Yoga

Retirada do Evento "Yoga ao Ar Livre"
O Yoga e os conceitos que o rodeiam é muito atrativo. Eu não sei o que é o Yoga, apesar de o ligar sempre a desenvolvimento físico e mental e, ao mesmo tempo, a uma filosofia associada à paz e harmonia no mundo. Esta minha perceção do Yoga sempre me fez ter uma imagem muito positiva do Yoga e dos seus praticantes.

Passou pela minha vida de forma pontual, mas sempre que passou, criou momentos bastante positivos e saí dessas poucas sessões com uma sensação de bem-estar e alegria. A primeira vez, foi num evento "Equilibra-te", organizado pela CADES e realizado no Grande Hotel do Luso. O segundo contacto, foi num retiro de Eneagrama, em que criamos o hábito de ir correr antes da ordem de trabalhos e o momento de relaxamento era proporcionado com a "Saudação ao Sol", momento gentil e magistralmente dinamizado pela Olga Moura.

Apesar destes momentos tão bons, tão significativos e impactantes , nunca tinha encarado a possibilidade de frequentar o Yoga de uma forma mais regular. Apesar de tudo, parecia-me que não era o desporto que me iria permitir combater a vida frenética a que o dia a dia conduz. Queria grande consumo de calorias, algo altamente dinâmico e frenético, tal como os dias passantes. Só assim, me sentiria bem e pronto para encarar a vida.

Este mês de Agosto, tive vários encontros que me fizeram repensar e querer perceber se o Yoga tem uma contribuição efetiva para uma vida mais equilibrada.

Encontrei-me com um grande amigo de infância, que tem feito coisas extraordinárias na sua vida. De tempos a tempos temos a oportunidade de nos encontrar e as nossas conversas permitem-me momentos  de aprendizagem extraordinários, pela beleza do ser humano que está à minha frente e pela sua forma de encarar a vida. Sempre foi desportista, em desportos com alguma dureza, e hoje, continua a praticar 2 desportos e acrescentou o Yoga. A surpresa foi saber que aquele desporto de que mais dificilmente abdicaria, seria o Yoga. Houve ainda o encontro com outra pessoa para conversar sobre o Eneagrama. Essa pessoa é praticante regular de Yoga e senti uma empatia enorme por si, pela sua abordagem à vida e às pessoas. Acabamos por dividir o tema de conversa entre o Eneagrama e o Yoga com toda a filosofia subjacente e com indicações sobre origens que se cruzaram. Saí da conversa fascinado e com maior vontade de conhecer e experimentar de forma mais consciente. Curiosamente, já tinha manifestado a vontade de estar no evento "Yoga ao Ar Livre" proporcionado pela maravilhosa Luiza da Costa Farias, que pouco ou nada me conhece e se manifestou de imediato disponível para todas as informações necessárias e para conduzir com calma a atividade de um "iniciado com a flexibilidade de tesoura com ferrugem em várias camadas". Pelo meio, ainda tive a oportunidade de falar com 2 amigos (a Sónia Nabais e o Paulo Nabais) sobre temas relacionados com o Yoga e as atividades que a Living Place está a iniciar nesta área (já as teve em anos anteriores).  Inscrevi-me no "Yoga ao Ar Livre", no Parque das Histórias, em Anadia e tive a boa notícia de que um grande amigo, o Miguel Midões, praticante regular de yoga e um exemplo sobre como conduzir a vida, também estaria presente. Claro que marcamos café antes do Yoga e pusemos uma ínfima parte da conversa em dia (ainda temos muito que conversar), e revi com muita satisfação a Cristiana. O momento pré-Yoga, com o Miguel e com a Cristiana, foi muito bom e estavam criadas as condições para mais um momento de Yoga sublime. E foi... A Luiza conduziu a sessão com muita mestria e no fim, havia uma satisfação generalizada. Eu descobri pelo menos 2 novos músculos, que durante o dia seguinte fizeram questão de me recordar frequentemente da sua existência e até agora, dois dias depois, ainda sinto e efeito positivo da sessão.

Assim, a resolução de Verão para o novo ano letivo/trabalho é encontrar tempo dentro de uma agenda super-hiper preenchida e muitas vezes caótica para momentos regulares de Yoga... Seja em sessões guiadas por algum especialista na área, seja em casa, sendo autodidata.

Se o Yoga passou algumas vezes na minha vida de forma leve e passageira, suspeito que desta vez veio para ficar.

Até breve. Vida Longa e Próspera!

Filhos... Pai até ao fim * Pai de 96 anos conduz filho ao médico

Para sempre no meu coração...
O que se faz pelos filhos... Sempre!
Quando fui à primeira consulta do meu filho mais velho, ainda na barriga da mãe, a obstetra perguntou se se havia alguma dúvida.
Respondi-lhe: dúvidas não... apenas alguns receios...
Respondeu-me: agora não há nada a fazer, os receios e as preocupações vão estar presentes até ao fim da vida.
Este vídeo mostra isso:


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O nosso maior medo * Marianne Williamson


Nosso maior medo não é o de sermos incapazes.
Nosso maior medo é descobrir que somos muito mais poderosos do que pensamos.
É nossa luz e não nossas trevas, aquilo que mais nos assusta.
Vivemos nos perguntando: quem sou eu, que me julgo tão insignificante, para aceitar o desafio de ser brilhante, sedutora, talentosa, fabulosa?
Na verdade, por que não?
Procurar ser medíocre não vai ajudar em nada o mundo ou os nossos filhos.
Não existe nenhum mérito em diminuir nossos talentos, apenas para que os outros não se sintam inseguros ao nosso lado.
Nascemos para manifestar a glória de Deus – que está em todos, e não apenas em alguns eleitos. Quando tentamos mostrar esta glória, inconscientemente damos permissão para que nossos amigos possam também manifestá-la.
Quanto mais livres formos, mais livres tornamos aqueles que nos cercam.

