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Fonte da imagem: site da CM Alpiarça
Numa escapadinha rápida ao triângulo Santarém/Alpiarça/Almeirim, confirmámos a beleza de uma região fantástica, em que o rio Tejo proporciona paisagens simplesmente paradisíacas. Fazendo um resumo destes 2 dias, fomos directos ao local de estadia, pois em críticas na Web tínhamos lido que tinha poucas indicações. Mesmo sem GPS, não tivemos qualquer dificuldade em chegar ao local.
Entrámos numa quinta majestosa, com uma mancha verde de grande densidade, em que a frescura, mesmo num dia quente de Verão esteva sempre presente. Na Quinta da Torre, em Alpiarça procedemos ao check-in. Apesar de estar prevista uma “welcome drink”, não foi proposta por quem nos recebeu. Terá sido por irmos suportados por uma “escapadinha pitoresca”? A sensação com que fiquei é que este tipo de clientes (o meu tipo) é apenas suportado. Estes “packs” dão muito jeito para a promoção do local, mas se fosse possível estar nos livros promocionais, sem ter estes clientes… A senhora que nos recebeu, foi simpática q.b., mas pouco solícita. Cumpriu os mínimos necessários com um sorriso. Ouvimos ainda a mencionar para outros clientes a existência de um restaurante, o Portal da Vila, que seria um pouco diferente do que era a oferta habitual.
Seguimos para Almeirim e fomos a um parque muito bem cuidado, e com equipamento de fazer inveja à maior parte dos parques que conheço (e actualmente já conheço alguns parques infantis). Fomos ao clorofila, com o intuito de fazer um pouco de fotossíntese. Neste bar, vimos o último gelado passar à nossa frente sem o podermos catalogar como tal. Não era só o último gelado. Era o último pedaço comestível dentro dos limites daquele bar. Só bebidas! 5h00 p.m. e só bebidas? Não dá! Ainda por cima a vermos camiões de tomates no outro lado da estrada! Fomos à procura de substrato! Fomos a uma pastelaria e optámos por gelados em terras de sopa da pedra. Depois de servir dois gelados de duas bolas cada, com uma lambidela de dedo pelo meio do empregado da pastelaria, fomos passear pelo parque. Passeio higiénico e agradável. Várias gerações e várias espécies pelo parque faziam perceber o conceito de biodiversidade.


Terminado o gelado, voltámos a Alpiarça e fomos à Barragem dos Patudos, onde vimos muitos patos e gansos. De seguida fomos ao Parque do Cavalo do Sorraia (já não me recordo se seria Parque Nacional). Ainda vimos alguns cavalos, que dizem ser caracterizados por terem um tamanho ligeiramente inferior aos cavalos normais. Confesso que o meu conhecimento equestre não foi suficiente para confirmar essa diferença.
Partimos então para Santarém, com o intuito de ir à grande cidade, visitar uma ou outra igreja, confirmar a existência do gótico e jantar. Sem qualquer referência de base.
Após um passeio entre o edifício da Santa Casa da Misericórdia e as Portas do Sol, e sem vislumbrar qualquer restaurante, resolvemos pedir uma sugestão a autóctones. Um sugeriu que fossemos para outra zona da cidade. Sem conhecer a cidade, sem mapa e sem GPS, agradecemos com a ideia de não seguir a sugestão. A segunda sugestão, feita por alguém que aparentava cerca de 60 anos e que no curto espaço de tempo tinha cumprimentado alguns transeuntes, sugeriu-nos que jantássemos em Almeirim, porque provavelmente teríamos uma refeição melhor.
Aproveitando a sugestão, fomos não para Almeirim, mas para Alpiarça, para o restaurante que nos tinha suscitado curiosidade. Não só pelas palavras da senhora do alojamento, mas essencialmente pela passagem no local.
Fomos ao Portal da Vila, e foi excelente. Noutra altura farei o relato dos motivos para a excelência do local, mas ficámos com vontade de voltar. Aliás, já temos agendada nova visita ao local com outras pessoas.
No dia seguinte, começámos com um pequeno-almoço continental, com a companhia do belo sunquick. Este sumo mítico apresenta-se sem ser pedir licença, nos sítios mais improváveis. Mas não beber um copo a acompanhar um qualquer bolo seco é blasfémia.
Após o passeio da praxe e respectivas fotografias ao local em que pernoitamos, fizemos o check-out.
Tivemos o desplante de pedir a quem estava a tratar dos assuntos, onde era o Patacão. A senhora fez uma cara de espanto, como se lhe tivéssemos perguntado se acreditava em óvnis, e diz-nos que nunca tinha ouvido falar em tal coisa. Curiosamente, a 100m da entrada, na cortada da estrada principal para a Quinta da Torre, está uma placa na estrada principal que diz Quinta da Torre, e outra por cima ou ao lado, já não tenho a certeza, mas diz Patacão. Curiosamente a pesquisa que fiz no Google, com a palavra patacão, direccionou-me, em primeiro lugar, para este link http://www.cm-alpiarca.pt/alpiarca/Concelho/LocaisInteresse/Praia+Fluvial.htm. A acrescer a isto, após termos visto que a senhora não fazia a mínima ideia, dissemos que não fazia mal, que iríamos à Casa dos Patudos. Esta casa está em obras há algum tempo, e prevê-se a sua reabertura em 15 de Setembro, como verificámos quando lá chegámos. A senhora não tinha a obrigação de nos informar, e não nos informou. Provavelmente por desconhecimento. Apesar de ficar com a sensação que desconhecia muitas coisas para alguém que tem um alojamento aberto e um ar distinto.
Mas isto não nos parou. Comprámos 3 melões e 2 melancias numa banca de estrada, a uma senhora muito simpática. E estes melões não estão relacionados com as duas tentativas não conseguidas de visitar 2 locais de culto em Alpiarça. Fomos em frente e fomos para Santarém! Visitamos as portas do Sol durante o dia e valeu a pena. Espaço maravilhoso, bem tratado, com uma vista fantástica e de manhã justifica claramente o nome Portas do Sol.
Voltaremos a esta zona. Provavelmente experimentaremos outro alojamento, apesar da beleza do local.



Haverá locais a repetir e novos locais a explorar.


Haja mais maravilhas a visitar em Portugal!
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