A Magnífica Muralha Verde



Na imagem anterior está representado um aspeto dramático do continente africano e um aspeto alavancador de esperança. Podemos ver que o deserto está a comer uma parte substancial do continente Africano. Este é, sem dúvida, um drama. Quanto ao aspeto alavancador de esperança, a linha verde com traçado geométrico (traçado este, tão familiar ao continente africano), corresponde a um projeto de 2005 da ONU, com o intuito de travar o deserto do Saara. A execução deste projeto iniciou em 2008, com a plantação da muralha verde no Senegal, e envolve ainda a Mauritânia, Mali, Burkina Faso, Níger, Nigéria, Chade, Sudão, Etiópia, Eritreia e Djibouti. Esta muralha verde tem 15km de largura e 8000km de comprimento.

Conheci o projeto de construção da muralha verde através da notícia ONU vai construir grande Muralha Verde para conter avanço do deserto do Saara. Apenas o título da notícia, fez-me ficar fã do projeto. Mas quis ver melhor em que consistia, e facilmente se encontra informação que nos demonstra com facilidade as virtudes do projeto.

As notícias normalmente associadas à maioria destes países são de desgraça, de tragédia ou calamidade, pelo que uma notícia positiva e com um projeto com uma finalidade nobre e de uma envergadura colossal é bem vinda e poderá augurar um futuro melhor. 

Pelo documentário abaixo apresentado podemos verificar que o ambiente existente é positivo e de esperança. Eu salientaria alguns aspetos que pude observar: 
* 11 países africanos a contribuir para o mesmo fim, é algo que não estou habituado. Talvez a distância da realidade me turve a visão. Talvez por isso valorize tanto este projeto e a sua abrangência.   
* As plantações são feitas por voluntários. Demonstra a vontade das populações em ultrapassar um desafio difícil.
* Verificar a satisfação das pessoas que contribuem para a plantação e das comunidades locais que estão a usufruir do projeto.
* O rápido impacto deste projeto na dinamização da economia local, permitindo a existência de produtos (como fruta) que tem impacto direto na saúde das populações.
* O reconhecimento das populações dos benefícios resultantes do projeto, o que pode aumentar a ligação ao projeto e o empenho na sua concretização (e manutenção).



Fonte: A grande muralha verde de África

Se falámos no post anterior de um exemplo que um verdadeiro desportista nos dá, agora podemos falar de um projeto que congrega esforços e que une pessoas e países em volta de um projeto positivo e que contribui para uma vida melhor das populações.

E nós, nesta nossa praia lusitana? Que projetos nos faltam neste momento? 
Focalizando apenas nas questões da água e da sua falta, temo que estejamos mais próximo de processos de desertificação no nosso país do que aparenta. A falta de água e os fogos florestais têm sido alavancadores da desertificação e, ao viajar pelo país, nota-se uma diferença enorme nas paisagens, num curto espaço de 10 ou 15 anos. Precisam-se rapidamente de projetos que alterem esta tendência.
Enviar um comentário