os que aproveitam bem os dias... e as noites... e alguns otimistas por natureza.......), andamos com um ar satisfeito. É o merecido descanso do guerreiro, depois de um ano de trabalho intenso...

As férias são um período tão bom, que sinto que me conseguiria habituar a andar assim uns meses...... ou não! Independentemente da vontade de voltar para o trabalho ser mais consoladora ou traumatizante, há, em muitas pessoas - incluindo eu - uma necessidade de adaptação e pode-se observar, com facilidade, a resistência à mudança no seu pleno!

Há médicos e psicólogos que analisam e estudam este "síndrome pós-férias". Destes estudos, saem dicas interessantes para reduzir a dita resistência, como se pode ver em médicos explicam síndrome pós-ferias ou em estratégias para reduzir o síndrome pós-ferias.

Eu optei por mudar o meu escritório e, durante algumas horas de trabalho, estou instalado no local apresentado na imagem acima... e está a resultar... Onde será? Bem, não interessa... É mais um dos paraísos na terra! E tem apresentado bens resultados... bons índices de produtividade e o tal síndrome tem andado por longe...

Discriminação: A incrível viagem do DNA

Quando alguém chama nomes a outro, baseado na origem, na raça, ou na nacionalidade, pode estar a insultar-se a si próprio, como prova o vídeo seguinte!
Perspetivas que clarificam a verdadeira origem de cada um de nós...

E se apanhasse um seu colaborador a dormir?

virgin blog



O que aconteceria se encontrasse um colaborador seu a dormir no local de trabalho? Acordava-o? Gritava? Tirava uma foto para memória futura? Tapava-o com uma manta? Melhor ainda, como reagiria o seu colaborador se fosse apanhado por si (se não é... imagine que é... superior hierárquico)! Medo? Bocejo? Constrangimento? Procura buraco para se enfiar? ou Risota partilhada? Calma? Não vê nada de errado?

Qualquer uma das situações poderia dizer muito sobre o estilo de liderança presente e, se há quem faça desta situação um drama e a classifique como inqualificável e há quem se ria e aproveite o momento. 

Sir Richard, com a atitude que lhe é conhecida, aproveitou para tirar uma foto com o “Soneca da Virgin” e deve ter pensado que lhe poderia acontecer o mesmo, pois afirmou que apenas se retirou para tirar um merecido descanso.

É bom ver estes exemplos de grandes líderes de grupos multinacionais e perceber que está presente uma atitude de respeito e boa disposição. Qual de nós ainda não passou pelas brasas, ou pelo menos não sentiu a cabeça cair no teclado em momentos de grande stress e várias horas de trabalho seguidas? Ou em momentos em que a noite proporcionada pelos filhos foi excitante, não deixando pregar olho? Ou depois da festa da empresa que durou até às tantas, mas não houve possibilidade de deixar de ir ao escritório?

Podemos dizer que é o excêntrico Sir Richard e que não haveria muitos outros tão complacentes com os seus colaboradores. Eu acredito que a melhor forma de reforçar os laços com os colaboradores, seria tapá-los com uma manta, ou tirar uma foto. Preferencialmente, tirar uma foto antes da manta, tapá-lo com a manta e tirar uma foto depois da manta. Logo de seguida, perceber se está tudo bem com o colaborador e disponibilizar-se para o ajudar. 

Depois, pedir aos responsáveis pelos recursos humanos para estudar com maior detalhe os benefícios das sestas e os ritmos de trabalho dos colaboradores da empresa. Quem sabe se a introdução da possibilidade de ter um período de sesta traria vantagens inesperadas à organização. Já há quem defenda esta prática Como tirar uma sesta poderosa no seu local de trabalho? e, como diria a Maia, não negue à partida uma ciência que não conhece!

O Dr. Ron Friedman, autor do livro " The Best Places to Work", apresenta-nos um vídeo onde fala sobre os benefícios das sestas de apenas 10 minutos na melhoria do desempenho, saúde, energia e controlo emocional.
Seja o que for que aconteça com os colaboradores, não ser impulsivo relativamente às situações pode ter bons resultados. Deve-se conhecer o contexto da situação, visto que os acontecimentos dependem das pessoas, das suas relações e das circunstâncias que as acompanham. Por isso, julgar precipitadamente pode não dar bons resultados.