Marianne Williamson

BRINCAMOS MUITO POUCO COM OS NOSSOS FILHOS, Rute Agulhas, in DN 27/03/2019


Quando alguém escreve magistralmente sobre um tema, o melhor é ler sem fazer grandes comentários... Seguir as suas propostas e fazer os exercícios que nos propõe é a melhor maneira de diagnosticarmos a nossa relação com os nossos filhos... Cuidado! É potencialmente devastador e pode marcar um ponto de viragem. Eu vou fazer já!


Texto de Rute Agulhas, in DN - 27/03/2019

Vivemos todos uma vida acelerada e sem tempo para nada. Ou melhor, sem tempo para aquilo que deveria ser o mais importante, essa é a verdade. E de entre as várias coisas para as quais não temos tempo, brincar com os nossos filhos assume-se como uma delas. Talvez mesmo a principal.

Proponho que façamos todos um breve exercício que, prometo, não irá demorar mais do que cinco minutos.

Pegue numa folha branca e desenhe um círculo. Depois, divida esse círculo em cinco fatias (como se fosse uma pizza), relativas ao tempo médio despendido com a família, apenas com os filhos, no trabalho, com amigos ou em actividades de lazer, e em outros contextos.

Já está? Certo.

Desenhe agora um segundo círculo, relativo apenas ao tempo despendido com os seus filhos. Divida este círculo em quatro fatias, relativas ao tempo que, em média, ocupa com as rotinas (p. ex., banho, refeições), a ensinar (p. ex. trabalhos escolares), a brincar (brincadeira pura e dura) ou sem qualquer tipo de interacção (p. ex., as crianças estarem a ver televisão ou a brincar sozinhas).

Agora que terminou ambos os círculos, observe com atenção e reflicta. O que pensa? O que sente? O que gostaria que fosse diferente? O que pode fazer para mudar?

Este exercício tem como objectivo ajudar os pais a tomar consciência de quão pouco tempo passam a brincar com os seus filhos, sendo que a interacção lúdica se assume como especialmente importante para o desenvolvimento de vínculos afectivos. Este tempo de interacção, que diversos autores chamam de “tempo especial”, permite não apenas fortalecer os vínculos afectivos, como também potenciar a aprendizagem através do brincar. É através da actividade lúdica que a criança apreende e aprende, que interage com os outros e com o mundo. A projecção e o jogo simbólico permitem desenvolver competências muito diversas, como a empatia, a capacidade em tolerar a frustração e a resolução de problemas. É através da brincadeira, também, que a criança comunica aquilo que pensa e sente. Que se relaciona com os outros e, ao mesmo tempo, que se organiza dentro de si própria.

Desejamos muito que os nossos filhos nos sintam como pessoas de confiança, a quem possam recorrer se precisarem de algum tipo de ajuda. Queremos ser os seus confidentes e guardiões dos seus segredos. Para isso, é preciso tempo de interacção. Brincar com eles ajuda.

Após este exercício, desafio os pais a criarem tempos especiais, em que devem brincar com os seus filhos. Sem estarem particularmente preocupados em que aprendam algo, mas “apenas” brincar. Bastam 10 a 15 min, diariamente ou a cada dois dias. Para as crianças, garanto que serão os minutos mais preciosos do dia.

Vamos experimentar?

(Já agora, e que tal reflectir sobre as outras fatias do tempo?).


O meu conselho para o Dia do Pai e para os outros dias... Tenham filhos!


O meu conselho para o Dia do Pai e para os outros dias... Diria mesmo, o meu desejo para que tenham uma vida rica e preenchida... Tenham filhos!
Divertem-se e têm uma vida muito, mas muito melhor...

A Bruna Estrela escreveu um texto fantástico sobre a magnificência de ter filhos. Não a conheço, mas agradeço que tenha tornado tudo tão simples.

O melhor é partilhar já:
Podem ler a partir da fonte em Tenham filhos ou ler abaixo:

“Tenham filhos”

“Se eu pudesse dar só um conselho para os meus amigos, seria esse: tenham filhos. Pelo menos um. Mas se possível, tenham 2, 3, 4… Irmãos são a nossa ponte com o passado e o porto seguro para o futuro. Mas tenham filhos.

Filhos nos fazem seres humanos melhores.

O que um filho faz por você nenhuma outra experiência faz. Viajar o mundo te transforma, uma carreira de sucesso é gratificante, independência é delicioso. Ainda assim, nada te modificará de forma tão permanente como um filho.

Esqueça aquela história de que filhos são gastos. Filhos te tornam uma pessoa com consumo consciente e econômica: você passa a comprar roupas na Renner e não na Calvin Klein, porque no fim, são só roupas. E o tênis do ano passado, que ainda tá novinho e confortável, dura 5 anos… Você tem outras prioridades e só um par de pés.

Você passa a trabalhar com mais vontade e dedicação, afinal, existe um pequeno ser totalmente dependente de você, e isso te torna um profissional com uma garra que nenhuma outra situação te daria. Filhos nos fazem superar todos os limites.

Você começa a se preocupar em fazer algo pelo mundo. Separar o lixo, trabalho comunitário, produtos que usam menos plástico… Você é o exemplo de ser humano do seu filho, e nada pode ser mais grandioso que isso.

