A (des)informação no setor público



“- Ah, com esta data já não serve. Tem mais de dois meses!”
“- Sim, mas na altura disseram-me para pedir o relatório clínico e no Centro de Saúde disseram que seria chamada entretanto, mas como não chamaram achei estranho e vim perguntar. Então, aqui já me disseram que teria de ser eu a marcar… e marquei… e por isso já tem mais de dois meses! Fui mal informada!”
- “Pois, mas agora já não serve. Tem de voltar lá e pedir outro!”
- “O quê?”
- “Sim, mas não há problema passam-lho na hora!”
- “Não é bem assim. Este relatório demorou 5 semanas a chegar”.
- “Ai, não pode ser, passam-lho na hora!”
- “Minha senhora, estou-lhe a dizer que não! Este demorou 5 semanas a vir!
- “Pronto, mas amanhã volta lá, aproveita e levanta-se cedo e estabelece uma rotina e volta lá e depois volta cá para darmos seguimento…”

O seguimento é de um assunto que começou em maio de 2013. Não vou avançar com o tema do assunto em si porque é do foro pessoal. Contudo, esta história é verídica e diz respeito a um setor público, neste preciso caso, à saúde!
Em Portugal ainda existe muito o “estigma” de que as pessoas adoecem porque querem. Vão ao médico porque querem. Metem baixa porque querem. Queixam-se porque querem. Algumas (creio) devem inclusive chegar a morrer apenas porque querem… será?
Felizmente este “estigma” tem vindo a diminuir, mas ainda assim são alguns os laivos de incompetência, ignorância, desprezo, desdém, que vamos encontrando nos serviços públicos nacionais.
A saúde (infelizmente) tem sido um dos setores que mais tenho acompanhado de perto nos últimos tempos…


A história que acima vos conto passa-se com uma pessoa que está doente e que entre muitas outras consequências da doença tem o cansaço como fator principal. Por isso, parece-me uma “brutalidade” andar há cinco meses para resolver um processo que, com a boa vontade de meia dúzia de pessoas já estaria resolvido.

Mas, infelizmente a incompetência, ignorância, desprezo e desdém não se ficam por este processo de papelada… na realidade estende-se também ao(s) restante(s) atendimento(s).

(E aqui vou fazer um parênteses para que não seja mal interpretado: esta opinião não se estende a todos os elementos das classes que a seguir possam ser mencionadas: auxiliares, administrativos, técnicos, enfermeiros, médicos. Como em todos os setores há bons e maus profissionais e para nossa gáudio e prazer têm sido mais os bons profissionais que temos encontrado do que os maus. A esses que têm sido exemplares o nosso muito obrigado).

Não vou referir nome de instituições, mas na verdade existe (PARA MIM) uma diferença enorme de tratamento consoante a instituição (de saúde) pública em que entramos.

Sendo o problema a que me refiro do foro oncológico convém deixar claro que nesta unidade da zona centro do país em que temos sido seguidos não há nada de negativo a registar. Um ou outro pormenor que teríamos feito diferente, mas sem direito a ressalva. O humanismo está (muito) bem presente em todas as classes e o profissionalismo também.

Contudo, esta instituição não tem urgência. Por isso, necessitámos recentemente de recorrer ao INEM e posteriormente a uma urgência da região que estava aberta às 4h30 da manhã. Não é fácil trabalhar a esta hora, mas duvido que algum doente que tenha entrado nessa dita urgência àquela hora o tivesse feito porque simplesmente lhe apeteceu. Em relação ao INEM: cinco estrelas. Foram rápidos e cuidadosos.

