A Mealhada é sobejamente conhecida por ser uma cidade maravilha. Tem as 4 Maravilhas (pão, água, leitão e vinho), tem a 8.ª Maravilha de Portugal (Bussaco), uma das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal (leitão) e tem um Carnaval Maravilha. Resumindo, não sendo a cidade maravilhosa, é uma Cidade Maravilha. Quem puder ir ver o corso, terá uma tarde divertida, com muita cor, alegria e poderá confirmar in loco o resultado de criatividade de grande nível.
Claro que, independentemente das polémicas dos últimos dias, o Carnaval é cor e alegria!
O Carnaval chegou agasalhado, pois as temperaturas dos últimos dias foram dignas da Lapónia!
Rapidamente se tornou quente e radical! Dança, Brincadeira, Cor e Alegria! O Carnaval ao rubro!
Fica a reportagem fotográfica da CC, que confirma que vale a pena ver o Carnaval da Mealhada. Quem não teve oportunidade no Domingo, deverá ir na terça-feira. Um Carnaval multicultural, ou não fosse Luso-Brasileiro. Um Carnaval Policromático, ou não fosse o arco-íris uma presença constante e os temas transversais e globais. Atente-se ainda nas fotografias que comprovam que este evento foi e ainda é a festa do vinho. Bem haja ao grupo que não nos deixa esquecer. No futuro, deveria ser uma aposta séria, a continuidade da festa do vinho. Agora, chega de palavras e venham as imagens:
Dias de Carnaval
Como admirar o Barcelona e o Mourinho, Big Mou ou Special One ao mesmo tempo?
Barcelona
É perfeitamente possível. Existem motivos para admirar o Barcelona. Desde logo pelo jogo em si, com trocas de bola alucinantes, que têm a capacidade de trocar os olhos aos adversários. Este é o mais importante para quem vê os jogos do Barça, pois tem espetáculo e "nota artística" garantidos. A quantidade de jogadores da escola é outro dos motivos para admirar o Barcelona. Mas tudo isto existe, porque existe um motivo estrutural que não é tão mediático, mas que se reflete em tudo o que é Barcelona: a cultura. Esta cultura pode-se ver no texto seguinte: Barcelona, Mourinho e Guardiola. Até a nega do Barcelona ao Mourinho é motivo para admirar o Barcelona, comprovando que existem valores bem definidos e que as decisões estão associadas à cultura do clube. Guardiola enquadra-se perfeitamente nesta cultura. É um cavalheiro.
Mourinho
Por outro lado, há inúmeros motivos para admirar Mourinho. Em primeiro lugar é um português que não é piegas. É ousado. Não espera pelo D. Sebastião para resolver os problemas. Assume-se o D. Sebastião. Podíamos continuar a falar numa conjunto de caraterísticas, mas podemos olhar para os resultados. Existem e são ótimos. É pragmático, como se pode ver em: Campeão com vantagem de 1 ponto é suficiente. As equipas estão com ele, como se pode ver na famosa despedida de Materazzi:
ou pela disponibilidade de Drogba para partir uma perna por Mourinho.
Tem no Barcelona um dos clubes que mais influenciou a sua aprendizagem e, ao mesmo tempo, o seu clube cruz. Em confrontos diretos aparenta ter desenvolvido uma fobia que lhe tolhe as capacidades reconhecidas de contrariar os adversários. Mas sempre que um troféu não depende de um confronto direto com o Barcelona, é um dos maiores candidatos ao troféu, como se pode ver na fantástica aventura para o título espanhol: caminhada triunfal do Real Madrid.