Sua alimentação passa a importar. Não dá pra comer chocolate com coca-cola e oferecer banana e água pra ele. Você passa a cuidar melhor da sua saúde: come o resto das frutas do prato dele, planta uma horta pra ter temperos frescos, extermina o refrigerante durante a semana. Um filho te dá uns 25 anos a mais de longevidade.

Você passa a acreditar em Deus e aprende como orar. Na primeira doença do seu filho você, quase como instinto, dobra os joelhos e pede a Deus que olhe por ele. E assim, seu filho te ensina sobre fé e gratidão como nenhum padre/pastor/líder religioso jamais foi capaz.

Você confronta sua sombra. Um filho traz a tona seu pior lado quando ele se joga no chão do mercado porque quer um pacote de biscoito. Você tem vontade de gritar, de bater, de sair correndo. Você se vê agressivo, impaciente e autoritário. E assim você descobre que é só pelo amor e com amor que se educa. Você aprende a respirar fundo, se agachar, estender a mão para o seu filho e ver a situação através de seus pequenos olhinhos.

Um filho faz você ser uma pessoa mais prudente. Você nunca mais irá dirigir sem cinto, ultrapassar de forma arriscada ou beber e assumir a direção, pelo simples fato de que você não pode morrer (não tão cedo)… Quem é que criaria e amaria seus filhos da mesma forma na sua ausência?! Um filho te faz mais do que nunca querer estar vivo.

Mas, se ainda assim, você não achar que esses motivos valem a pena, que seja pelo indecifrável que os filhos têm.

Tenha filhos para sentir o cheiro dos seus cabelos sempre perfumados, para ter o prazer de pequenos bracinhos ao redor do seu pescoço, para ouvir seu nome (que passará a ser mãmã ou pápá) sendo falado cantado naquela vozinha estridente.

Tenha filhos para receber aquele sorriso e abraço apertado quando você chegar em casa e sentir que você é a pessoa mais importante do mundo inteirinho pra aquele pequeno ser. Tenha filhos para ganhar beijos babados com um hálito que listerine nenhum proporciona. Tenha filhos para vê-los sorrirem como você e caminharem como o pai, e entenda a preciosidade de se ter uma parte sua solta pelo mundo. Tenha filhos para re-aprender a delícia de um banho cheio de espuma, de uma bacia de água no calor, de rolar com o cachorro, de comer manga sem se limpar.

Tenha filhos.

Sabendo que muito pouco você ensinará. Tenha filhos justamente porque você tem muito a aprender. Tenha filhos porque o mundo precisa que nós sejamos pessoas melhores ainda nessa vida.”

Bruna Estrela

Clubes castigados pelo mau comportamento dos pais

Uma excelente iniciativa da Câmara de Almeirim... 
Serviço público! 
Educação para a cidadania!
A disseminar por outras autarquias.

Ver notícia original em: Público, ou abaixo:

Câmara de Almeirim vai castigar clubes pelo mau comportamento dos pais

Iniciativa “Pais de Desportistas são Pais Responsáveis” pretende erradicar comportamentos violentos e premiar atitudes de fair play nos escalões de formação.

MIGUEL DANTAS 21 de Novembro de 2018, 14:47

A Câmara Municipal de Almeirim colocou em marcha uma iniciativa que pretende sensibilizar os pais de jovens atletas para o mau comportamento nos eventos desportivos. Intitulada “Pais de Desportistas são Pais Responsáveis”, a campanha punirá os clubes cujos adeptos tiverem comportamentos antidesportivos e dará incentivos aos emblemas que demonstrarem fair play. Inicialmente pensado para as categorias de formação, o código de conduta será aplicado a todas as modalidades praticadas no concelho.

Pedro Ribeiro, presidente da Câmara Municipal de Almeirim, revela ao PÚBLICO que o ambiente tóxico transversal a várias modalidades foi o principal catalisador para a criação do código de conduta que entrou em vigor no início de Novembro: “Temos um conjunto de pais que acompanham os filhos nas idades de formação. O problema é que algumas pessoas vêem os seus filhos como Ronaldos e não percebem que os miúdos estão a praticar desporto, em primeiro lugar porque é saudável, e depois para se divertirem”.

O presidente da autarquia do distrito de Santarém garantiu que a ideia já estava a ser pensada há vários meses e tem como principal objectivo a erradicação faseada de comportamentos que manchem a prática desportiva saudável: “Queremos banir más atitudes. Desautorizar os técnicos, insultar os adversários e os árbitros, todos os maus exemplos que acabam por contrariar aquilo que devia ser o bem da prática desportiva. No futuro quero, no limite, que se altere a má linguagem que se utiliza nos desportos”.

Efeito “tranquilizador” para os árbitros

Para além dos adversários, os árbitros são, muitas vezes, outro dos alvos preferenciais dos pais dos jovens atletas. Para Jorge Maia, presidente do Conselho de Arbitragem de Santarém, a campanha terá um efeito “tranquilizador” nos juízes que arbitrem encontros em Almeirim.

Segundo o dirigente do Conselho de Arbitragem, ainda não foram registados quaisquer incidentes nos encontros de formação, percebendo-se que os comportamentos dos encarregados de educação já estão a ser moldados pela iniciativa: “Acima de tudo notamos da parte dos pais um receio daquilo que possa advir para os clubes”.