Comecemos pelo “guichet”: 4h30 da manhã – “trombas”. Pela frente via arquivos e impressoras mas, as "trombas" e o cansaço das 4h30 da manhã levaram a minha imaginação a visualizar uma "selva". Mas, o “animal de trombas" que tinha pela frente, não tinha a voz adequada ao visual: falava baixinho, como se estivesse a dormir e eu a sonhar. Por cada vez que eu pedia para repetir o que sussurrava, o “animal de trombas” bufava tal era o forte sacrifício que estava a fazer…

Passado o primeiro obstáculo, eis o segundo: a senhora enfermeira antes mesmo de ler o que tinha escrito o senhor do INEM já estava a “berrar” com a paciente, a dizer que não era nada e que não se mexia porque não cria: “vamos lá a mexer!!!” Com o meu maior e melhor sorriso tentei explicar à senhora aquilo que poderia estar a originar aquele comportamento por parte da paciente e perante tal explicação houve uma mudança repentina de atitude: o “bicho” que estava deitado na maca e que veio "à selva" incomodar às 4h30 da manhã passou a ser tratado como o “bebé” e passou a ser “embalado” na “alcofa”.

Eis que duas horas e meia depois chegam as análises e “afinal o senhor tinha razão. Ela estava mesmo mal. As reservas de potássio e magnésio estão muito em baixo e o médico diz que ela terá de ficar aqui umas horas a fazer magnésio e potássio. Já tomou café? Já tomou o pequeno-almoço? Já dormiu alguma coisa?”
"Eh pá, eu estou bem, tratem é dela por favor! Afinal de contas há duas horas e meia ralhavam e diziam que não tinha nada…”

Obviamente, no meio da selva houve também muitos "bichinhos" simpáticos e meigos e que nem por isso deixaram de ser profissionais. A "selva", diga-se, é uma verdadeira confusão, mesmo que de noite e acredito que fossem precisos bem mais "bichinhos" para tratar de todos aqueles doentes e que os "bichinhos" que lá estão passam o turno a correr, mas de uma coisa também tenho a certeza: quem recorre ao serviço não tem culpa!
 
Um pouquinho mais de paciência, compreensão e solidariedade ajudava bastante. Ah… e vestirem o fato da convicção de que uma pessoa não adoece porque quer, não vai à urgência simplesmente porque quer, não vai ao médico apenas porque não tem mais nada para fazer… pelo menos alguns…”

O que nos vale é que, na doença, nem tudo é mau: temos encontrado pessoas incríveis! E, essas, as que verdadeiramente nos ajudam e estão lá para nós, mesmo sem qualquer laço familiar, sabem quem são. A elas, "obrigadão"!

Grupo Desportivo da Mealhada



Há 3 clubes de que eu gosto particularmente: O FC Porto, a Académica de Coimbra e o GDM da Mealhada.  Se tiver que os colocar por ordem, é simples identificar o primeiro: o GDM, sem qualquer dúvida a uma distância equivalente a anos-luz dos restantes. Este é também o único clube de que sou sócio. O segundo e o terceiro seriam, a muito menor distância, o FC Porto e a Académica, respetivamente. No entanto, se fosse sócio de mais algum clube, daria sempre prioridade à Académica, por questões de geografia e porque estou completamente convicto que a região  deve ser valorizada, mesmo que o coração bata mais forte por outras cores. Por este motivo, faço um esforço enorme para que os meus filhos sejam da Académica, antes de serem de qualquer outro clube. Aqui, estou claramente a subjugar o lado emocional, dando força ao racional.

Agora, há mais um motivo para acentuar a distância do GDM aos outros clubes: temos um presidente que quer resultados, mas que pretende acima de tudo, passar valores aos atletas do clube e fazer com que o clube seja orientado por crenças e  atitudes que são uma ode ao desporto no que de mais puro se pode obter do desporto. O Presidente, está a inculcar valores no GDM que podem fazer a diferença e no futuro originará melhores pessoas, logo uma sociedade melhor.

Não sei se vai conseguir fazer a diferença, mas já tem a minha admiração por tentá-lo. E, pelo menos ao nível dos resultados, começam a aparecer uns quantos bem interessantes.

