arte descontextualizada é arte?


"Valor, contexto e arte. Uma questão de enquadramento?

Aquela poderia ser mais uma manhã como outra qualquer. Um sujeito entra na estação do metro, vestindo jeans, camiseta e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, na hora de ponta matinal. Durante os 45 minutos em que tocou, foi praticamente ignorado pelos passantes.


Ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas, num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.


Alguns dias antes, Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a bagatela de 1000 dólares.


A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar ligeiro, copo de café na mão, telemovel no ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.


A conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto. Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefato de luxo sem etiqueta de marca."

O vídeo da experiência:


Provavelmente também eu estaria entre os que passam, sem parar para ouvir! O ritmo diário é tão acelerado, que raramente temos tempo para admirar o que nos rodeia. Mesmo que nos seja proporcionado por excelentes executantes. A arte também tem hora e lugar marcado. Não estamos sempre disponíveis para admirar uma música excelente, ou uma obra literária. Usufruir destas obras, independentemente da sua excelência, carece de preparação. Imaginem a oferta de um banquete com uma confecção excelente, mas numa situação em que têm 15 minutos para almoçar! É garfada atrás de garfada. O importante é ser rápido. Ou a venda de havaianas com um enorme temporal. Provavelmente não será o produto mais vendido. Sim, o enquadramento é essencial. E a aparência também ajuda. O hábito não faz o monge, mas ajuda!

Obrigado SJ por me enviares esta história que já procurava há algum tempo.

eureka! - o mistério do elevador: solução!

Obrigado pelas vossas respostas!
Correctas, divertidas ou rigorosas, fica aqui um resumo!


A primeira resposta e a correcta surgiu menos de 5 minutos após a questão!

#1 "É anão e só consegue chegar até ao botão 7..."
#2 "O botão do 10º está avariado, o pobre coitado carrega lá todos os dias mas o raio do elevador insiste em parar no 7º. lol"
#3 "Pode ter sido por ordem do médico ;) mas cá para mim acho que ele foi sequestrado por extraterrestres que lhe implantaram um chip no cérebro que por sua vez interfere com a frequência de funcionamento do controlador do motor do elevador o que activa o sistema de segurança e faz com que o elevador pare no sétimo andar lol lol"

As respostas #2 e #3 demonstram alta criatividade e algo importante nestes processos: a formulação de diversas hipóteses

#4 "Esta história ou não é actual ou passa-se num país de fora da Europa. Por cá existe legislação que obriga as cabines dos elevadores a terem características que evitam esse constrangimento.
Fantástica história. A pergunta que tem que se fazer é: Porque é que o elevador não passa acima do sétimo andar? Como o senhor quando desce o apanha no décimo, obviamente que o elevador só não vai ao décimo quando o transporta a ele. Logo, o problema (e a solução) reside no senhor. Daí para a frente é só procurar as hipóteses para tal acontecer."


A resposta #4 tem a particularidade de mostrar uma capacidade de análise dos pormenores muito boa e importante para estes processos. Ao eliminar o "sotaque" do texto, fez com que o texto ficasse geograficamente desenquadrado. Eu dificilmente pensaria nisso numa primeira análise.

Mas o importante são os processos de pensamento associados, e que explicado de forma exemplar!

#5 "O homem é anão e só chega até ao nº 7 do painel de escolha de andar!"
 
Mais uma correcta!
 
Obrigado pela participação! Estejam à vontade para acrescentar alguma coisa que não tenha colocado aqui no resumo.
Se tiverem enigmas, juntem a este para nos divertirmos um pouco mais! B&A

Nós e os outros

Marta Crawford, tal como Júlio Machado Vaz estão rotulados como especialistas de sexo. Gosto de ler e/ou ouvir as suas crónicas. Apesar da sua especialidade assumida, falam essencialmente de relações. E o nosso relacionamento connosco e com os outros é determinante na nossa felicidade e bem-estar. É bom termos momentos em que olhamos para o nosso umbigo, é o primeiro passo, mas não chega.
A Marta (desculpa-me a familiaridade, mas neste espaço todos se tratam por tu) escreve um pequeno artigo e simples, mas que resume muito do que poderia ser a nossa acção para melhorar o nosso quotidiano e o dos que nos rodeiam.

Ficam algumas das frases que considero mais potentes:
  • "A sua acção pode influenciar o "todo" e vice-versa, e com a sua acção fazer a diferença."
  • "Chega! Estou farta de gente que se queixa e que se recusa a agir."
  • "Ninguém nasce só, e seria bom que ninguém tivesse de viver só! Temos de encontrar o zoom interno para sermos muito mais que simples sombras que caminham para lado nenhum."

condimentos do D. Duarte II

Revisitei o D. Duarte após longo período de interregno, sem motivo especial para isso, mas apenas porque não é um restaurante que esteja presente quando se fala em jantar fora. Também não são tantas as vezes que se janta fora, pelo que a memória vai deixando cair algumas opções. E o jantar começou com uma novidade: uma sala nova, diferente do espaço anterior, que continua a existir, proporcionando um espaço diferente.

