Autismo (in)voluntário!

A escolha deste tema não é (in)voluntária, até porque a familiaridade com o tema do autismo foi-me "forçada" (muito menos do que aquilo que alguma vez foi à minha tia, que como mãe ainda hoje sofre com uma dor que "alguém" decidiu que ela haveria de carregar, sem ter tido qualquer culpa disso e honra lhe seja feita é uma Mãe com M grande!) desde bem cedo, quando o João entrou na vida do "clã" Midões.
Já lá vão 19 anos, mas pouco mudou desde então.
Os medos, os conhecimentos, as dúvidas... as tensões, o choro, os sorrisos... pouco, ou nada mudou, a não ser a experiência de partilhar a vida com um bebé, depois criança, adolescente e agora adulto. Um adulto especial, mas que também ama, também ri, também sente, muito embora precise, sendo uma pessoa especial, de uma atenção especial!


Hoje, fiquei feliz com a seguinte notícia:

"O Sutter Institute for Medical Research (EUA), em parceria com o Cord Blood Registry, o maior banco privado mundial de sangue do cordão umbilical, iniciou um ensaio clínico para utilização de células estaminais autólogas do sangue do cordão umbilical para tratamento do autismo" - in http://clinicaltrials.gov/ct2/show/NCT01638819 

A cura para o autismo INVOLUNTÁRIO pode estar à vista, numa altura em que a cura para o autismo VOLUNTÁRIO parece cada vez mais inalcançável, desprezível e até esquecida.
No corre-corre do dia-a-dia somos cada vez mais autistas: pensamos para nós mesmos, vivemos no nosso próprio mundo, na nossa bolha, sem olhar o que nos contextualiza, o que está à nossa volta, o outro, os outros, os que amamos, os que não gostamos, os vizinhos, os amigos, os... os...
Somos cada vez mais indiferentes...
Somos cada vez mais frios...
Somos (apesar de internet, telemóveis e afins) cada vez menos comunicativos...
Conhecemo-nos à distância de um clique, somos "amigo" no imediato, mas esquecemo-nos de sentir, de cheirar, de tocar, de olhar nos olhos...


Para este autismo VOLUNTÁRIO, a cura, essa tão aguardada cura, está cada vez mais longe!
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