A mensagem que hoje passou, é absolutamente impressionante, e tem origem num dos maiores presidentes dos Estados Unidos da América. Sei que tenta, todos os dias, fazer destas palavras ação. Pode nem sempre o conseguir, mas com certeza que o vai conseguindo fazer cada vez com mais frequência.

Parabéns Presidente Luís Oliveira! Parabéns Grande Licas!
Passo a transcrever a mensagem do Presidente:

"Carta de Abraham Lincoln para o professor de seu filho:

“Caro professor, ele terá de aprender que nem todos os homens são justos, nem todos são verdadeiros, mas por favor diga-lhe que, para cada vilão há um herói, para cada egoísta, há um líder dedicado.
Ensine-o, por favor, que para cada inimigo haverá também um amigo, ensine-o que mais vale uma moeda ganha que uma moeda encontrada.
Ensine-o a perder, mas também a saber gozar da vitória, afaste-o da inveja e dê-lhe a conhecer a alegria profunda do sorriso silencioso.
Faça-o maravilhar-se com os livros, mas deixe-o também perder-se com os pássaros no céu, as flores no campo, os montes e os vales.
Nas brincadeiras com os amigos, explique-lhe que a derrota honrosa vale mais que a vitória vergonhosa, ensine-o a acreditar em si, mesmo se sozinho contra todos.
Ensine-o a ser gentil com os gentis e duro com os duros, ensine-o a nunca entrar no comboio simplesmente porque os outros também entraram.
Ensine-o a ouvir todos, mas, na hora da verdade, a decidir sozinho. Ensine-o a rir quando estiver triste e explique-lhe que por vezes os homens também choram.""

Homens com barba são mais sexy's

A barba é um dos aspetos que exige grande disciplina. Nem sempre é fácil fazer a barba. Hoje, estou a escrever sem ter feito a barba. Ir para a piscina depois de uma noite a trabalhar até tarde, faz com que a manhã seja mais propícia a deixar a barba por fazer. Há quem lhe chame desleixo; Há quem lhe chame preguiça. Eu sempre disse que seria bom ter um dia por semana para a pele descansar. 



Agora, há um conjunto de desculpas à nossa disposição, que uns tipos alucinados compilaram, e que nos permitem variar nessa mesma desculpa, não a tornando demasiado rotineira. Assim, podemos começar a convencer-nos que:

"1. Homens com barba são mais sexy's

2. A barba protege contra o Sol

3. A barba projeta maior responsabilidade e experiência

4. A barba economiza tempo

5. A barba suaviza a pele

6. A barba desacelera o envelhecimento

7. A barba alivia a asma

8. A barba ajuda a prevenir constipações

9. A barba permite mudanças de estilo regulares

10. Elas gostam e aprovam o visual com barba"

Podem ver as justificações para cada um destes itens em: 10 Motivos para não fazer a barba | ALUCINADOS.

Caso seja necessário passar mais dias com a barba por fazer, pode-se sempre centrar a desculpa no primeiro ponto da lista, e usar a pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, em que os homens com barba de dez dias foram considerados os mais atraentes. Tenham atenção que os homens com barbas de 5 dias foram considerados os menos atraentes do grupo. "No pain, no gain". Para chegar ao objetivo, há que penar!

Estou quase convencido a deixar crescer a barba! 
Se não fosse aquela fase dos 5 dias...

As linhas de Wellington


Soube-se agora que "As linhas de Wellington" é um filme candidato ao Oscar para melhor filme estrangeiro. Um filme que retrata uma época que marcou toda uma região e que foi decisivo no destino do país. Ainda hoje se fazem  romarias ao Bussaco, no dia 27 de Setembro, data da Batalha do Bussaco. Ainda hoje, se encontram meninas de pele clara e cabelo louro, algumas delas resultantes das confusões dessas aventuras. Depois de ver a Gaiola Dourada, focada na vida atual de portugueses na diáspora e de suas aventuras e desventuras, estou ansioso por ver "As linhas de Wellington" (sim, deixei passar um filme que marquei na minha TO DO List), porque retrata momentos da nossa história, em parte passada aqui ao lado, na Mata Mágica do Bussaco.