Ao chegarmos ao restaurante, que está situado à entrada do Bairro Norton de Matos, na zona na entrada do Bairro perto do que penso ir ser o “El Corte Inglês”, encontrámos uma dificuldade: o estacionamento. Só à 3.ª volta pelo quarteirão encontrámos um lugar a uma distância razoável. Ao chegar à entrada, verificámos que tanto a sala mais antiga como a nova sala, estão perfeitamente enquadradas no edíficio, não havendo um choque por estar ali aquele espaço. Está bem enquadrado e discreto, apesar de se ver logo que é um restaurante. É esse o objectivo.
Entramos na nova sala. Um espaço surpreendemente agradável, com traços contemporâneos e um ar “clean”. Paredes brancas com madeiras escuras, quase pretas e mobiliário a condizer. Com garrafeiras embutidas, mas com a preocupação de enquadrar com todo o espaço. O menos agradável foi a ida à casa de banho, que apesar de estar toda ela bem limpa, a utilização recente da latrina estava com mau aspecto. Apesar de haver indicação da higienização. Este enquadramento geral do espaço, foi o que teve menor pontuação (53%) devido a duas questões: estacionamento e WC.
Apesar de sermos 2 grupos de cerca de 15 pessoas cada, não se notava muito barulho no restaurante, e o espaço era bem ventilado, proporcionando um ambiente agradável.
A mesa tinha uma apresentação cuidada, com as entradas clássicas, entre os queijos e os croquetes e outros que tais. Estas entradas seguras, às 9h00 da noite são sempre bem vindas, e nestes casos dispenso experimentalismos, e aceito estas apostas seguras.
No que respeita aos pratos, começámos por umas belas amêijoas, bem saborosas! E continuámos com um clássico da casa, e acredito que seja um “best-seller”: o tradicional cabrito! Mais uma aposta segura, com o que de clássico existe no prato, batata no forno, arroz, e um feijão verde com óptimo aspecto. A única situação que ficou áquem do desejado foi o facto de o arroz não manter uma temperatura adequada, mas acredito que não seja fácil garantir a temperatura correcta no arroz. A acompanhar um tinto “Casa de Santar”, mais um clássico.
A única questão a apontar foi o tempo entre as entradas e o primeiro espaço, mas acredito que tenha sido por ainda faltarem duas pessoas, e alguém deve ter pedido um compasso de espera.
Apesar do ar “gourmet” do espaço, as quantidades não correspondiam ao que se associa tradicionalmente ao “gourmet”, ficando todo o grupo satisfeito. A sobremesa foi bolo de aniversário, da clássica pastelaria “Vasco da Gama”, e fez jus à fama.

Quanto ao serviço, foi muito bom. Desde a simpatia à disponibilidade e atenção constantes, até à resposta a solicitações sempre com uma boa disposição e com ar satisfeito, foi muito bom.
Resumidamente, avaliei da seguinte forma este espaço:
  • Enquadramento geral: 5,3 em 10
  • Ambiente: 7,9 em 10
  • Qualidade dos produtos: 7,7 em 10
  • Serviço: 7,0 em 10
  • Global: 7,2 em 10

 Conclusão: um restaurante a entrar no meu roteiro!

eureka! - o mistério do elevador

Dizem que o pensamento lateral aumenta a criatividade;
Dizem que o pensamento lateral ajuda a ser melhor;
Dizem pensa fora da caixa;
Ainda ando à procura do que é o pensamento lateral. Segundo parece está muito relacionado com as adivinhas que o meu avô colocava à beira da lareira. Até fazia jogos com fósforos.
Se isto é pensamento lateral, aí vai:

"Um homem mora no décimo andar de um prédio e usa o elevador para descer até ao rés-do-chão e ir trabalhar, ou fazer compras.
Quando volta para casa, sobe no elevador até ao sétimo andar, e sobe de escadas até ao seu apartamento no décimo andar. Detesta subir escadas. Sendo assim, porque as sobe?"

Respostas para pmcpaiva@gmail.com!
Divirtam-se!

monólogos


Um dos grandes títulos do i de hoje é: "FranciscoAssis: Sócrates e Passos Coelho deveriam falar mais vezes". Eu considero que eles já falam muito, e que apenas resultará falarem mais quando começarem a ouvir o outro. Diria mais, para quê falar mais vezes, se não se pretendem escutar. Parece-me que cada vez que se encontram já levam tudo perfeitamente definido, e a única coisa que pretendem, é demosntrar à outra parte as virtudes da sua solução. Errado! A outra parte considera que a sua solução é a virtuosa.
Estamos perante uma demonstração inequívoca de que a soma de dois monólogos não é igual a um diálogo. E é uma situação comum na política, sociedade, desporto, ou em qualquer outro campo. Alguém me dizia em tempos idos: “ Se não queres saber se está tudo bem com quem está à tua frente, não lhe perguntes “tudo bem?” diz apenas “olá”, caso contrário será uma enorme falta de respeito não ouvires o que te tem para dizer, quando diz: “nem por isso, sabes que blá, blá, blá, …, blá, blá, blá,” .
Nestes encontros deve passar-se exactamente o mesmo. Se não querem ouvir o que o outro tem a dizer, não percam tempo. Chega de “show-off”. Chegam as duas partes e começam: “blá, blá, blá, blá, …, blá, blá, blá,…mambo jambo e coisa e tal,…pardais ao ninho e outros que tais”, e no final o resultado é a apresentação à comunicação social do que já tinham levado no início e os motivos porque o outro é o diabo de quatro. Por norma, espremido, espremido, não sai nada de novo.


Falemos da entrevista, que é bem interessante, apesar de em muitos momentos a partidarite estar claramente presente. É natural que assim seja. Tem vários temas interessantes, e muitos serão brevemente motivo de combate político. Resumo-a da seguinte forma:
i. Francisco Assis perfila-se como sério candidato a secretário geral do PS.
ii. Muito mais que um orçamento para os portugueses, este é um orçamento para reduzir o défice e para cumprir com exigências internacionais.
iii. Não se pode deixar de ter em atenção a disputa política, mesmo quando são os interesses de Portugal que estão a ser negociados.
iv. Como o governo é minoritário, a qualquer momento pode haver uma crise política.
v. É importante que tanto José Sócrates (JC) como Pedro Passos Coelho (PPC) falem mais, falem abertamente e tenham uma relação diferente da que têm tido.
vi. Foi preciso o Conselho Europeu dar a entender ao JC e ao PPC que o “país e outras partes” não entenderiam que eles não se entendessem.
vii. Somos um partido de esquerda (não se esqueçam). A maior parte dos países da Europa é de direita. Logo a culpa é da direita!
viii. Não vou comentar a parte da entrevista em que fala de escola e saúde!
ix. É impossível concorrer com empresas que fabricam a preços muito mais baixos, com modelos onde não há direitos sociais, preocupações ambientais ou direitos políticos.
x. Os europeus têm de compreender que não estamos sozinhos e que temos de ser, a nível europeu, mais solidários e mais coesos, sob pena de este projecto europeu implodir.
xi. Existe o risco real de uma implosão do projecto europeu.
xii. Em Portugal é que nós temos um debate político muito fechado e as questões europeias ficam à margem.
xiii. Estamos dependentes da Sr.ª Merkel e da Alemanha (a única surpresa é a não referência à França de Sarkozy).
xiv. É evidente que nos últimos 30 anos Portugal evoluiu na construção de uma cidadania democrática, de um Estado social do qual nos podemos orgulhar, mas há uma área que ficou um pouco prejudicada que foi a do crescimento económico e da produtividade da economia portuguesa, que não se robusteceu substancialmente. (Será possível estado social sem crescimento economico e da produtividade?).
xv. Apesar de tudo, é muito diferente a aplicação de medidas pela esquerda e pela direita. Porque a esquerda aplica algumas medidas necessárias acompanhadas por outras, mas a direita aplica-as com prazer porque correspondem à sua orientação ideológica mais profunda. (ou seja ambas dão pauladas, mas a esquerda é porque tem que ser, enquanto a direita é porque gosta! Sera que não houve engano do entrevistador?).
xvi. O JC vai ser candidato novamente a primeiro ministro (Arghhh!).

o fintas e o dragão


Há de certeza estudos sociológicos, antropológicos ou psicológicos sobre o futebol. Então se estivermos a falar de claques, a probabilidade aumenta significativamente. Depois de vir do jogo Académica-Porto, é interessante analisar o que se passou.

Um amigo (CJ), fez o favor de me convidar para ir ao jogo. São raras as oportunidades de ver bons jogos. Estavam reunidas todas as condições para ir ao que se adivinhava um belo espectáculo. Jogo entre o primeiro e o terceiro classificados da Liga Zon, sendo as duas equipas mais concretizadoras do actual campeonato.
Foi interessante e molhada a espera à porta. Com chuva, a molha é quase certa à entrada deste estádio municipal de Coimbra.
Depois de entrar foi tudo mais fácil e houve tempo para recuperar. Foi engraçado ver várias pessoas conhecidas. Cheguei à conclusão que conheço mais figuras públicas do Porto do que de Coimbra! Porque será?
Quando alguém disser que o futebol é uma tribo, acreditem! Quem está no meio conhece-se!
Havia um grupo em que identificámos a namorada do Pinto da Costa, sem identificarmos exactamente qual das tipas seria (é dos momentos em que as revistas cor-de-rosa poderiam ser úteis).
Depois foram desfilando várias personagens, das quais destaco o bibota “Gomes” “sports-wear style” o que muito me surpreendeu e o presidente (nem é preciso nomear pois só há verdadeiramente um presidente, mas nomeio) Pinto da Costa.
Fiquei praticamente ao lado de figuras ilustres como o Marinho Pinto, o bastonário de parte da lei e de alguém que admiro bastante, e que ouço quase sempre à 6.ª feira pelas 7 na A1, e sempre que consigo, às 3.ªs feiras. Estou a falar do Carlos Magno, esse jornalista de referência. Gostei de estar perto dele, e fiquei com a sensação que também é humano e de carne e osso, ao contrário do que pensava anteriormente.
Fiquei contente de ver o Mário Campos, essa glória de tempos idos da Grande Académica, sempre bem-disposto e disponível para distribuir sorrisos.
Fiquei agradavelmente surpreendido com a simplicidade e “boa onda” do Paulo Bento. Foi ver o jogo com as que presumo sejam mulher e filha. Esperou de forma calma e pela sua vez na fila de entrada sem usar o seu estatuto para avançar na fila. No final do jogo, vi-o outra vez e estava a trocar palavras com a filha e com a mulher. Sempre disponível para tirar uma fotografia com quem pedia e, aparentemente, fora da tribo do futebol. Estava até a conversar com a mulher sobre terem que parar numa área de serviço para abastecer o carro com gasóleo, o que apenas vem confirmar que é humano e que se desloca. Um tipo simples, a ver o jogo com a família! Assim, para além da conhecida valia futebolística, concluí que o Paulo Bento também é um ser humano e aparenta ter uma enorme dimensão humana.
E com isto quanto ficou o jogo?

Arca de Noé ou Torre de Babel?

fonte: ciência hoje
Uma nova aplicação das Torres de Babel pelo que se pode ver no seguinte artigo: Arca de Noé ou Torre de Babel? Uma torre diferente, com objectivos diferentes, mas que merece ser mostrada neste espaço. Ainda para mais, tem um fim meritório. (obg RC).

escrevo?

Há uma bad girl que tem um nice blog. Nesse nice blog apresenta-nos a sua visão sobre a escrita. Divide as pessoas em "pessoas que escrevem bem", e "pessoas que escrevem correctamente". Considero que a bad girl, pelo que tenho visto do seu blog, que escreve bem, e escreve normalmente correctamente.
Ouso acrescentar uma outra classificação: as pessoas que simplesmente escrevem. E enquadro-me neste grupo! Nem sempre bem, bem sempre correctamente, mas escrevo!
E tenho a sorte de relaxar enquanto escrevo! Vivo mais intensamente as histórias escritas.
E há o registo! Histórias que pura e simplesmente desapareceriam da minha memória, e que apenas por um acaso seriam revistas, ficam aqui registadas, documentadas, para relembrar e viver de novo. A Kodak tinha uma frase publicitária que era qualquer coisa do género "recordar é viver". Aqui, neste pequeno espaço digital, aplica-se em pleno. Sejam histórias próprias ou alheias, vive-se de novo ou pela primeira vez cada uma das situações. 
Portanto , independentemente de escrever bem ou correctamente, escrevo! Arriscaria dizer algo parecido com o que o outro disse: "escrevo logo existo!"; por vezes será: "escrevo logo exuasto;" ainda há muitas vezes em que direi: "escrevo logo...exacto!"; e vezes em que: "escrevo logo exaspero!".
Tento combater permanentemente o: "escrevo logo!".
Ok, fico-me pelo "escrevo!".

famílias modernas

Agora que as discussões políticas do nosso país estão mais concentradas nas questões económicas, é o momento certo para analisarmos um texto fantástico de Erico Veríssimo onde é feita uma descrição de um caso de uma familia moderna. É o fim das árvores genealógicas lineares!
Agora, sejamos mais conservadores ou clássicos, sejamos mais liberais ou progressitas, sejamos até libertinos, isso não é relevante. Apreciemos o texto sem preconceitos, sobre uma situação improvável!


- Mãe, vou casar!

- Jura, meu filho ?! Estou tão feliz ! Quem é a moça ?
- Não é moça. Vou casar com um moço. O nome dele é Murilo.
- Você falou Murilo... Ou foi meu cérebro que sofreu um pequeno surto psicótico?
- Eu falei Murilo. Por que, mãe? Tá acontecendo alguma coisa?
- Nada, não.. Só minha visão que está um pouco turva. E meu coração, que talvez dê uma parada. No mais, tá tudo ótimo.
- Se você tiver algum problema em relação a isto, melhor falar logo...
- Problema ? Problema nenhum. Só pensei que algum dia ia ter uma nora... Ou isso.
- Você vai ter uma nora. Só que uma nora... Meio macho. Ou um genro meio fêmea. Resumindo: uma nora quase macho, tendendo a um genro quase fêmea...
- E quando eu vou conhecer o meu. A minha... O Murilo ?
- Pode chamar ele de Biscoito. É o apelido..
- Tá ! Biscoito... Já gostei dele... Alguém com esse apelido só pode ser uma pessoa bacana. Quando o Biscoito vem aqui ?
- Por quê ?
- Por nada. Só pra eu poder desacordar seu pai com antecedência.
- Você acha que o Papai não vai aceitar ?
- Claro que vai aceitar! Lógico que vai. Só não sei se ele vai sobreviver... Mas isso também é uma bobagem. Ele morre sabendo que você achou sua cara-metade... E olha que espetáculo: as duas metade com bigode.
- Mãe, que besteira ... Hoje em dia ... Praticamente todos os meus amigos são gays.
- Só espero que tenha sobrado algum que não seja... Pra poder apresentar pra tua irmã.
- A Bel já tá namorando.
- A Bel? Namorando ?! Ela não me falou nada... Quem é?
- Uma tal de Veruska.
- Como ?
- Veruska...
- Ah !, bom! Que susto! Pensei que você tivesse falado Veruska.
- Mãe !!!...
- Tá..., tá..., tudo bem... Se vocês são felizes. Só fico triste porque não vou ter um neto...
- Por que não ? Eu e o Biscoito queremos dois filhos. Eu vou doar os espermatozóides. E a ex-namorada do Biscoito vai doar os óvulos.
- Ex-namorada? O Biscoito tem ex-namorada?
- Quando ele era hétero... A Veruska.
- Que Veruska ?
- Namorada da Bel...
- "Peraí". A ex-namorada do teu atual namorado... E a atual namorada da tua irmã. Que é minha filha também... Que se chama Bel. É isso? Porque eu me perdi um pouco...
- É isso. Pois é... A Veruska doou os óvulos. E nós vamos alugar um útero.
- De quem ?
- Da Bel.
- Mas . Logo da Bel ?! Quer dizer então... Que a Bel vai gerar um filho teu e do Biscoito. Com o teu espermatozóide e com o óvulo da namorada dela, que é a Veruska...
- Isso.
- Essa criança, de uma certa forma, vai ser tua filha, filha do Biscoito, filha da Veruska e filha da Bel.
- Em termos...
- A criança vai ter duas mães : você e o Biscoito.E dois pais: a Veruska e a Bel.
- Por aí...
- Por outro lado, a Bel...,além de mãe, é tia... Ou tio.... Porque é tua irmã.
- Exato. E ano que vem vamos ter um segundo filho. Aí o Biscoito é que entra com o espermatozóide. Que dessa vez vai ser gerado no ventre da Veruska... Com o óvulo da Bel. A gente só vai trocar.
- Só trocar, né ? Agora o óvulo vai ser da Bel. E o ventre da Veruska.
- Exato!
- Agora eu entendi! Agora eu realmente entendi...
- Entendeu o quê?
- Entendi que é uma espécie de swing dos tempos modernos!
- Que swing, mãe?!!....
- É swing, sim! Uma troca de casais... Com os óvulos e os espermatozóides, uma hora no útero de uma, outra hora no útero de outra...
- Mas..
- Mas uns tomates! Isso é um bacanal de última geração! E pior... Com incesto no meio....
- A Bel e a Veruska só vão ajudar na concepção do nosso filho, só isso...
- Sei!!!... E quando elas quiserem ter filhos....
- Nós ajudamos.
- Quer saber? No final das contas não entendi mais nada. Não entendi quem vai ser mãe de quem, quem vai ser pai de quem, de quem vai ser o útero, o espermatozóide... A única coisa que eu entendi é que...
- Que.. ?
- Fazer árvore genealógica daqui pra frente... vai ser f...

agir


A lição do puto indiano.


Todos temos momentos de desmotivação durante a nossa vida. Mesmo os que temos uma capacidade de auto-motivação grande, claudicamos em determinados momentos. São muitos os factores que podem contribuir para a desmotivação, para perder o fulgor, característica marcante em muitos de nós! Este pequeno vídeo é um exemplo de atitude e iniciativa. Mesmo que a responsabilidade não seja nossa, podemos contribuir para ultrapassar obstáculos, e muitas vezes temos que ser o motor e o factor de alavancagem para a resolução de problemas, ou para alcançar os objectivos a que nos propomos. Para quem está num destes momentos veja o vídeo. Podemos ficar parados à espera que o problema caia de podre, ou se resolva por si. Muitas vezes esta atitude de expectante tem consequências calamitosas. Por outro lado, podemos arregaçar as mangas e pôr as mãos na massa, agir. Como diriam na Nike, “just do it”!

Revisito este vídeo várias vezes e sempre com efeitos positivos. Mas temos que ajudar. Não é miraculoso. É apenas inspirador!

simplesmente... walkman


Fonte: wikipedia

Estamos na época dos ipods, dos i-phones, mp3 e mp4, leitores de DVD’s, Blue-Rays entre outros. Toda esta panóplia de gadgets só foi possível porque houve um momento em que a Sony lançou o Walkman, ou leitor áudio portátil. Este tinha funcionalidades básicas fundamentais para o seu sucesso: a facilidade de transporte, a capacidade de ser utilizado em movimento e a possibilidade de cada um ouvir a sua música preferida, sem incomodar terceiros.

Mesmo dentro da Sony, poucos foram os que acarinharam a ideia de início. Akio Morita, colocou uma meta de 100.000 unidades para os 2 primeiros anos de mercado. Se tal não acontecesse, renunciaria à presidência da Sony. Naquele período foram vendidos 1,5 milhões de unidades.
31 anos depois, a Sony informou o fim da comercialização do walkman no Japão.
Houve também algumas polémicas relacionadas com patentes e com outros potenciais inventores deste leitor de fitas. Mas independentemente do o inventor, foi a Sony quem deu corpo e dimensão a este produto ou conceito.

É interessante ver este fim de ciclo. Apesar de ser um artigo que me marcou durante alguns anos, e haver alguma nostalgia a ele associada, acabar com a sua produção e comercialização não é um fim! É um reinício! Um recomeço! Novas tecnologias, desenvolvimento tecnológico, inovação estão claramente associadas a este fim de produto. É caso para dizer “The King is dead. Long live the King”.

tiM - o semáforo que não o era!

O Joca andava com um ritmo alucinante. Durante a semana tinha ido a Lisboa, Abrantes, Lisboa, Aveiro e Braga. Apesar da sua actividade de relações públicas, dava formação que era um bom complemento e ele gostava. Mas a necessidade de trocar as horas da vida com a sua filha pelo trabalho, deixava-o angustiado.
Sempre que dava formação à noite, vinha em alta velocidade. 180 não era um número invulgar. Já tinha passado por uns sustos, mas a ânsia de estar 5 minutos que fossem com a Lia era muito intensa.
Na 6.ª-feira tinha estado no Porto a dar formação. Depois de uma semana extenuante, a maioria da qual passada em hotéis a trabalhar até altas horas, vinha exausto. Eram 11:20 da noite e ainda tinha 100 km por fazer. Ainda não tinha saído do Porto e já vinha com piloto automático. A VCI era asfalto conhecido, e o pensamento divagava rapidamente por outras paragens.
Na zona de um dos monumentos contemporâneos da Invicta, uma obra de arte que tem como símbolo um Dragão que ele gostava particularmente, viu uma luz à frente.
"Semáforo amarelo? Deixa acelerar, ainda consigo passar..." 100, 115, 130, 140 e conseguiu! Passou o semáforo!
"Ei, espera! Que semáforo? Que flash foi este!?"
A resposta chegou passados 4 meses, na forma de inibição de conduzir de 1 mês a 1 ano, em caso de reincidência.

quem ganha com o orçamento?

O orçamento, aparentemente já foi entregue. Aparentemente foi entregue por fases. Finalmente os partidos poderão analisar e decidir. Aparentemente as opções de voto são apenas “aprovar” e “abster”. Assim o orçamento será aprovado, independentemente de ser um bom ou um mau orçamento. Na prática as opções são aprovar ou deixar passar. Mas há mais uma possibilidade de voto, que é votar contra. Então será vantajoso analisar as consequências da votação do orçamento:
PS Orçamento Aprovado: Fica satisfeito. Independentemente dos méritos ou deméritos, é uma vitória política, que demonstra a sua vitalidade! Orçamento não aprovado: É um revés! Não é que no fundo não considerem o orçamento mau, mas é o seu!
PSD Orçamento Aprovado: Tem que engolir não um sapo, mas um elefante. Fica a ideia de que as pressões foram mais fortes do que as convicções Orçamento não aprovado: Apesar da vitória política, tem que ser muito bem explicada a não aprovação e ser claros no que fazer daqui para a frente. A possibilidade de eleições no mais curto espaço de tempo possível, com este peso às costas, não será fácil.
País Orçamento Aprovado:Ter um orçamento mau e penalizador para a generalidade, só pode deixar a generalidade infeliz. Orçamento não aprovado: Ter um orçamento não aprovado, mesmo sendo mau, segundo a maioria dos “líderes de opinião”, é o caos. O caos não pode deixar a generalidade feliz.
Europa Orçamento Aprovado:Tudo na mesma, tudo bem! Não há aqui Viriatos. Orçamento não aprovado:Como é que é possível? Estarão armados em albaneses! Não sabem os financiamentos que temos proporcionado! Quem é que lhes disse que existe autonomia? Quando começarem os orçamentos semestrais vão ver “como elas mordem”!
Sócrates Orçamento Aprovado: Bem, já era o esperado! Vou ter que aguentar mais uns tempos nestas chatices, com esta escumalha! Chatice! Qual será a próxima oportunidade para ir embora? Orçamento não aprovado: Porreiro pá! Estava difícil! Acabaram de me dar a melhor notícia que podiam ter dado! Pensava que isto era como no Simcity, mas estes gajos contestam mais ainda! Agora desenrasquem-se! Agora é que vai ser! Ser ex-PM é bem melhor!

Desta análise há alguns pontos que saliento:

- Estou convencido que o Sócrates está com um enorme desejo de se ir embora!
- No país (todos nós) vamos levar bordoada, seja qual for a opção! A sorte é que já estamos habituados e temos um Porto vs Benfica para breve. E isso é que é fundamental!


E por fim uma questão: Qual é o problema real de um mau orçamento não ser aprovado? Já ouvi muitas e distintas pessoas a dizer que é caótico e que não pode ser. É raro ouvir dizer porquê. Apenas alguém disse que seria mais difícil o acesso ao crédito. Isso não é necessariamente mau!
Não será importante definir claramente os impactes que estas decisões terão? A da aprovação tem sido discutida e a não aprovação? Há alturas que não ter acesso a crédito não será melhor? Claro que se os impactes forem na saúde, ou educação, temos que ter cuidados, mas há factores críticos afectados? Ou será apenas sobre obras, que terão que ser adiadas?


Gostava de perceber um pouco melhor, mas não parece haver interesse em falar nisto. É o caos e é mesmo o caos! Porquê? Porque sim! Assim não dá!

Mas o melhor é encarar isto com humor, porque teremos tempo para carpir. Assim sendo, vejam as soluções propostas pelo inimigo público. Esta é particularmente engenhosa.

nó no lençol

 
http://www.faqs.org/photo-dict/phrase/1362/knot.html 
 A história seguinte é sobre afectos e comunicação. Quantos de nós se identificam com esta história. Eu sim, em muitos momentos. Os nós que vamos dando são muitas vezes fruto do acaso. CBC partilhou comigo. JCL partilhou com CBC. Há histórias que merecem ser partilhadas.

A moral? Cada um saberá qual é a sua!

Numa reunião de pais numa escola da periferia, a professora ressaltava o apoio que os pais devem dar aos filhos e pedia-lhes que se fizessem presentes o máximo de tempo possível...

Considerava que, embora a maioria dos pais e mães trabalhasse fora, deveria arranjar tempo para se dedicar às crianças.
Mas a professora ficou muito surpreendida quando um pai se levantou e explicou humildemente, que não tinha tempo de falar com o filho, nem de vê-lo, durante a semana, porque quando ele saía para trabalhar era muito cedo e o filho ainda estava a dormir. Quando voltava do trabalho já era muito tarde e o filho já não estava acordado.
Explicou, ainda, que tinha de trabalhar assim para prover o sustento da família, mas também contou que isso o deixava angustiado por não ter tempo para o filho e que tentava compensá-lo indo beijá-lo todas as noites quando chegava em casa.
E para que o filho soubesse da sua presença, ele dava um nó na ponta do lençol que o cobria. Isso acontecia religiosamente todas as noites quando ia beijá-lo. Quando o filho acordava e via o nó, sabia, através dele, que o pai tinha estado ali e o havia beijado. O nó era o meio de comunicação entre eles.
A professora emocionou-se com aquela história e ficou surpreendida quando constatou que o filho desse pai era um dos melhores alunos da escola.
O facto faz-nos reflectir sobre as muitas maneiras de as pessoas se fazerem presentes, de comunicarem com os outros.
Aquele pai encontrou a sua, que era simples mas eficiente. E o mais importante é que o filho percebia, através do nó, o que o pai estava a dizer.
Simples gestos como um beijo e um nó na ponta do lençol, valiam, para aquele filho, muito mais do que presentes ou a presença indiferente de outros pais.
É por essa razão que um beijo cura a dor de cabeça, o arranhão no joelho, o medo do escuro...

É importante que nos preocupemos com os outros, mas é também importante que os outros o saibam e que o sintam.
As pessoas podem não entender o significado de muitas palavras, mas sabem reconhecer um gesto de amor.
Mesmo que esse gesto seja apenas um nó num lençol…

isto sim, é futebol espectáculo!

Há dúvidas que nos acompanham durante longos períodos. Uma das que me tem acompanhado, vem desde o tempo em que ouvia o Gabriel Alves, nos seus míticos relatos, falar sobre a “técnica da força” e a “força da técnica”. Qual destas vertentes melhor representa o “futebol espectáculo”. É evidente que há potencial para o “futebol espectáculo” em qualquer uma destas vertentes do futebol. A primazia da força ou da técnica vai alternando. Mas o que eu ainda não me tinha apercebido, apesar das evidências que me atropelam constantemente, é que o futebol espectáculo está para além do futebol. Quem não se lembra do desastre da Coreia? E do que foi o sacudir água do capote, nos tempos seguintes? A Paula é talvez a mulher mais conhecida no futebol português! Será pelos seus dotes futebolísticos? O murro do Scolari, a saída do Scolari e as transferências sempre presentes durante fases finais! As bocas de Queiroz, as bocas de Laurentino, as bocas de Queiroz, as bocas do Vice, desde há 30 anos. O apego aos bodes expiatórios sempre presente por parte de quem está há anos na Federação. Quando há algum problema, passa-lhe ao lado! Objectivos cumpridos, mas no dia seguinte já não foram! Pilotos automáticos! A novela Mourinho! Os caprichos dos jogadores!


Este é o futebol espectáculo por excelência. E estamos só no âmbito da selecção. Ao entrarmos no mundo dos clubes, torna-se claro o porquê da pouca necessidade dos outros 2 F’s, tão utilizados em tempos idos. O Fado e Fátima, com a mediatização deste “futebol espectáculo”, passaram a ser secundários. Ok, é tempo de crise e vê-se que estamos a cortar nalguma coisa. De 3 F’s passámos para apenas 1. Isto deve ser bom! Deve poupar qualquer coisa em qualquer lado!


É importante que o “futebol espectáculo” continue. É preciso dar continuidade à festa, para anestesiar os problemas reais. E penso que com isto não precisamos de nos preocupar.Não será pelo presidente que faltará futebol espectáculo.

Mas não há tempo para pausas. A dinâmica do jogo é fundamental. Assim, o futebol espectáculo segue freneticamente com o próximo Porto-Benfica.

Para quem quiser analisar aspectos do futebol, à margem do futebol, talvez um pouco mais no âmbito da sociologia, está aqui um artigo interessante.

a história das coisas II

Edvard Munch: Scream
Merece ser publicada de novo!
Merece ser vista com atenção!
Ok, são 20 minutos... deixo-vos um resumo das ideias principais:

1. Não é possível ter um sistema linear num planeta finito indefinidamente.

2. O governo deve ser das pessoas, pelas pessoas e para as pessoas. A sua missão é olhar por nós, cuidar de nós.
3. Estamos a ficar sem recursos naturais.
4.No tempo das nossas avós, a boa gestão, a engenhosidade e a poupança eram valorizadas.
5. O conceito de obsoloscência perceptiva é uma maravilha – e uma das grandes verdades de hoje, sem dúvida!
6. Qual o objectivo de um anúncio se não fazer-nos infelizes com o que temos?
7. Actualmente temos mais coisas, mas a nossa felicidade está a diminuir. O auge da felicidade foi na década de 50, em que a tendência consumista iniciou!
8. Temos mais coisas, mas menos tempo para aquilo que realmente nos faz felizes: família, amigos, tempo livre!
9. É o período desde a idade medieval em que temos menos tempo livre. Como o ocupamos? Fazendo compras e vendo televisão! Boa!
10. Reciclar não é o suficiente.
11. Há pessoas a trabalhar em vários pontos do sistema: salvando florestas, promovendo o comércio justo, no direito do trabalho, e em recuperar governos que sirvam, e não que se sirvam.
12. Objectivo e novas escolas de pensamento que pretendem criar um novo sistema não linear, baseado em conceitos como: sustentabilidade, equidade, zero resíduos, produção em ciclo fechado, energias renováveis, economias locais vivas.



O pulsar da coisa III

Hoje são apenas pulsações positivas:

futebol: a questão vimaranense

O debate continua acesso no futebol. É mais um tema a contribuir para que não falte assunto e que a nossa vida não se torne demasiado tranquila (apesar de tranquilidade ser um conceito em alta de novo - obrigado, Paulo Bento). 
Há muitos e bons locais para opiniões de todos os lados do estádio Portugal. O arrastão (http://arrastao.org/) teve um pequeno e saudável debate no seu blog, do qual referencio os momentos principais, à imagem dos resumos futebolísticos:
Este debate, para além de opiniões de comentadores com opiniões imparciais e  nada clubisticas, teve também dados estatísticos para suporte às argumentações. Ver dados

Hoje, o mais importante é realçar a vitória de Portugal.
Não vi o jogo, mas o resultado dá alguma tranquilidade!

o pulsar da coisa II


Fundação Champalimaud e Aibili – Foi inaugurado o Centro de Investigação da Fundação Champalimaud. Pesquisa e tratamento do cancro com a qualidade com que, discretamente, nos vai habituando. Este Centro tem a colaboração do Aibili! Ver mais em: http://aeiou.visao.pt/visita-guiada-ao-centro-de-investigacao-da-fundacao-champalimaud=f574341



U2 – Coimbra foi o centro do Universo! A Solum e o Calhabé o seu núcleo! É sempre bom receber música excelente! É melhor ainda quando estes músicos contribuem para um mundo melhor, tanto com as suas músicas, como com acções para além da música. Coimbra foi uma boa anfitriã dos U2 e dos demais que cá os vieram ver. Como é seu apanágio. Ver mais em: http://aeiou.visao.pt/u2-em-portugal=f574584


António Costa – medidas de austeridade e apertar o cinto faz sentido se, e apenas se houver resultados visíveis. Para quando esses resultados? Não deve ser fácil para um homem da sua posição no partido, e fazendo parte do núcleo duro, vir dizer estas coisas. Sempre apreciei a sua honestidade intelectual. Espero que não seja um simples posicionamento político para um futuro a médio prazo. Acredito que o diz convictamente.


Prémios Nobel – Estamos em altura de prémios Nobel. Qualquer reconhecimento é importante. Este destaca-se pela importância para a humanidade que a maioria dos laureados tem. Provavelmente não conheceríamos a maioria se não fossem estes prémios. Provavelmente continuamos a não conhecer. Mas alguém os reconhece e valoriza a sua acção.


7 Maravilhas – um programa que apesar de não eleger o Bussaco como uma das 7 maravilhas de Portugal, teve o mérito de relembrar a quem se esquece que existem coisas maravilhosas neste país. E estou completamente convencido que o Bussaco é a 8.ª Maravilha!


IPO Coimbra – por tudo








Crise … – … e continua!


Derrame de lama tóxica – Na Hungria houve um derrame de lama tóxica. As zonas afectadas não são só as terras em redor. O Danúbio, o segundo maior rio da Europa, também foi contaminado. Qual será o impacte desta contaminação? Ver mais em: http://aeiou.visao.pt/derrame-de-lama-toxica-assusta-hungria-fotos-e-video=f574739


Compra de aviões – independentemente da necessidade, lá passou a imagem de que o sacrifício é apenas para alguns.

Crise … – … e continua!