crónicas de Kow II – biblioteca-café

Penso que na generalidade das bibliotecas existem regras sobre o comportamento nas suas áreas de trabalho ou consulta. Uma das regras básicas, esteja escrita ou seja apenas definida informalmente, é a necessidade de silêncio.

Penso até que na generalidade, o uso do telemóvel não é permitido. No entanto, há quem atenda e tenha o cuidado de falar sussurrando. Há quem tenha a preocupação de passar para o modo silencioso. Mesmo não sendo o indicado, acredito que em situações de emergência seja aceitável. No entanto, receio que comece a ser aceite a conversação telefónica. Tanto a conversação discreta e em voz baixa, como a conversação em voz alta e sem receio de incomodar quem quer que seja.

Provavelmente, há quem tenha a noção de que uma biblioteca e um café são locais semelhantes.

Aconteceu há uns tempos numa biblioteca da nossa praça, estar a trabalhar e de repente ouvir um toque com uma música tecno. Ainda não consegui identificar qual a música. O primeiro telefonema foi referente a uma combinação de um almoço. Depois de saber o local do almoço, das pessoas que iriam estar presentes, da hora a que se iriam encontrar, entre outros pormenores interessantes para todos os que iriam participar, finalizou o telefonema.
Aliviado, dediquei-me de novo ao trabalho, esquecendo o incidente.
tetum tetum tetum tum tum - Mais de 5 telefonemas quase seguidos com a música que se tornou odiosa. Combinações entre as partes, rectificação de informação, bocas da bola, notas a gajas, resumindo, uma hora que seria bem divertida, não estivesse eu numa biblioteca a tentar trabalhar.

O engraçado desta história é que estava uma senhora da biblioteca presente, que não sei se já estará com o ouvido duro, ou se é adepta das novas tecnologias e o i-pod não a deixava aperceber-se do que se passava, ou simplesmente estava curiosa em ouvir as interessantes conversas, e nem por uma vez se dirigiu ao individuo a solicitar nem sei bem o quê (mas imagino).



Estes não estão em vias de extinção!
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