Mix Explosivo
Claro que com estes condimentos, é fácil admirar o Mourinho (com os seus guerreiros lusitanos) e o Barcelona (com o seu mago das pampas). Qualquer campeonato com estes atores deste calibre tem que originar paixões e sonhos. Háverá alguém indiferente a esta mistura explosiva?
onde se vende coca-cola? ii)
O atendimento ao cliente está a atingir o seu expoente máximo. Já tinha dito por aqui algumas perguntas feitas de forma tão recorrente que se tornaram abusivas, como se pode ver no post seguinte: onde se vende coca-cola. Mas isto é tratamento VIP, quando comparado com o que vem a seguir, proporcionado por um atendimento de luxo do D. Franguito, no Glicínias de Aveiro. Conseguem reunir numa só pessoa algumas características que se dão como exemplo do que não deve ser feito quando se está a servir.
A uma hora em que ainda não havia movimento, chego sozinho, solto um bom dia bem disposto, e nada de resposta do outro lado. Sem nada para fazer, mas com a obrigação de mostrar que não é só chegar e ser atendido, ronca um diga em formato militar. Talvez o formato do ausente Telmo de um saudoso Big Brother, ou dum recente Paulo Bento, em período de tempestade.
O auge do atendimento ao cliente, foi colocar no tabuleiro uma Pepsi, já sem perguntar se podia ser Pepsi, apesar do pedido explícito de Coca-Cola.
Claro que é um restaurante de centro comercial, mas não custa ter uma atitude simpática. Alguém dizia que o bom atendimento deveria ser alvo de forte interesse estratégico por parte de quem gere os "estabelecimentos" com portas abertas, pois não exige investimento relativo de monta, e tem retorno a curto ou médio prazo.
Um destes dias estão a por no tabuleiro uma Snappy Cola, sem passar cavaco.
É caso para dizer à velha maneira americana: "It´s the service, stupid!".
Eugénio de Andrade e o dia de S. Valentim
É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.É urgente o amor, é urgente
permanecer.
impura, até doer.É urgente o amor, é urgente
permanecer.
O regresso do Dragão
As coisas parecem estar a estabilizar no reino do Dragão. Pinto da Costa foi reconduzido como presidente da SAD, e a equipa parece estar a jogar melhor, embora continue a ter que ultrapassar as dificuldades impostas pelo treinador, mais do que as impostas pelo adversário. A época começou mal para Vitor Pereira, ficando sempre a sensação que foi uma escolha de recurso. Tem-se mantido à tona, mas não se adivinha nada de bom, conseguindo com frequência arrancar das piores exibições de que me lembro nos últimos anos. Acredito que o fantasma do Dragão de Ouro Villas-Boas esteja presente, e todos sabemos como é dificil a época seguinte a uma época excelente. Mas isso não satisfaz a nação portista. Parece, no entanto, que as coisas querem entrar nos eixos. Domingos não resistiu à tradição e originou a 9.ª chicotada psicológica da época. Assim, com a paciência necessária, poderá ser o treinador da próxima época. Vitor Pereira deverá terminar a época, pois a estabilidade é importante num clube como o Porto e ainda há muitos títulos em discussão. Não há dúvidas do seu "portismo" e será uma boa opção para o Porto B, alinhado com a equipa principal e preparando jogadores para os saltos da B para a principal. Ou poderá relançar a carreira num clube que lhe dê a oportunidade para amadurecer. Acredito que todos os adeptos portistas já devem ter pensado na solução Domingos, solução essa que já não se vislumbrava nos próximos anos de Porto.
O mais surpreendente foi o tempo decorrido entre as declarações em que Godinho diz que confia em Domingos até à rescisão com o técnico. Neste aspeto, parece-me que tanto o Benfica (Vieira aprendeu com o caso do Eng.º do Penta), como o Porto têm atualmente uma política de continuidade dos treinadores, que o Sporting precisará seguir para ter pretensões (legitimas) a ser candidato a títulos. Pode ser que Sá Pinto, pela garra e pelo reconhecido sportinguismo seja o homem certo a aproveitar uma oportunidade que devia esperar para mais tarde, mas que terá que agarrar com "garras e dentes".