Ouça duas vezes antes de falar e poderá melhorar a sua capacidade de liderança.

Ler mais em:
 

O renascimento de uma paixão


Dez anos... Mais de dez anos, o tempo que estive afastado de uma paixão...
Quem nunca teve uma paixão? 

Eu tenho várias e, finalmente...Finalmente, voltei-me a encontrar com a Bicicleta!

Circunstâncias imprevisíveis, fizeram com que 3 se juntassem para uma aventura de bicicleta, subindo o Mondego. Foram duas horas... Foram 30 quilómetros... Foram dores em sítios não referenciáveis... E nas pernas também! Foram, acima de tudo, duas horas de relaxamento puro, de contacto com paisagens inacessíveis a quem viaja pela mesma estrada de carro. 

Eu, com a bicicleta mais fraca, as pernas mais perras e os pulmões menos trabalhados, lá me aguentei a custo! No final da jornada, uma sensação de alívio, de vitória e uma motivação enorme para continuar a andar, de forma mais regular.
Claro que esta motivação só é possível devido a um grupo que desde o início tornou claro que ninguém ficaria para trás... Partiu-se em grupo, a chegada seria com o mesmo grupo. Este é um dos princípios das equipas de sucesso! Obrigado companheiros de pedalada! Foram mais importantes do que possam pensar para renovar a vontade de pedalar! Diria mesmo determinantes!!

Outro dos aspetos muito interessantes, é a cordialidade entre ciclistas. Todos se cumprimentam, em estrada. Muitos dos habitantes das aldeias por onde passámos, cumprimentavam os ciclistas que passavam! Muito positivo! 

Não é habitual ver este sentimento de comunidade no dia a dia! 
Não é habitual andar sem a pressão do relógio no dia a dia!
Não é habitual observar paisagens com tanta atenção no dia a dia!
Não é habitual passar minutos sob aves de rapina no dia a dia!

Vai passar a ser mais habitual!

Sinto renascer uma paixão antiga!

Mensagem para adolescentes... e não só!

Originalmente foi:
Mensagem principal para adolescentes:
"Não amachuques ninguém e não te amachuques"

Reformulação da mensagem:
Mensagem principal para adolescentes, adultos, crianças, homens, mulheres, ...:
"Não amachuques ninguém e não te amachuques!
Se amachucares alguém, faz por não repetires!
Se te amachucarem, ultrapassa depressa e segue em frente!"



Ontem, no Dia Internacional da Mulher, lembrei-me de uma conversa com um homem de valor que um dia disse: "A Humanidade só dará um passo em frente, quando se ultrapassar esta guerra de género. Quando o ser humano for visto para além do homem ou mulher e forem respeitadas as diferenças e complementaridades!"

Gostei quando ouvi!
Gostei quando recordei!


Carnaval da Mealhada: Do rei brasileiro ao rei leitão




Hoje é quarta-feira de cinzas. O Carnaval da Mealhada/Bairrada de 2016 já é história. Um bom dia para relembrar alguma história do Carnaval da Mealhada/Bairrada. Que seja cada vez mais um Carnaval da Bairrada!!

"A concorrência dificulta a vida dos carnavais mais antigos, como o Carnaval da Mealhada. Os gastos são elevados, os fatos e os carros alegóricos atingem valores praticamente insuportáveis e as comparticipações das autarquias têm diminuído. Por ser uma festa de Inverno, está dependente do tempo e num ano mau os prejuízos podem ascender aos milhares de euros.

A Mealhada foi o primeiro carnaval luso-brasileiro do país, mas atualmente, só na zona Centro, existem pelo menos mais três: Estarreja, Ovar e Figueira da Foz. A concorrência já fez tremer o Carnaval da Mealhada, o mais brasileiro de Portugal, onde existem já três escolas de Samba, mas a história ninguém lha tira. Foram dezenas os reis brasileiros que desfilaram no sambódromo da Bairrada. Reis que, no ano passado, foram substituídos pelo rei leitão.