[Público: As linhas de Wellington é candidato aos óscares]
[Público: Épico?]
[Público: contar a história através do cinema]

Um Ramsey para as rádios locais!



Não sei se por eventual acaso já visionaram o programa “Hell’s Kitchen” da SIC Radical, ao longo da semana, por volta das 21h30/22h. Gordon Ramsey, ex-jogador de futebol, é agora um (grande) cozinheiro, mundialmente (mediaticamente) conhecido, tendo já conquistado duas estrelas Michelin para os seus restaurantes. A quem não conhece o conceito do programa aqui fica uma pequena explicação: este (famoso) cozinheiro “convida” vários (supostos) chefes de cozinha americanos e coloca-os, em equipa, a “tentarem” cozinhar para um restaurante cheio. Digo tentarem porque, na verdade, e apesar de se assumirem como chefes de cozinha, a grande maioria não circula numa cozinha “como peixe na água” e muito dificilmente voltaríamos a um restaurante cuja cozinha fosse chefiada por tal “gente”! A estes, Ramsey aplica castigos pesados, ensina umas “coisas” engraçadas e premeia os que sabem.

 
Na passada semana, num deslocação a Coimbra, dou por mim a fazer zapping no rádio do meu carro. Cansado de deambular pelas habituais estações de rádio nacionais e tendo eu sido jornalista numa cadeia de rádios regionais, decidi conhecer o que (de melhor) se faz na radiodifusão local e regional da zona centro do país.

Vou-me abster de nomes, para não ferir suscetibilidades, mas a verdade é que é muito mau!!!!! 

Anúncios publicitários com a música mais alta que a voz do locutor, onde a mensagem simplesmente não passa! (E pagam os clientes para isto…) A voz do mesmo locutor em cinco ou seis publicidades seguidas, sem se perceber onde começa uma e acaba a outra! (E pagam os clientes para isto…) Aquela voz falsa de rádio que ninguém aguenta, a imitar os locutores dos passados anos 60! (E pagam os clientes para isto)…

Inebriado com tamanha… tamanha… qual será mesmo a conceito a aplicar aqui? Tamanha “porcaria”! Dei comigo a pensar que a radiodifusão local e regional da zona centro do país precisava de um Ramsey da Rádio!

Mas, ainda há mais: publicidades cuja música de fundo é a mais conhecida atualmente e que mete o ouvinte a cantarolar a música e a não ouvir a mensagem… (E pagam os clientes para isto…) Informação lida integralmente do site do SAPO, com todos os pontos e vírgulas (ou não…), durante uns longos 12 minutos e sem qualquer RD (esta expressão na gíria da rádio é o nome dado ao excerto do som das entrevistas recolhidas pelo jornalista)… 

Mas, a cereja em cima do bolo estava ainda para vir:

“O programa transmundial de Portugal” 

Transmundial de Portugal??? Expliquem-me que esta eu não entendo. Se é transmundial, como é que pode ser de Portugal?

Mas, ainda não era tudo. O locutor anunciava: “já a seguir meia hora a falar de um livro”.

E pensei eu: meia hora a falar de um livro. Será que entendi bem?! Meia hora?! Contudo, respirei fundo e pensei: dá tempo aos senhores e vamos ver o que aí vem. Até pode ser que tenha entrevistas e que seja audível!

Estava (redondamente) enganado! Era apenas acerca de um livro: a bíblia! Por azar não fixei o nome do autor do programa. O que se seguiu foi meia hora penosa de rádio! O senhor que dizia "coisas" do género: “na bíblia há dez mandamentos. Não matarás; não roubarás; e… hum… outras coisas assim…”, começou a misturar a religião, os dez mandamentos e o  mundo empresarial atual e deu: asneira! Insinuou que, ao abrigo da bíblia e sobretudo dos dez mandamentos, os empresários portugueses aproveitam-se para "escravizar" os funcionários... foi o terror! Um suplício!

Se encontrarem por aí um Ramsey das rádios, por favor, mandem-no à zona centro do país! Obrigado :)

A Gaiola Dourada

Há filmes simples que marcam e facilmente se tornam filmes de vida. Foi tempo de ver um filme que tem sido falado nos círculos mais próximos. As opiniões divergem bastante: do humor absoluto até a um drama inquestionável. Creio que o contexto de cada um que manifesta a sua opinião, molda de forma muito vincada essa opinião. Não sabendo se é um dos filmes da minha vida, é um filme que desejo ter por perto durante muito tempo. Vejamos...

Vidas e bicicletas


Continuando com a sabedoria do Alberto:

​“Viver é como andar de bicicleta: É preciso estar em constante movimento para manter o equilíbrio.” 
―Albert Einstein
Para começar bem o dia

Liliane Marise

É absolutamente extraordinário o papel feito pela atriz Maria João Bastos. Fez um papel de cantora de música pimba, com curvas assinaláveis e sempre prontas a saltar para fora das curtas e/ou apertadas vestes. Para mim, torna-se ainda mais extraordinário, pois identifico a atriz com um certo “low profile” que pouco ou nada tem a ver com a sua personagem. No entanto...

Força motriz

“Há uma força motriz mais poderosa que o vapor, a eletricidade e a energia atómica: a vontade.” 

Albert Einstein

Para começar bem o dia!

Pasta de Dentes: outras funções

Depois de relatar a história sobre um método descoberto por uma senhora da limpeza para vender mais pasta dos dentes, chega-nos, através da Visão, o reverso da medalha, i.e., outras funcionalidades associadas à pasta dos dentes, muitas delas com grande utilidade para a dita senhora. Também estas funcionalidades, se adequadamente difundidas, podem contribuir para o aumento das vendas de pasta dos dentes. Assim, segundo a Visão:


"Seis (outras) coisas que pode fazer com pasta de dentes

A pasta dentífrica que usamos diariamente para a nossa higiene oral pode ser também a solução para outros problemas...


A pasta de dentes pode ser usada como...


  • Produto de limpeza: Há certos locais que são realmente difíceis de limpar, como a sanita e as portas do chuveiro. Experimente esfregá-los com um pano com pasta de dentes em vez dos produtos básicos de limpeza.
  • Engraxador de sapatos: Se polir os sapatos com pasta de dentes é possível esconder as imperfeições que o calçado ao longo do tempo vai adquirindo.
  • Produto para DVD: De certeza que já lhe aconteceu estar a assistir a um filme em casa e o mesmo parar antes do final pelo simples facto do DVD estar riscado. Experimente limpá-lo com um lenço de papel revestido com pasta de dentes e volte a assistir.
  • Cimento: Se pendurou um quadro e chega à conclusão que o prefere ver noutra parede, volte a fazer um furo e coloque-o onde gosta mais. Com pasta de dentes é possível tapar os buracos que fazemos com pregos e ninguém vai perceber. No entanto, esta não se trata de uma solução permanente.
  • Polidor de Jóias: A pasta de dentes pode ser usada para polir as jóias. Se não tem tempo para as deixar numa joalharia ou se prefere poupar algum dinheiro, faça-o em casa.
  • Sabão: Quando chega a hora de preparar as refeições e é necessário descascar cebola ou alho é de lamentar o cheiro intenso que permanece nas mãos, mas se as lavar com pasta de dentes o problema fica resolvido. No entanto, não é aconselhado substituir o gel de banho pela pasta dentífrica durante os duches diários."