Carlos Neto, investigador em áreas como o jogo e o desenvolvimento da criança, elogia a iniciativa da autarquia de Almeirim, alertando, porém, para o longo caminho que ainda há para percorrer: “Todas as iniciativas relacionadas com a moderação parental nos comportamentos desportivos são sempre bem-vindas. Precisamos de fazer formação parental, dos treinadores, dos dirigentes porque ainda há muita tendência para colocarmos modelos [de competição] adultos em práticas infantis”.

Para o professor da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa, em muitos casos, os pais reflectem nos filhos as expectativas próprias que acabam por não ser concretizadas: “Há uma projecção para as crianças terem o êxito que eles não conseguiram. No fundo, é transportado para os filhos um ideal que os próprios não tiveram oportunidade de realizar”.

O investigador faz questão de não generalizar os progenitores, afirmando que “há pais para todos os gostos” e que a maioria tem comportamentos de fair play. Porém, nos casos em que essas atitudes salutares não se verificam, são os jovens os agentes desportivos que saem mais afectados: “A criança gosta de fazer desporto porque lhe dá prazer, não pelos prémios e medalhas. Muitas vezes, não conseguem aguentar essa pressão emocional. Há muitas crianças a sofrer enquanto fazem desporto”.

Vinte valores fundamentais para educar crianças

Photo by Samuel Zeller on Unsplash

Nem sempre é fácil conhecer os valores pelos quais nos regemos. Pode ser algo muito inconsciente. Mais difícil ainda, é passar os valores que nos foram passados e nos quais acreditamos. Diria mais... Com o frenesim diário, nem sempre é fácil parar para pensar e saber quais são, conscientemente, os nossos valores. No entanto, é fundamental pararmos e pensarmos que valores queremos passar aos nossos filhos, às nossas crianças. Quando identificamos os valores, pode ser útil encontrar formas engenhosas e divertidas de os passar, aproveitando o dia a dia, as dificuldades que surgem, os momentos de alegria, um filme analisado criticamente e perceber como, em qualquer situação, podemos aproveitar para passar os nossos valores. Pode ser através do exemplo da nossa seleção, falando dos valores como a união, a solidariedade, a esforço ou a esperança; ou pode ser através de uma cena de um filme de Harry Potter, em que podemos transmitir a importância do trabalho, a persistência, a coragem ou o altruísmo, ou ainda uma notícia de plágio e as consequências daí decorrentes (como alguns casos conhecidos, dos quais se destaca o caso do Toni Carreira, pelo seu mediatismo enquanto cantor e pelo apetite que causou na imprensa e redes sociais). 

Para facilitar a identificação dos meus valores, fica aqui registada uma lista interessante que encontrei no livro "Educar sem gritar" de Guillermo Ballenato. Acredito ser um apoio precioso na identificação dos valores que quero passar. São os seguintes:

Família: como valor fundamental e ponto de partida do desenvolvimento individual e social. É um espaço de encontro e acolhimento, de ajuda mútua e apoio incondicional, onde se pode aprender, aumentar a nossa confiança básica e encontrar segurança amparo. 

Respeito: a convivência só é possível a partir do reconhecimento, da compreensão e da aceitação dos outros, da sua maneira de ser, pensar e agir, mesmo quando diferem das nossas. Implica dar valor às diferenças, respeitar os bens que não nos pertencem, tratar os nossos semelhantes com dignidade e ter também consideração para consigo mesmo. Temos de educar os filhos no respeito dos outros e, naquilo que ainda pode ser mais importante, no respeito por si mesmo.

Amizade: o afeto pessoal e mútuo que nasce do contacto com amigos e que se pode alimentar com base na confiança e, na fidelidade e na lealdade.

Cooperação: a importância de trabalhar juntos para obter objetivos comuns e, metas partilhadas. Saber trabalhar em equipa como mais um.

Alegria: cultivar o sentido do humor,  sorrisos, risos. Aprender a contentar-se e a desfrutar das pequenas coisas, a encontrar a satisfação e o prazer com base no optimismo.

Sinceridade: descobrir o valor da verdade, do autêntico. Falar com franqueza, com clareza. Isto envolve a recusa do engano, da mentira e da ocultação quando comunicamos com os outros.

Coerência: pensar, falar e agir de acordo com os nossos princípios, mostrar congruência, ser-se capaz de cumprir com a palavra dada.

Empatia: desenvolver a capacidade de entender como pensam e sentem os outros, aprender a colocarmo-nos no seu lugar para compreender o seu ponto de vista, a sua visão pessoal.

Educação: tratar os outros com cortesia e civismo, aceitando e compreendo as regras que nos auto-estabelecemos para tornar a convivência possível.

Justiça: um valor essencial que nos leva a agir em consciência, com sentido de acuidade e de equilíbrio. Devemos procurar dar ou tentar tratar cada pessoa de acordo com a sua unicidade, como indivíduo único que é. 

Solidariedade: ajudar os outros, os colegas que tem dificuldades, as pessoas que têm alguma limitação ou incapacidade, as que sofrem de adversidades ou doença. Esta atitude implica assumir uma co-responsabilidade nas causas de outros, tendo em consideração que são seres humanos iguais a nós.

Generosidade: vinculada à solidariedade e à vontade; ser capaz de dar sem esperar nada em troca, sem que usados sejam movidos pelo interesse, apenas pelo desejo de dar.

Bondade: a inclinação para fazer o bem aos outros, a agir com humanidade, com boa vontade. Educar o nosso filho para que este seja, como se diz coloquialmente, uma boa pessoa.

Honradez: Agir com os outros com integridade, com nobreza e sentido de honra, tentando fazer com que os nossos comportamentos sejam regidos pela consciência moral.

Liberdade: envolve a possibilidade de manifestar e defender as nossas opiniões, de decidir voluntariamente aquilo que queremos pensar ou aquilo em que acreditamos, decidimos ou fazemos. Esta obtém-se a partir do respeito às normas de convivência, mas também a partir do reconhecimento e do respeito à liberdade dos outros.

Responsabilidade: valor associado a liberdade; envolve a aceitação das consequências que derivam das ações que decidimos e realizarmos livremente. Implica colocar um especial cuidado e atenção nos nossos atos, porque devemos responder por eles.

Trabalho: valorizar a importância de nos mantermos ativos, de produzir, de construir, de criar. As maiores obras surgem da dedicação, do esmero, e do esforço. O trabalho dignifica os seres humanos.

Ilusão: Viver com uma atitude positiva, motivados, com a esperança de conseguir aquilo que desejamos, confiante que podemos alcançar os nossos objetivos.

Vontade: o ânimo pessoal e a resolução própria para fazer as coisas com prazer, com gosto, querer mesmo fazê-las. Exercer a nossa faculdade para decidir e agir por nós mesmos, sem que seja preciso um impulso extremo que nos pressione a fazê-lo.

Constância: aprender que a firmeza nos objetivos e tenacidade nos projetos conduzem ao êxito. Os resultados são quase sempre fruto da perseverança. Perante o fracasso, podemos continuar a tentar, a experimentar uma e outra vez, e a melhorar a cada nova tentativa, até alcançar o objetivo.

Para quem, mesmo assim, não se identifica com alguns destes valores, ou considera que há outros mais relevantes, o autor dá-nos a possibilidade de termos acesso a um conjunto mais alargado de valores que deverão contribuir para o que queremos passar para os nossos filhos. Cada um de nós ainda pode encontrar outros valores que não se encontrem aqui e que sejam relevantes.

Eis a lista:

Aceitação
Afeto
Ajuda
Alegria
Altruísmo
Amabilidade
Ambição
Amizade
Amor
Apreço
Aprendizagem
Austeridade
Autenticidade
Autocontrolo
Auto-estima
Autonomia
Auto-realização
Beleza
Bondade
Calma
Caridade
Civismo
Coerência
Colaboração
Compaixão
Competitividade
Compreensão
Compromisso
Comunicação
Confiança
Conhecimento
Constância
Cooperação
Coragem
Cordialidade
Criatividade
Critério
Critica
Cultura
Decisão
Delicadeza
Dever
Diálogo
Dignidade
Diligência
Diplomacia
Direito
Disciplina
Discrição
Disponibilidade
Diversão
Doçura
Educação
Eficácia
Elegância
Emoção
Empatia
Entusiasmo
Escuta
Esforço
Esperança
Espiritualidade
Ética
Exemplo
Êxito
Família
Fé
Felicidade
Firmeza
Flexibilidade
Força
Formação
Generosidade
Gratidão
Habilidade
Harmonia
Higiene
Honradez
Hospitalidade
Humanidade
Humildade
Humor
Ideais
Identidade
Igualdade
Ilusão
Imaginação
Independência
Individualidade
Iniciativa
Inovação
Integração
Integridade
Inteligência
Intuição
Inventiva
Justiça
Juventude
Labor
Lealdade
Liberdade
Magnanimidade
Maturidade
Misericórdia
Modéstia
Moral
Motivação
Naturalidade
Negociação
Normas
Obediência
Ócio
Optimismo
Organização
Originalidade
Paciência
Partilhar
Participação
Patriotismo
Paz
Perfeição
Perseverança
Personalidade
Piedade
Poder
Prazer
Prestígio
Profissionalismo
Prudência
Racionabilidade
Realismo
Reflexão
Religiosidade
Resistência
Respeito
Responsabilidade
Riqueza
Risco
Saúde
Sabedoria
Serenidade
Segurança
Sensibilidade
Sexualidade
Simplicidade
Sinceridade
Sociabilidade
Solidariedade
Superação
Ternura
Temperança
Tempo
Tenacidade
Tensão
Tolerância
Trabalho
Tradição
Transcendência
União
Urbanidade
Verdade
Vida
Vocação
Vontade
...

Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública

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As árvores são essenciais para a vida.
As árvores nas cidades são essenciais para a vida.
Para comprovar estas ideias, foi escrito um artigo no site www.theunitplanet.com que nos reforça uma convicção generalizada, mas nem sempre praticada. A seguir transcrito:


"E se as cidades conseguissem, com uma só medida, reduzir a obesidade e a depressão, aumentar a produtividade e o bem-estar e diminuir a incidência de asma e doenças cardíacas nos seus habitantes? As árvores urbanas oferecem todos estes benefícios e muito mais: filtram o ar, ajudando a remover as partículas finas emitidas pelos carros e fábricas, retêm a água da chuva e diminuem as despesas com o aquecimento.


Num novo relatório, realizado pela organização The Nature Conservancy, os cientistas defendem que as árvores urbanas são uma importante estratégia para a melhoria da saúde pública nas cidades, devendo ser financiadas como tal. 


“Há muito tempo que vemos as árvores e os parques como artigos de luxo; contudo, trazer a natureza de volta para as cidades é uma estratégia crítica para se melhorar a saúde pública”, disse Robert McDonald, cientista da The Nature Conservancy e coautor do relatório. 

Todos os anos, entre três e quatro milhões de pessoas morrem, em todo o mundo, devido à poluição atmosférica e aos seus impactos na saúde humana. A poluição do ar aumenta o risco de doenças respiratórias crónicas, havendo estudos que a associam ainda às doenças cardiovasculares e ao cancro. As ondas de calor nas zonas urbanas também fazem milhares de vítimas, por ano. Vários estudos têm demonstrado que o arvoredo urbano pode ser uma solução eficaz em termos de custos para ambos estes problemas. 

Apesar de todos os estudos que documentam os benefícios dos espaços verdes, muitas cidades ainda não veem a ligação entre a saúde dos moradores e a presença de árvores no ambiente urbano. 
Robert McDonald defende a necessidade da cooperação entre diferentes departamentos e a inclusão da natureza nos debates sobre ordenamento urbano.

“Não é suficiente falar-se apenas das razões que tornam as árvores tão importantes para a saúde. Temos de começar a discutir as razões sistemáticas por que é tão difícil para estes sectores interagirem – como o sector florestal pode começar a cooperar com o de saúde pública e como podemos criar ligações financeiras entre os dois”, disse o investigador. 

“A comunicação e a coordenação entre os departamentos de parques, florestas e saúde pública de uma cidade são raras. Quebrar estas barreiras pode revelar novas fontes de financiamento para a plantação e gestão de árvores.” 

O cientista dá como exemplo a cidade de Toronto, onde o departamento de saúde pública trabalhou em conjunto com o florestal para fazer frente à ilha de calor urbano. Como muitos edifícios em Toronto não possuem ar condicionado, os dois departamentos colaboraram de forma a colocarem, estrategicamente, árvores nos bairros onde as pessoas estão particularmente vulneráveis ao calor, devido ao seu estatuto socioeconómico ou idade.

O relatório diz ainda que o investimento na plantação de novas árvores – ou até na manutenção das existentes – está perpetuamente subfinanciado, mostrando que as cidades norte-americanas estão a gastar menos, em média, no arvoredo do que nas décadas anteriores. Os investigadores estimaram que despender apenas $8 (7€) por pessoa, por ano, numa cidade dos EUA, poderia cobrir o défice de financiamento e travar a perda de árvores urbanas e dos seus potenciais benefícios.

Outros trabalhos também têm mostrado que o arvoredo urbano tem um valor monetário significativo. Segundo um estudo do Serviço Florestal dos EUA, cada $1 gasto na plantação de árvores tem um retorno de cerca de $5,82 em benefícios públicos.

Num outro estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Estudos Ambientais da Universidade do Estado de Nova Iorque concluiu que os benefícios das árvores para as megacidades tinham um valor médio anual de 430 milhões de euros (505 milhões de dólares), o equivalente a um milhão por km2 de árvores. Isto deve-se à prestação de serviços como a redução da poluição atmosférica, dos custos associados ao aquecimento e arrefecimento dos edifícios, das emissões de carbono e a retenção da água da chuva. 



Com demasiada frequência, a presença ou ausência de natureza urbana, assim como os seus inúmeros benefícios, é ditada pelo nível de rendimentos de um bairro, o que resulta em desigualdades dramáticas em termos de saúde. De acordo com um estudo da Universidade de Glasgow, a taxa de mortalidade entre os homens de meia-idade que moram em zonas desfavorecidas com espaços verdes é inferior em 16% à dos que vivem em zonas desfavorecidas mais urbanizadas. 

Para Robert McDonald, a chave é fazer-se a ligação entre as árvores urbanas e os seus efeitos positivos na saúde mental e física. “Um dos grandes objetivos deste relatório é fazer com que diversos serviços de saúde vejam que deviam estar a participar na discussão para tornar as cidades mais verdes”, declarou. “As árvores urbanas não podem ser consideradas um luxo, dado que constituem um elemento essencial para uma comunidade saudável e habitável e uma estratégia fundamental para a melhoria da saúde pública.”

Artigo original: Plantar árvores nas cidades devia ser visto como uma medida de saúde pública

E se o elefante usar o Eneagrama?


O mundo do circo tem uma sabedoria muito própria. Há questões que são muito específicas deste mundo, outras, podem servir de aprendizagem para o nosso dia a dia.

Os domadores de elefantes, quando começam a treinar os elefantes bebés, amarram uma pata do elefante com uma corda resistente. A outra ponta da corda, é amarrada a uma estaca que fica cravada no chão. Nos primeiros tempos, o elefante faz várias tentativas para se soltar, mas não tem forças para isso.

Durante vários meses, o elefante começa a perceber que nunca vai conseguir soltar-se. Mesmo continuando a tentar, a corda e a estaca ainda o mantém preso. Cerca de um ano depois, o elefante compreende que não se vai conseguir soltar. Acredita profundamente que a corda é mais forte do que ele. Deixa de tentar libertar-se e passa a assumir que a corda será sempre limitadora. Desistiu... Deixou de acreditar na liberdade... Passou a acreditar na permanência da sua condição!

Quando o elefante chega a adulto, o domador pode prendê-lo com um cordel fino, preso a um pau solto, que o elefante assume que não se vai conseguir soltar e nem tenta.

Também nós temos algumas destas características. Somos moldados a ter determinados comportamentos e respondemos de uma forma tal, que começamos a desenvolver as nossas crenças que nos vão perseguir por toda a nossa vida. Algumas crenças são limitadoras, e não nos permitem soltar de preconceitos ou formas de ver a vida prejudiciais.

Uma das formas de contrariarmos estas crenças passa por nos conhecermos bem e sabermos quais são as nossas amarras e fazermos um trabalho pessoal e intenso que nem sempre é fácil, nem sempre é rápido, nem sempre é  agradável.

Diria mesmo que um trabalho pessoal de melhoria exige tempo, disciplina e persistência. Não há receitas milagrosas. O Eneagrama é um conhecimento milenar que ajuda imenso neste trabalho pessoal. O Eneagrama ajuda a soltar as amarras. Ajuda a ter maior consciência de nós próprios, das nossas dificuldades e limitações e permite-nos um crescimento que nos leva a uma gradual melhoria enquanto pessoa.

Uma ferramenta que nos permite tornar cada humano mais humano; cada pessoa, uma melhor pessoa.

Eu uso o Eneagrama intensamente!
Eu uso o Eneagrama para me conhecer melhor.
Eu uso o Eneagrama para melhorar a minha vida.
Eu uso o Eneagrama para melhorar o meu mundo.
Ganho eu e quem me rodeia!

Conhece, estuda e trabalha o Eneagrama e verás mudanças no teu mundo.

Os bons exemplos no desporto: Mais uma lição do rugby

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Público: Luís Cabelo


O futebol é rei em Portugal. A maioria das pessoas vê, joga e vibra com o futebol. Eu estou nessa larga maioria, e acrescento o basquetebol. Agora, estou com vontade de ver o mundial na Rússia. Depois de semanas em que o futebol tem sido pancadaria, jogos de poder ao estilo das melhores novelas, corrupção e passividade, ver o jogo da seleção Portuguesa com a Belga foi um bálsamo, um renascer da esperança de que o futebol é essencialmente um jogo dentro de campo. Admito que esteja a ser utópico.

É por gostar de futebol que sinto que há muito a aprender com outras modalidades. O rugby é das modalidades que nos vai dando maiores lições. Ainda estamos a aprender  como utilizar as novas tecnologias durante um jogo de futebol e estou convencido que tem sido um processo positivo. Evitaram-se vários erros, embora ainda haja um caminho longo a percorrer. Temos que parar com os programas de futebol com pessoas que nunca estiveram ligadas ao futebol e vão apenas apresentar versões cegas e incendiárias sobre os jogos e respetivos acontecimentos e casos. Temos que aprender com o rugby a aplicar sem receio as sanções previstas e adequadas aos acontecimentos. De forma rápida. Isso leva-nos ao tema central deste texto. Os órgãos disciplinares do Rugby, depois de cenas de pancadaria de meia-noite entre jogadores e adeptos dos clubes Agronomia e Direito, num jogo em abril, veio neste início de junho sancionar dois dos maiores clubes portugueses de rugby a descer para a última divisão do rugby, com efeitos imediatos. Nada melhor do que ler o seguinte texto publicado originalmente no jornal Público:


Direcção da FPR confirma despromoção de Agronomia e Direito

Os dois clubes de râguebi foram sancionados com “falta de comparência não justificada” após os incidentes na meia-final do campeonato, o que determina a descida ao terceiro escalão. Título deverá ser atribuído ao Belenenses.





Depois de o Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Rugby (FPR) ter anunciado há uma semana que Agronomia e Direito são responsáveis “pela interrupção definitiva por incapacidade de manutenção da ordem no recinto de jogo” da meia-final do Campeonato Nacional 1 (CN1), partida que ficou marcada por incidentes dentro e fora do relvado, a direcção da FPR comunicou nesta sexta-feira que acata a recomendação, sendo por isso aplicada “falta de comparência não justificada” às duas equipas de Lisboa. Com esta decisão, dois dos principais clubes portugueses são sancionados com a “imediata exclusão de todas as competições seniores” e “despromoção ao último escalão competitivo sénior”, sendo que o título de campeão deverá ser atribuído ao Belenenses.

A decisão foi tomada por unanimidade e resulta numa medida pouco comum no desporto português. Depois de no final de Abril se terem registado incidentes durante a partida da meia-final do campeonato entre Agronomia e Direito, a direcção da FPR apresentou uma participação disciplinar ao CD para que fossem “apurados os factos com relevância disciplinar e regulamentar, e deles extraídas as competentes consequências”, tendo ainda apresentado às “autoridades policiais queixa-crime contra incertos, no sentido de se responsabilizar criminalmente os responsáveis pelas cenas absolutamente lamentáveis e degradantes que se verificaram nas bancadas”.

Segundo um comunicado divulgado pela direcção da FPR, perante os factos apurados pelo órgão disciplinar federativo, que remeteu a decisão da aplicação de faltas de comparência a Agronomia e a Direito, e sua respectiva qualificação para a direcção da FPR, esta decidiu aceitar a conclusão do CD. “Apreciada toda a prova produzida, incluindo o relatório do árbitro, os esclarecimentos posteriormente solicitados pelo CD e prestados pelo árbitro, os depoimentos das testemunhas apresentadas e a análise das imagens vídeo, o CD determinou que ficou estabelecido e demonstrado” que “o jogo não chegou ao fim” e que “a interrupção definitiva determinada pelo árbitro foi da responsabilidade dos jogadores de ambas as equipas, os quais se envolveram em confrontos físicos”.

“Em conformidade, em reunião iniciada em 29 de Maio e concluída em 31 de Maio de 2018, decidiu a Direcção da FPR aceitar a conclusão do CD segundo a qual, em face dos factos apurados e para efeitos da aplicação das normas constantes do artigo 38.º, n.º 1, f) e n.º 3 do Regulamento Geral de Competições (RGC), a AIES Agronomia e o Grupo Desportivo de Direito são responsáveis pela interrupção definitiva por incapacidade de manutenção da ordem no recinto de jogo. Dessa forma, e em estrito cumprimento do disposto nas referidas normas, a Direcção da FPR aplica falta de comparência não justificada às duas referidas equipas”, pode ler-se no comunicado.

Como consequência desta decisão, a FPR refere que “é averbada derrota” a Agronomia e a Direito no jogo das meias-finais, “com o consequente cancelamento definitivo da final” do campeonato. Segundo os regulamentos, com a aplicação de falta de comparência não justificada às duas equipas, “agrónomos” e “advogados” terão que competir na próxima época no terceiro escalão do râguebi português.

O PÚBLICO conseguiu apurar que os dois vão recorrer da decisão da direcção da FPR, alegando irregularidades processuais no processo conduzido pelo CD.No entanto, a FPR esclarece que alterou recentemente o regulamento que previa que após a aplicação desta sanção, os clubes ficariam impossibilitados de serem promovidos “nos cinco anos seguintes à época desportiva em que se verificou a desclassificação”, pelo que na próxima temporada Agronomia e Direito, se vencerem o campeonato da terceira divisão, podem ser promovidos ao segundo escalão.


Comunicado da direcção da FPR:
“Em face dos acontecimentos registados no passado dia 28 de abril de 2018, por ocasião do jogo que opôs AEIS Agronomia a GD Direito, a contar para as meias-finais do CN1, a Direção da Federação Portuguesa de Rugby (FPR) fez, entre outras diligências, uma participação disciplinar ao Conselho de Disciplina (CD) da FPR, para que fossem apurados os factos com relevância disciplinar e regulamentar, e deles extraídas as competentes consequências. Em particular, solicitou a Direção da FPR que se apurassem as circunstâncias em que o referido jogo terminou. Em conformidade, o CD promoveu o correspondente processo de inquérito, tendo AEIS Agronomia e GD Direito apresentado as suas defesas. De igual forma, foram ouvidas 4 testemunhas, indicadas pelas duas equipas.

Apreciada toda a prova produzida, incluindo o relatório do árbitro, os esclarecimentos posteriormente solicitados pelo CD e prestados pelo árbitro, os depoimentos das testemunhas apresentadas e a análise das imagens vídeo, o CD determinou que ficou estabelecido e demonstrado que:
(i)           o jogo não chegou ao fim; e
(ii)          a interrupção definitiva determinada pelo árbitro foi da responsabilidade dos jogadores de ambas as equipas, os quais se envolveram em confrontos físicos.
O CD remeteu o processo para decisão da Direcção da FPR, nos termos do Artigo 30.º do RGC.
Em conformidade, em reunião iniciada em 29 de Maio e concluída em 31 de Maio de 2018, decidiu a Direção da FPR aceitar a conclusão do CD segundo a qual, em face dos factos apurados e para efeitos da aplicação das normas constantes do artigo 38.º, n.º 1, f) e n.º 3 do Regulamento Geral de Competições (RGC), a AIES Agronomia e o Grupo Desportivo de Direito são responsáveis pela interrupção definitiva por incapacidade de manutenção da ordem no recinto de jogo. Dessa forma, e em estrito cumprimento do disposto nas referidas normas, a Direção da FPR aplica falta de comparência não justificada às duas referidas equipas.
Consequentemente, é averbada derrota a AEIS Agronomia e GD Direito no jogo do passado dia 28 de abril de 2018, a contar para as meias-finais do CN1, com o consequente cancelamento definitivo da Final do CN1.
Cumulativamente, nos termos do Artigo 41.º, n.º 2 do RGC, AEIS Agronomia e GD Direito são desclassificadas do CN1 2017/18 e, consequentemente, são as duas equipas despromovidas ao último escalão competitivo sénior em 2018/19, também nos termos do RGC.
A Direcção da FPR esclarece que a decisão reporta-se, em exclusivo, aos factos verificados dentro do terreno de jogo e durante o tempo de jogo, os quais têm enquadramento regulamentar. A Direcção da FPR gostaria de sublinhar que a aplicação do disposto na Lei n.º 39/2009 de 30 de Julho, que estabelece o regime jurídico do combate à violência, ao racismo, à xenofobia e à intolerância nos espectáculos desportivos, nomeadamente no que respeita a participação em rixa, ofensas à integridade física ou acesso por membros não autorizados a zona restrita, é matéria da competência dos tribunais, sendo que a instrução dos processos de contra-ordenação previstos na referida Lei compete ao IPDJ.”

Comunicação: As aventuras imprevistas na rádio


Bom dia, sócios! O programa Supermanhã da RCP Bairrada Primeiro está de parabéns... Na sexta-feira, 23 de março, comemorou os seus 5 anos de emissão. Eu estou na equipa desde Janeiro de 2017 e tem sido um ano e qualquer coisa muito desafiante... Ter uma rúbrica semanal sobre gestão e empreendedorismo, com a vastidão de subtemas que o tema proporciona, provoca-me uma montanha russa de emoções: lembro-me bem da enorme surpresa, seguida de alguns sentimentos de euforia que proporcionou o momento do convite, pois nunca me tinha visto como alguém da área da comunicação radiofónica (e ainda não me vejo), até ao stress sentido que, em semanas profissionalmente intensas (que têm sido muitas), os prazos da entrega da reflexão me oferecem. Este stress é compensado sempre que chega a mensagem da Vera com a rúbrica da semana, em que sinto um momento de felicidade pela possibilidade de partilhar algumas experiências pessoais, conhecimentos sobre os temas ou exemplos que conheço e que são sempre interessantes para mostrar a realidade positiva que existe nesta região. Este momento deixa-me simultaneamente vaidoso e irado por sentir vaidade, sentimento que sempre reprimi por não o considerar o mais nobre deles.