Entre os vários culpados pelo início do Carnaval da Mealhada está Oliveira Salazar. "Havia as festas da vila, na altura, em julho, e foram suspensas por ordens do Governo", conta João Peres, fundador do Carnaval da Mealhada e membro da Associação do Carnaval da Bairrada.
Nos anos 70 cria-se a festa para saldar as despesas que ficaram das festas da terra interrompidas. "Fez-se um cortejo de brincadeira, convidaram-se brasileiros que estudavam na faculdade em Coimbra, e começa-se um Entrudo trapalhão com umas carroças e umas acácias", afirma.
Uma brincadeira, mas já com sotaque brasileiro, que mais tarde se intensifica e passa de Entrudo a carnaval, com a Mealhada a ser o primeiro carnaval com reis vindos do Brasil. "Pensámos em trazer uma figura, mas as nacionais eram muito caras. Depois pensámos no Fitipaldi, mas depois chegámos à opção de um brasileiro", sorri João Peres ao recordar.
E veio o primeiro, um dos atores principais da novela Gabriela Cravo e Canela: Dr. Ezequiel, interpretado por Jaime Barcelos. Depois deste seguiram-se dezenas de outros atores, mas o ponto alto foi com Tony Ramos."Em 79 foi uma enchente que a Mealhada rebentou pelas costuras. Não teve capacidade para absorver tanta gente"
O carnaval luso-brasileiro deixou de ter reis brasileiros no ano passado; o rei foi o leitão, "como forma de valorizar mais os produtos locais, sobretudo os de maior relevo. E é nesta linha que continua a edição deste ano, com intenções de valorizar os produtos do concelho, sobretudo os que foram eleitos as quatro maravilhas do concelho da Mealhada: o pão, a água, o leitão e o vinho.
A apresentação das escolas de samba é já esta sexta-feira: os corsos principais serão (obviamente) no domingo ena terça-feira.
Como nota, a música de fundo que se ouve na reportagem sonora é da Escola de Samba "Sócios da Mangueira", da Mealhada, uma escola de Samba que existe desde 1978."
por Miguel Midões
Resgatado de: TSF

As criancinhas que mandam no mundo

O texto abaixo deve servir, no mínimo, para reflexão. Provavelmente, para rever alguns conceitos e mudar comportamentos. De filhos e de pais.


Depois do primeiro impacto e de chamar alguns nomes ao autor, daqueles que os filhos não devem ouvir, talvez seja útil analisar quantas vezes já permitimos comportamentos parecidos com os apresentados pelo ignóbil Diogo Faro, que não devia ter interferido na paz presente nos lares. E agora, vou lançar uns comentários no site do texto original, porque estas sacanices são difíceis de aceitar. Proposta: Ler texto abaixo e ir para o texto original chamar nomes ao tal Faro.