Ler o artigo original em: seis outras coisas que pode fazer com pasta de dentes


Outras histórias:
Como vender mais pasta dos dentes
Como vender mais pasta ii.

Como vender mais pasta? ii.

Esta pequena e resumida história diz respeito a uma empresa fabricante de pasta de dentes. Os executivos estavam a gastar tempo e dinheiro em investigação, estudos de mercado e de marketing para descobrir como fazer o consumidor comprar e gastar mais do produto que comercializavam, as pastas de dentes.

Reza a história que uma senhora de limpeza que por ali passava no cumprimento das suas responsabilidades, ouvia uma das intermináveis e infrutíferas reuniões e, mesmo sem ninguém lhe pedir, atirou que...: o furo da bisnaga tinha que ser aumentado. Assim, o consumidor usaria mais o produto e, por consequência, compraria mais. 

Há hoje alguém que duvide que resultou?!?

Outra história interessante em: Como vender mais pasta dos dentes

Dói-me o corpo todinho!


"Um homem foi ao médico. Estava cheio de dores e sabia que tinha que recorrer a um especialista.
Com um ar muito preocupado, disse ao médico que devia estar mesmo para passar para o outro lado, pois doía-lhe o corpo todo. Em qualquer local que tocasse com o dedo, era dor pela certa. Dizia ele: "Veja Dr.! Carrego no peito e dói-me, carrego na testa e dói-me. Carrego no braço e dói-me. A barriga... Dói-me! Dói-me em todo o lado em que carregue!
Depois de observar o seu paciente, disse com um ar muito circunspecto: "Meu caro, o que se passa é que tem um dedo partido!"

Este é um problema recorrente. Sabemos quais são os sintomas, dizemos quais são os sintomas, tiramos as nossas conclusões lógicas e racionais e... zuca truca, não resolvemos nada. Metemos paracetamol em barda pela goela abaixo, a dor atenua durante 6 a 8h e, passado este tempo, lá aparecem os sintomas de novo. Não resolvemos nada, mas atenuamos momentaneamente a dor.

É por isso que é tão importante analisar as causas de forma detalhada e profunda. Se não eliminarmos a causa (dedo partido), e a nossa intervenção for apenas sobre o problema (dor sentida), podemos andar a tentar eliminar repetidamente a dor sem tratar o dedo. No entanto, o mais habitual é estarmos focalizados no problema (dor pelo corpo todo), e esquecermos de atuar de forma eficaz na eliminação da causa do problema (dedo partido). Simultaneamente, pode-se atenuar ou resolver o próprio problema (diminuir as dores do dedo partido).

Como dizia o outro:  "O problema não é o problema. O problema é a nossa atitude em relação ao problema!" 

É muito positivo que ver algumas organizações procuram encontrar as causas do problema, para as eliminar (causas) e elevar a sua (organização) atuação a um nível superior, deixa-me sempre "encantado". É a diferença entre um problema se manifestar de novo... e de novo... e mais uma vez, ou deixar de existir. Felizmente, há várias empresas que se esforçam por atuar sobre as causas, melhorando eficazmente o seu desempenho.

Para eliminar um problema de vez, procuremos as suas causas, não os sintomas. Depois de determinar as suas causas, temos que estar conscientes das palavras de Friedrich Schiller que nos dizia: “Não temos em nossas mãos as soluções para todos os problemas do mundo, mas diante de todos os problemas do mundo temos nossas mãos.”! 

Harvard, O Andante (Metro do Porto) e Souto Moura

Fonte: wikipedia, Ponte D. Luis I
O Metro do Porto, tratado pelos amigos por Andante, assim como o arquitecto Souto Moura, são distinguidos pela Universidade de Harvard, com o prémio "Veronica Rudge Green Prize". 
Este prémio já tinha reconhecido Siza Vieira em 1986 pela obra realizada em Évora (Conjunto Residencial Malagueira).

"Nascido em 1986 por ocasião da celebração dos 350 anos de Harvard e dos 50 anos da escola de design, este prémio é atribuído de dois em dois anos a projectos com escala maior do que um edifício individual, construído em qualquer parte do mundo durante dez anos anteriores à sua atribuição. Os vencedores são escolhidos pela sua “substancial contribuição no domínio público de uma cidade” e por “melhorar a qualidade de vida” urbana." em Público, Souto Moura e o Metro do Porto ganham prémio de design de Harvard

Uma vez mais, a arquitectura portuguesa em grande.

Para quem se interessa por arquitetura e design, deve ver também:
Concurso Nacional de Design
Excelência de Souto Moura
Apesar de Siza há mais arquitectura
Majestic: 6.º mais belo café do mundo
Pavilhão de Portugal em Xangai

Canoagem Portuguesa: Campeões do Mundo


A canoagem Portuguesa alcançou um feito histórico, na Alemanha, ao ganhar a primeira medalha de ouro em campeonatos do mundo. Autores da proeza: Emanuel Silva e João Ribeiro, em K2 500 metros. Emanuel Silva e João Ribeiro sagram-se campeões

Se conseguirmos ser um pouco menos "índios" na preparação das competições, pode ser que outros atletas como Fernando Pimenta ou Teresa Portela, valores  e outros que começam a surgir possam ajudar a comitiva a obter mais resultados de excelência. 

Turismo Português em Alta: Óscares do Turismo

Praia da Rocha Baixinha, Algarve
Um final de época balnear em grande, com a conquista de vários prémios do turismo português. Depois da praia da Rocha ter ficado em 5.º lugar naquele que é considerado o maior site de viagens do mundo (Tripadvisor), como se pode ver em , Portugal conquistou vários prémios na edição de 2013 do World Travel Awards, conquistando, entre outros o destino europeu líder no golfe, melhor destino de praias (Algarve), melhor destino insular (Madeira) e destino ideal para estadias de curta duração/city break destination (Lisboa).



Um final de época balnear em grande, com a conquista de vários prémios do turismo português. Depois da praia da Rocha ter ficado em 5.º lugar naquele que é considerado o maior site de viagens do mundo (Tripadvisor), como se pode ver em Praia da Rocha no Top 5 Mundial, Portugal conquistou vários prémios na edição de 2013 do World Travel Awards, conquistando, entre outros o destino europeu líder no golfe, melhor destino de praias (Algarve), melhor destino insular (Madeira) e destino ideal para estadias de curta duração/city break destination (Lisboa). Para conhecer os outros prémios, ver a notícia Portugal conquista nove óscares do turismo europeu.

Coimbra em 48 horas


Quem vem de fora, em visita turística, tem o tempo muito limitado. Tem que aproveitar ao máximo a sua passagem pela cidade. Para quem vive cá no feudo, a oportunidade de ver a cidade com os olhos de quem vem de fora é uma dávida. Nem sempre estamos tão atentos ao que se passa e à dinâmica da cidade como quem vem de fora.. A vantagem de planear uma visita a uma cidade é grande. Consegue-se fazer itinerários bastante interessantes. Quando saímos para outras cidades, programamos o tempo ao segundo, de forma a poder aproveitar o máximo. Só se a intenção for o completo ócio é que tal não acontece.

Foi interessante ver como vêm a cidade os turistas. Fiquei a saber que preciso de conhecer o Aqui Base Tango e está na hora de voltar ao Fangas (só de pensar nos pitéus que espalham pelas mesas, já estou com água na boca).
É tempo de ser turista na cidade. Setembro parece-me um bom mês para fazer turismo cá dentro. Assim como Outubro e Novembro. Ainda há a vantagem de poder ver tudo com mais tempo.

Um bom guia para quem quiser uma visita rápida em Coimbra em 48 horas.

O Exemplo de Veneza

Fonte: Wikipedia: Gare do Oriente

Quem nunca ouviu falar de Calatrava? Ficará o coro de vozes silencioso? Não!!! É um coro digno de acompanhamento de grupo em Festival de Verão! Basta pensar na Gare do Oriente para reconhecer Calatrava. Um arquitecto com obras de grande dimensão e com um trabalho belo e audaz.

Não sendo Itália um país reconhecido pela sua retidão nas contas, ou pelo menos é essa perceção que tenho depois de ouvir tantas notícias sobre o país e de tantos filmes e séries. Foi uma imagem trabalhada ao longo de anos que, apesar da minha admiração pelo país, pela sua cultura e pelas evidências artísticas, não consigo incluí-lo nos exemplos de boa governação. 

Também por isso, a notícia Calatrava em tribunal por obra em Veneza ganha uma maior relevância e tem o seu quê de surpreendente. Talvez por termos tantas características similares, origens comuns e formas de estar próximas, seguir o exemplo dado nesta notícia seria, com certeza, um contributo para melhorar o estado desta "nossa" Nação.

Obras por votos: a nova cara da cidade em tempos de autárquicas



O regresso a casa, depois de umas merecidas férias, foi interessante e bem vindo por vários motivos. O motivo que mais salta à vista e que se mostra em qualquer momento, em qualquer lugar, é a nova cara da cidade. Neste caso, não estou a falar das caras gigantones que pululam na cidade e que contribuem para diminuir o brilho obtido pelo Património da Humanidade. Tantos que se intitulam amigos do ambiente e, vistas bem as coisas, são fontes intensivas de poluição visual.

A nova cara da cidade está relacionada com a pintura de grande parte das artérias por onde passei. O tempo e a experiência aconselham-me a não ficar surpreendido por a memória de curto prazo ser a mais valorizada e os resultados pela ativação desta memória serem efetivos. Estradas pintadas (mesmo que continuem com os devidos buracos), um semaforozito aqui, uma rapadela no jardim ali, promessas de mais subsídios a diversas instituições, e várias outras ações de caciquismo que, entre outras coisas, fazem com que as autarquias sejam das maiores empregadoras de muitos concelhos, alguns dos quais empenhados até ao tutano.

É caso para ironizar: Portugal no seu melhor!


Que passem depressa as eleições autárquicas, pois é muito o ruído para que tudo fique na mesma.

Aforismos: Moralidade, Nietzsche

A moralidade é a melhor de todas as regras para orientar a humanidade

Nietzsche (Filósofo)

e o tolo sou eu?


O mullah Nasrudin (personagem central de quase todas as histórias da tradição sufi) já era uma espécie de atração da feira da cidade. Já se dizia que atraía pessoas de fora para ir ver tamanha insensatez. Quando Nasrudim se dirigia até à feira para pedir esmolas, as pessoas costumavam mostrar-lhe uma moeda grande, e uma pequena: Nasrudin, invariavelmente, escolhia a pequena. Era risada geral e os comentários mais ouvidos relatavam sempre a idiotice e a incapacidade de escolher o que era mais adequado para si. Um senhor bondoso, seu conterrâneo, cansado de ver as risadas das pessoas à custa do Nasrudin, explicou-lhe:
"Quando te oferecerem duas moedas, escolhe a maior. Assim terás mais dinheiro e não serás considerado idiota pelos  outros."
"Agradeço-lhe, senhor! É muita generosidade sua e fico tocado pela sua preocupação. Eu reconheço a sua razão!", respondeu Nasrudin. "Mas quando eu escolher a moeda maior, as pessoas vão deixar de me oferecer dinheiro, para provar que sou mais idiota que elas. Dessa forma, ficarei sem sustento." 

Muitas vezes, as ações que se tomam parecem tolas e necessitadas de sensatez e bem senso. Parecem tolas. No entanto, pode ser que quem se faz passar por tolo esteja a ter uma atitude inteligente.