O apagão!




A situação está complicada!

Por isso mesmo terminei a semana passada com um apagão! Ora é assim, ou não se vive.
Todos os dias, de manhã, quando vou para o trabalho, a minha reação (talvez pelos quase dez anos de jornalismo) é a de ligar o rádio e ouvir atentamente (sempre preferi a rádio à televisão) o noticiários das 8 da manhã. Contudo, a semana passada, dentro de todo o ambiente azedo em que vivemos, teve um caráter ainda mais ácido. Todos os dias, sem exceção, (a não ser algum dia em que me tenha passado despercebido), foi anunciado, comunicado, informado que, na sexta-feira, às 20h, Passos Coelho iria fazer mais um “fantástico” anúncio de (des)medidas de austeridade!

O primeiro pensamento (confesso) foi o de imediatamente tentar perceber quais as medidas, quando os porquês da implementação das mesmas ainda continua em contornos muito pouco claros.

O segundo pensamento (confesso) foi o de pensar que seria mais um belo teatro como todos aqueles a que venho assistindo ao longo dos parcos 30 anos de vida!

O terceiro pensamento (confesso) foi o de recusa total! Recuso-me a ouvir mais. Não quero saber! Estou cansado! Não vou ver quais são as medidas…

Hoje é segunda-feira e sinto-me feliz porque contrariei o sistema: não sei quais são, qual será o nefasto efeito das mesmas, posso adivinhar que sejas negativas e que vão penalizar muitos inocentes, mas isso é o que mais se tem visto nos últimos tempos! Enquanto isso, desligado da realidade nacional, sorri para os meus filhos, para a minha mulher, enchi-me de força e saí de casa para trabalhar!

Boa semana!
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