A Primeira Aldeia Global

É sempre bom ter alguma consciência sobre nós próprios!
É sempre bom ter consciência sobre o que os outros pensam de nós!
O meu livro de férias (sim, só li um livro nas férias) foi "A primeira aldeia global", de Martin Page, a conselho de amigos que já o leram. Gostei! E nesta altura de crise e sacrifícios, é bom ler algo que nos ajude a levantar o moral. E este senhor dá uma imagem positiva dos portugueses.

Na sua abordagem inicial ao livro, caracteriza os portugueses da seguinte forma: "Foi a primeira vez que, pelo menos conscientemente, me tinha cruzado com portugueses - um primeiro encontro, não apenas com a sua extraordinária disponibilidade para ajudar um estrangeiro em apuros, mas também com o seu misto de fanfarronice, honra, ingenuidade e sangue-frio."

Eu apenas acrescentaria capacidade de desenrascanço e dificuldade em planear. Uma outra definição que ouvi de um gestor de projetos internacionais português, foi que os portugueses, segundo os elementos de outros países eram fundamentais nos projetos. Mas seria preferível que estivessem numa redoma de vidro que dissesse "Quebrar em caso de emergência".
Esse é o principal motivo porque, quando aparece alguém com capacidade de planeamento e de apresentar uma visão de Portugal, é normal que apareçam grandes feitos dos portugueses. São dados alguns exemplos no livro (D. João II é talvez o maior exemplo disso), e são apresentados alguns exemplos de causas para as crises (há alguma repetição da história e parece que não aprendemos). É também interessante ver as lendas que conhecemos de outra perspetiva, reforçando algumas e deitando outras por terra.

Mas o interessante é ter a perspetiva de alguém que não é português, do contributo que os portugueses deram ao mundo. Por isso, nesta época de crise, este livro é motivador e inspirador para que se continue a acreditar! Parafraseando alguém, "Yes, we can"!
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