As criancinhas que mandam no mundo
"Aqui há dias fiz um “post” no Facebook onde criticava, exageradamente de forma a ter graça, as criancinhas que passam por mim a correr na praia e me enchem de areia. Nada de grave, ninguém morre por levar com uns grãos de areia. Mas o que achei mesmo engraçado foi a reacção de alguns pais ao dito “post”. Fizeram-me pensar e aqui me redimo.
Certos pais fizeram-me perceber que temos que perdoar tudo às crianças porque elas são… crianças. Claro! Elas precisam de se expressar e de brincar! E se isso passa por atirar areia para cima de estranhos na praia e berrar sem motivo em restaurantes, como é que há pais que se atrevem a dizer-lhes que não façam isso? Como, senhores?! É a isso que chamam educação, só porque estão a respeitar os outros com quem vivem em sociedade? Errado! Isso é meramente castração criativa. Estão a ser mal-educados, impertinentes e egoístas? O que é que isso importa quando podem estar ali futuros Napoleões, Hitlers ou Salazares? Não podemos desperdiçar tais talentos.
Tenho imensa pena que os meus pais não me tenham educado assim. Lembro-me perfeitamente que, quando era pequeno, na praia me obrigavam a não correr quando passava ao lado de pessoas estendidas na toalha. Já viram se eu nunca tivesse parado? Se calhar, tinha treinado tanto que agora era melhor que o Madjer e também era Campeão do Mundo de Futebol de Praia. E pior! Se, por algum triste acidente, atirava areia a alguém, obrigavam-me a pedir desculpa. Ahah! Absurdo. Como é que eles se atreviam a desautorizar uma criança à frente de adultos estranhos? Como é que me castravam o poder que eu estava a construir para dominar o mundo? Que dor de alma.
E chego à conclusão que há ainda pior. Os energúmenos que vêem mal nas crianças serem “educadas” desta forma, levadas num pedestal sobre todos os outros seres vivos, a aprender a pisar os outros por isto ser um mundo cão. É assim mesmo que tem ser. Vão ser adultos insuportáveis, completamente despojados de sentido de vida em sociedade e de respeito pelos outros? Ainda bem. É assim que os grandes se formam e ficam na História.
Retiro o que disse no “post”, e que algumas pessoas tomaram como literal, a minha vontade que as crianças que me enchem de areia, sem que os pais as chamem à atenção, caiam de boca e almocem 2kgs da mesma. Pelo contrário, quero que me pisem mesmo na cabeça, que continuem a correr, que dêem um pontapé no estômago de outra criança que se atreva no seu caminho, que chapinhem ao lado da velhota que está a tentar entrar devagarinho na água por causa das dores nos ossos e, por fim, que matem uma gaivota que estava ali em dificuldades no mar. São crianças? Então que façam tudo o que bem lhes apetecer porque o mundo precisa de futuros adultos assim.
E eu iria mais longe. Que se lixe o “por favor” e o “obrigado”, que se empurre em vez de pedir licença, que se roube em vez comprar e que ordene em vez de pedir. Afinal de contas, crianças são crianças e aos 18 logo se vê.
Parabéns aos pais que têm a coragem de as educar assim."
Diogo Faro
Original: Criancinhas * Sol

Madonna cita Fernando Pessoa

Resultado de imagem para Madonna


Cantora norte-americana partilhou uma frase do "Livro do Desassossego"

«Adoramos a perfeição, porque não a podemos ter; repugna-la-íamos se a tivéssemos. O perfeito é o desumano porque o humano é imperfeito».

Original: Madonna cita Fernando Pessoa - Activa:


Alerta: Nova funcionalidade do Facebook para pais

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Agora que está a acabar o fim de semana e que todos corremos para o computador para atualizar as maravilhas associadas ao fim de semana e às nossas maravilhosas, invejáveis e inigualávais vidas, talvez seja útil parar 5 minutos para ler e aproveitar esta nova funcionalidade do Facebook.  



"Novo alerta do Facebook para pais que publicam fotografias dos filhos

"São boas notícias para os pais mais distraídos que gostam de publicar fotografias das crianças. O Facebook vai passar a perguntar: "tem a certeza que quer continuar?".

A pergunta vai saltar cada vez que publicar uma fotografia com crianças publicamente na rede social. "Tem a certeza que é isso que quer?".

Esta nova ferramenta permite detetar crianças nas fotografias e ajuda os mais distraídos a escolher o grau de privacidade. Assim evita que a imagem do seu filho possa ser visualizada por todos.

A novidade foi anunciada pelo vice-presidente da engenharia e infraestrutura do Facebook, Jay Parikh, num evento de sobre o futuro da média em Bloomsbury, no Reino Unido.

"Se eu estivesse a fazer um upload de uma fotografia dos meus filhos a brincar no parque e, acidentalmente, partilhasse a imagem publicamente, o sistema emitiria um alerta: Espere, essa fotografia é dos seus filhos e normalmente apenas os seus familiares e amigos a conseguem visualizar. Tem a certeza que quer continuar?, explicou Jay Parikh.

Este serviço faz parte de um "pacote" de novidades cujo objetivo é melhorar a inteligência artificial e os algoritmos da plataforma para aumentar a capacidade de detetar e filtrar conteúdo "suspeito".

Por dia são publicadas duas mil milhões de fotografias nesta rede social. Grande parte de crianças."

Original: 

O trabalho da criança... * Halloween

Diz a sabedoria popular que "O trabalho da criança é pouco, mas quem o despreza é louco..."
No Halloween, os preparativos ajudam a meter a mão na massa, neste caso, na abóbora.

Resultou um bom trabalho: