heróis acidentais

Há circunstâncias e contextos que fazem heróis! Heróis de carne e osso, pessoas como nós que, dadas se transformam em heróis acidentalmente.

Leiria:
Um episódio triste do nosso futebol é, independentemente das razões de cada parte, o estado a que chegou o Leiria. É de louvar o esforço dos jogadores que foram autênticos heróis, e que não permitiram que a situação fosse ainda pior. Provavelmente, voltarão a ser jogadores absolutamente normais na próxima época, de equipas de meio da tabela (exceção a 2/3 com futuro já lançado), e falados nas crónicas das longas tardes de emissão radiofónica. Merecem, no entanto, estes 15 minutos de fama, pela atitude louvável de não desistir, apesar de tudo, e de tentar chegar até ao fim da competição. Para recordar os heróis, fica o nome: Oblak, Shaffer, Nocklas, Djaniny, Filipe Oliveira, Pedro Almeida, John Ogu e Alhafith.
A ver:
Feirense ganha ao Leiria por 4-0
o que ganharam os jogadores?
Dominguez: estou triste por esta situação!

O Jardim de Braga
Leonardo Jardim podia ser um herói acidental se as coisas lhe tivessem corrido muito bem. Assim, e apesar de muitas circunstâncias adversas, conseguiu uma boa época e foi quase um herói. Embora mais planeado e menos acidental. No entanto, o que o Braga tem feito, é obra!

Vítor Pereira: herói mal amado
Estar no local certo no momento certo contribuiu mais do que qualquer outra circunstância para que o treinador do FC Porto, acidentalmente, se tornasse um herói. Conseguiu-o por mérito próprio, mas também por ter uma estrutura e uma grande equipa por trás. Também porque André Villas-Boas teve uma proposta irrecusável e teve que deixar o seu estágio profissional a meio.

Vítor Pereira é um portista dos quatro costados e tem competências técnicas muito interessantes, como o provou nalguns jogos difíceis. Mas há algumas competências que precisa de melhorar, pois são fundamentais para um treinador de um grande clube. Primeiro, precisa de ter ascendência sobre os jogadores, o que se dúvida pelas intervenções necessárias da parte de Pinto da Costa. Por outro lado, seria importante ter alguma capacidade de comunicação e carisma, o que parece ser uma lacuna grande. A parte da comunicação, nos últimos tempos parece ter melhorado (talvez com a ajuda das vitórias), mas o carisma demora muito mais tempo a conseguir!

No entanto, o seu portismo, a sua gratidão pela "estrutura" lhe ter permitido ser campeão e, consequentemente ficar na história do clube, faz pensar que pode ser uma figura importante no clube. Pode estar apenas no lugar errado. Mas talvez lhe possa ser feito um desafio como coordenar uma boa parte do futebol do Porto, tendo em vista potenciar talentos da equipa B ou de juniores para a equipa principal, com os conceitos táticos e estratégicos alinhados entre todas as equipas do clube, ou outra. Claro que é preciso que aceite. Já tem um título que poucos alcançam e tem competências para treinar outros clubes.

Assim, desejo-lhe felicidades e que tenha sucesso noutras funções no Porto, ou noutros clubes. Depois do ano difícil que nós, os adeptos, lhe proporcionamos, merece ter algo mais calmo e onde possa desenvolver a sua carreira com sucesso e sem toda esta tensão permanente. Merece passar o patamar de herói acidental.

Ao Porto, parabéns por mais um título, a juntar a uma montra rica em quantidade e diversidade.

Análise de Bruno Prata
Hei-de dar mais títulos a este clube
Continuidade de Vítor Pereira?
Lista de campeões nacionais de futebol
FC Porto ganhou e ganhou bem
Pinto da Costa: Título foi merecidíssimo
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