Entretanto, mais um dos grandes caiu aos pés do Gil Vicente. A Académica foi derrotada em casa pelo surpreendente Gil Vicente, sendo mais um grande a engrossar o engordar do galo de Barcelos! Há que tirar o chapéu a este Gil Vicente, que tem levantado a crista e provado que os sem abrigo também podem fazer brilharetes.
o carnaval são 3 dias?
Qual será o problema?
A questão da tolerância de ponto relativamente ao Carnaval, tem promovido um debate que falha os reais problemas que se deveriam combater.
O problema não são os feriados. O problema não são os dias de férias. O problema não é os portugueses serem preguiçosos, preconceito dos países do norte confirmado a cada momento pelos nossos governantes. O que ainda nos vale, são alguns exemplos de multinacionais com portugueses a trabalhar ou a gerir, que nos mantém crentes que o problema é outro, como Nokia muito contente com operação em Portugal e ainda Autoeuropa paga prémios aos trabalhadores, o que apenas parece comprovar que ainda anda por cá gente competente.
Para Inglês ver?
Esta questão do Carnaval e dos feriados parece ser mais para "inglês ver" quer dizer para "alemão ver"! Esta questão tem que ser analisada conjuntamente com as férias e ainda por todos os benefícios existentes associados ao gozo de descanso! Talvez até as horas trabalhadas, incluindo as extraordinárias. Como se pode ver no artigo 7.º país com maior número de dias de descanso, (baeseado em dados do Observatório Europeu das Relações Laborais) não parece haver uma correlação tão forte assim entre dias de descanso e dias de férias. Os países com maior número de dias de descanso são: Suécia com 42 dias de descanso anuais, depois vem a Alemanha (40 dias), Itália (39), Luxemburgo e Dinamarca (38).
Podemos ver informação complementar em Infografia de feriados, Portugal fica entre os países menos feriados na europa e ainda Portugal país com poucos feriados.
O Carnaval devia ser de 5 dias
O Carnaval, festa que prepara para o posterior jejum, este ano até devia uma semana inteira, pois adivinham-se não 40 dias de jejum, mas pelo menos um ano. Mas o mais complicado da situação é o tempo de antecedência com que avisam destas questões. Vários municípios, empresas e pessoas individualmente agiram de acordo com determinadas expetativas que não foram cumpridas. Se estivessemos a falar de mercados internacionais e não de um país e suas divisões administrativas regionais, estaríamos a falar de fatores de instabilidade. Todos temos consciência de que a instabilidade é de evitar (exceto para os especuladores) e mina a confiança no sistema em análise. Qual de nós não ficaria insatisfeito, irritado ou mesmo irado se nos avisassem do cancelamento de um evento que mexesse com as nossas crenças, com as nossas férias e com o nosso dinheiro com uns parcos dias de antecedência? Compreendo a irritação de muita gente. Eu próprio costumo brincar ao Carnaval. A noite escolhida é tradicionalmente à segunda-feira.
Governo para quem?
Por outro lado, soubemos esta semana que a principal preocupação dos políticos portugueses é satisfazer os políticos alemães, cuja maior preocupação é satisfazer o parlamento alemão e os eleitores alemães. Parece que a principal preocupação dos políticos portugueses é satisfazer o parlamento alemão e eleitores alemães, como se pode ver por estes esclarecedores 53 segundos:
.
Válvula de escape
Esta questão do Carnaval pode ser a primeira a correr realmente mal ao governo. Municípios de referência já vieram dizer que vão dar tolerância de ponto aos seus funcionários. Pode ser o primeiro revés para o Governo, visto que câmaras como a de Lisboa, a do Porto ou a Mealhada, já vieram dizer que darão tolerância de ponto. É um sinal da pouca aceitação de muitas decisões do executivo, se o Governo o quiser perceber. Este é daqueles assuntos que vai correr mal para todos: o Governo fica com má imagem (pior); quem investiu tempo e dinheiro pode não ter o lucro pretendido, pois muitas vezes apenas na terça-feira se atinge o valor suficiente para cobrir custos; o comum cidadão, que poderia utilizar estes dias como uma válvula de escapa para as tensões que se têm acumulado com as notícias negativas sempre presentes, e vai continuar com a tensão alta, nunca sendo certo o momento em que explode. Mais, dizem as boas práticas políticas, mesmo as alemãs, que as festas são importantes para manter o povo calmo. Servem de válvula de escape às preocupações do dia a dia, e fazem centrar as preocupações, frustrações e alegrias noutras áreas que não incomodam os promotores. (Veja-se o Circo Romano, os jogos na Grécia Antiga, os torneios da Idade Média, os famosos 3 F's - Fado, Futebol e Fátima). Nesse sentido, é ainda mais incompreensível que este pessoal esteja de tal forma obcecado com o trabalho que se esqueça de que aliviar a tensão em determinados momentos é fundamental para que as coisas corram bem!
Nietzsche e o burro do espanhol
Nietzsche dizia "muitos são os obstinados que se empenham no caminho que escolheram, poucos os que se empenham no objetivo." Esta parece ser uma frase síntese do que se está a passar. O objetivo já está a passar para 2.º plano. O principal é manter o caminho, o rumo determinados previamente e seguir-se-ão até ao fim, "custe o que custar" e sem pieguices. Não será isto excesso de zelo? Haverá por aqui um comportamento obcessivo com cortes, cortes, cortes, sem ter a noção do contributo que darão para a resolução dos problemas?
Sempre que estes temas vêm à discussão, lembro-me da história do burro do espanhol, que morreu exatamente quando se tinha habituado a viver sem comer. Espero não estarmos a experienciar o síndrome do burro do espanhol ao vivo e a cores!
Quantos dias são o Carnaval?
Bem, parece que o governo já vem dizer, com toda a sua credibilidade e com a confiança a que nos habituou por não falhar qualquer promessa, que para o ano, o Carnaval poderá voltar a ser gozado em pleno.
Espero assim que para o ano se possa voltar a dizer:
"a Vida são dois dias... e o Carnaval são três!"
Musica de Intervenção: Boss AC e Deolinda
A música de intervenção nunca foi extinta por completo. Houve momentos em que teve uma expressão muito reduzida mas, ultimamente, tem tido um aumento grande na sua produção e na sua aceitação. Cada vez mais pessoas se identificam com as histórias contadas nas músicas.
Esta música tem ainda uma musicalidade que faz com que fique no ouvido e seja facilmente trauteada:
Também os Deolinda tiveram há pouco tempo um sucesso grande com uma música que ficou identificada como o hino de uma geração adiada:
comunicação muda
O Marido e a Mulher não se falavam há uns três dias...
Entretanto, o homem lembra-se que no dia seguinte terá uma reunião
muito cedo no escritório, e como precisava de se levantar cedo
resolveu pedir a mulher para acorda-lo, mas para não dar o braço a
torcer, em vez de falar, escreve num papel:
- "Acorde-me às 06 horas da manhã"
No outro dia, levanta-se e quando olha no relógio são 09:30 h. O
homem
tem um ataque e pensa:
- Filha da p... !!! estúpida!!! não me acordou... Nisto olha para
a mesa de cabeceira e repara num papel no qual está escrito:
- "... São seis horas, levanta-te!!!"
Pequenos Ditadores
O texto seguinte é importante para que haja a consciência da importância de dizer não. Recebi o texto por mail, mas penso que o li originalmente na Visão.
"A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos…"
"A criancinha quer Playstation. A gente dá.
A criancinha quer estrangular o gato. A gente deixa.
A criancinha berra porque não quer comer a sopa. A gente elimina-a da ementa e acaba tudo em festim de chocolate.
A criancinha quer bife e batatas fritas. Hambúrgueres muitos. Pizzas, umas tantas. Coca-Colas, às litradas. A gente olha para o lado e ela incha.
A criancinha quer camisola adidas e ténis nike. A gente dá porque a criancinha tem tanto direito como os colegas da escola e é perigoso ser diferente.
A criancinha quer ficar a ver televisão até tarde. A gente senta-a ao nosso lado no sofá e passa-lhe o comando.
A criancinha desata num berreiro no restaurante. A gente faz de conta e o berreiro continua.
Entretanto, a criancinha cresce. Faz-se projecto de homem ou mulher.
Desperta.
É então que a criancinha, já mais crescida, começa a pedir mesada, semanada, diária. E gasta metade do orçamento familiar em saídas, roupa da moda, jantares e bares.
A criancinha já estuda. Às vezes passa de ano, outras nem por isso. Mas não se pode pressioná-la porque ela já tem uma vida stressante, de convívio em convívio e de noitada em noitada.
A criancinha cresce a ver Morangos com Açúcar, cheia de pinta e tal, e torna-se mais exigente com os papás. Agora, já não lhe basta que eles estejam por perto. Convém que se comecem a chegar à frente na mota, no popó e numas férias à maneira.
A criancinha, entregue aos seus desejos e sem referências, inicia o processo de independência meramente informal. A rebeldia é de trazer por casa. Responde torto aos papás, põe a avó em sentido, suja e não lava, come e não limpa, desarruma e não arruma, as tarefas domésticas são «uma seca».
Um dia, na escola, o professor dá-lhe um berro, tenta em cinco minutos pôr nos eixos a criancinha que os papás abandonaram à sua sorte, mimo e umbiguismo. A criancinha, já crescidinha, fica traumatizada. Sente-se vítima de violência verbal e etc e tal. Em casa, faz queixinhas, lamenta-se, chora. Os papás, arrepiados com a violência sobre as criancinhas de que a televisão fala e na dúvida entre a conta de um eventual psiquiatra e o derreter do ordenado em folias de hipermercado, correm para a escola e espetam duas bofetadas bem dadas no professor «que não tem nada que se armar em paizinho, pois quem sabe do meu filho sou eu».
A criancinha cresce. Cresce e cresce. Aos 30 anos, ainda será criancinha, continuará a viver na casa dos papás, a levar a gorda fatia do salário deles. Provavelmente, não terá um emprego. «Mas ao menos não anda para aí a fazer porcarias».
Não é este um fiel retrato da realidade dos bairros sociais, das escolas em zonas problemáticas, das famílias no fio da navalha? Pois não, bem sei. Estou apenas a antecipar-me. Um dia destes, vão ser os paizinhos a ir parar ao hospital com um pontapé e um murro das criancinhas no olho esquerdo. E então teremos muitos congressos e debates para nos entretermos…"
Académica - só falta o quase
É uma enorme satisfação ver a Académica na final da taça de Portugal. Já passaram 43 anos desde a última vez que tal aconteceu. É tempo de euforia e de alegria no futebol. Espero que seja essencialmente dos adeptos. Que a estrutura do futebol e a equipa sejam lúcidos para continuar a trabalhar. E que a queima das fitas não atrapalhe os objetivos atuais da Briosa.
A Briosa fez jus ao nome e chegou à final da Taça! A maioria dos portugueses é um bocadinho da Académica. e a Académica está na final da Taça 43 anos depois. No entanto, há que ter a postura dos vencedores e ter a noção que ainda falta disputar a final. Ainda não se ganhou nada. Chegar à final é um marco importante, mas ganhar a Taça é que fará a diferença e permitirá fazer história.
Claro que estes momentos são importantes para que a região se reúna à volta da Académica. Mas uma vitória fará com que o número de adeptos/simpatizantes possa aumentar. As pessoas vão atrás dos bons resultados, como se pode ver com o Braga, um "case study" do futebol português que teve uma afirmação forte e rápida, sendo atualmente quase um grande. Relativamente ao Braga, diz-se que lhe falta uma base de apoio forte para poder ser mais um grande do futebol português. No caso da Académica, nota-se ainda mais esta situação. No entanto, a Académica foi recebida em Coimbra por centenas de adeptos Ontem foram centenas de adeptos; a 20 de Maio serão muitos mais!
O importante agora, é não ficar a descansar à sombra da bananeira. Como se viu, a Oliveirense, uma equipa aparentemente acessível, vendeu cara a sua derrota. A Taça é um troféu muito apetitoso. Pequenos e grandes querem ganhar e transcendem-se. Que esta taça de 2011/2012 tenha o seu lugar em Coimbra.
Biólogo...
Para os biólogos, sensíveis e amantes da natureza, segue uma pérola recebida por mail:
Biólogo não...
Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfacta.
...
Biólogo não toca, tacteia.
Biólogo não respira, desdobra hidratos de carbono
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reacções químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Biólogo não...
Biólogo não come, degusta.
Biólogo não cheira, olfacta.
...
Biólogo não toca, tacteia.
Biólogo não respira, desdobra hidratos de carbono
Biólogo não tem depressão, tem disfunção no hipotálamo.
Biólogo não admira a natureza, analisa o ecossistema.
Biólogo não elogia, descreve processos.
Biólogo não admite algo sem resposta, diz que é hereditário.
Biólogo não fala, coordena vibrações nas cordas vocais.
Biólogo não pensa, faz sinapses.
Biólogo não chora, produz secreções lacrimais.
Biólogo não espera retorno de chamadas, espera feed backs.
Biólogo não se apaixona, sofre reacções químicas.
Biólogo não perde energia, gasta ATP.
Biólogo não divide, faz meioses.
Biólogo não faz mudanças, processa evoluções.
Biólogo não deixa filhos, apresenta sucesso reprodutivo.
Biólogo não tem inventário, tem hereditário.
Eterna Juventude
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Alvar Aalto premeia arquitecto português
O 2.º Arquitecto Português a receber a medalha Alvar Aalto é Paulo David.
Arquitecto português Paulo David distinguido com a Medalha Alvar Aalto - Cultura - PUBLICO.PT:Não conhecendo bem a sua obra, conheço a Casa das Mudas, na Calheta. É uma obra impressionante. O mais impressionante é a capacidade que houve de tornar a obra parte da paisagem sem grande impacto visual. A preocupação que acredito ter havido em integrar a obra na paisagem, foi bem sucedida. A paisagem que se pode ver de muitos dos locais da obra é magnifica, o que contribui para valorizar a obra .
Mais um prémio a distinguir a competência dos arquitectos portugueses.
Vale a pena relembrar outras grandes obras que existem por cá, como estas de souto Moura, ou esta ou ainda ainda esta.
Ficam aqui um conjunto de imagens que permitem ter uma noção da obra:
Mitos Urbanos
"Conto, aliás, uma história que ouvi recentemente. Um cidadão português, que sempre desejou ter uma casa com vista para o Tejo, descobriu finalmente umas águas-furtadas algures numa das colinas de Lisboa que cumpria essa condição. No entanto, uma das assoalhadas não tinha janela.
Falou então com um arquitecto amigo para que ele fizesse o projecto e o entregasse à câmara de Lisboa, para obter a respectiva autorização para a obra. O amigo dissuadiu-o logo: que demoraria bastantes meses ou mesmo anos a obter uma resposta e que, no final, ela seria negativa. No entanto, acrescentou, ele resolveria o problema.
Assim, numa sexta-feira ao fim da tarde, uma equipa de pedreiros entrou na referida casa, abriu a janela, colocou os vidros e pintou a fachada. O arquitecto tirou então fotos do exterior, onde se via a nova janela e endereçou um pedido à CML, solicitando que fosse permitido ao proprietário fechar a dita cuja janela.
Passado alguns meses, a resposta chegou e era avassaladora: invocando um extenso número de artigos dos mais diversos códigos, os serviços da câmara davam um rotundo não à pretensão do proprietário de fechar a dita cuja janela.
E assim, o dono da casa não só ganhou uma janela nova, como ficou com toda a argumentação jurídica para rebater alguém que, algum dia, se atreva a vir dizer-lhe que tem de fechar a janela! [....]"
Madonna em Coimbra
Uma excelente notícia. Depois de Rolling Stones, George Michael e U2 é a vez da deusa da música e da dança Madonna: http://www.cnoticias.net/?p=69120 e http://www.madonnaxportugal.com/?p=8073
Aí está o registo do concerto em Barcelona, Espanha com uma das músicas que talvez melhor representa a sua atitude perante o mundo:
Come on girls
Do you believe in love?
'Cause I got something to say about it
And it goes something like this
Do you believe in love?
'Cause I got something to say about it
And it goes something like this
Don't go for second best baby
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
You don't need diamond rings
Or eighteen karat gold
Fancy cars that go very fast
You know they never last, no, no
Or eighteen karat gold
Fancy cars that go very fast
You know they never last, no, no
What you need is a big strong hand
To lift you to your higher ground
Make you feel like a queen on a throne
Make him love you till you can't come down
(You'll never come down)
To lift you to your higher ground
Make you feel like a queen on a throne
Make him love you till you can't come down
(You'll never come down)
Don't go for second best baby
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Long stem roses are the way to your heart
But he needs to start with your head
Satin sheets are very romantic
What happens when you're not in bed
But he needs to start with your head
Satin sheets are very romantic
What happens when you're not in bed
You deserve the best in life
So if the time isn't right then move on
Second best is never enough
You'll do much better baby on your own
(Baby on your own)
So if the time isn't right then move on
Second best is never enough
You'll do much better baby on your own
(Baby on your own)
Don't go for second best baby
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Express yourself
(You've got to make him)
Express himself
Hey, hey, hey, hey
So if you want it right now, make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
(You've got to make him)
Express himself
Hey, hey, hey, hey
So if you want it right now, make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
And when you're gone he might regret it
Think about the love he once had
Try to carry on, but he just won't get it
He'll be back on his knees
Think about the love he once had
Try to carry on, but he just won't get it
He'll be back on his knees
To express himself
(You've got to make him)
Express himself
Hey hey
(You've got to make him)
Express himself
Hey hey
What you need is a big strong hand
To lift you to your higher ground
Make you feel like a queen on a throne
Make him love you till you can't come down
(You'll never come down)
To lift you to your higher ground
Make you feel like a queen on a throne
Make him love you till you can't come down
(You'll never come down)
And when you're gone he might regret it
Think about the love he once had
Try to carry on, but he just won't get it
He'll be back on his knees
Think about the love he once had
Try to carry on, but he just won't get it
He'll be back on his knees
So please
Don't go for second best baby
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Put your love to the test
You know, you know, you've got to
Make him express how he feels
And maybe then you'll know your love is real
Express yourself
(You've got to make him)
Express himself
Hey, hey, hey, hey
So if you want it right now, make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
(You've got to make him)
Express himself
Hey, hey, hey, hey
So if you want it right now, make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
Express yourself
(You've got to make him)
So you can respect yourself
Hey, hey
So if you want it right now, then make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
(You've got to make him)
So you can respect yourself
Hey, hey
So if you want it right now, then make him show you how
Express what he's got, oh baby ready or not
o macaco que provocou raiva
Um
individuo está a conduzir um carro luxuoso, quando um pneu se fura. Ao tentar mudá-lo, descobre que lhe falta o macaco.
"Bem, vou até à primeira casa que encontrar e peço um emprestado" pensa, enquanto caminha à procura de ajuda.
"Talvez o indivíduo, ao ver o meu carro, me queira cobrar alguma coisa pelo macaco" diz para si mesmo.
"Um carro como este, e eu a precisar de um macaco, ele vai-me pedir 10 €. Não, talvez peça 50€ porque sabe que eu preciso do macaco. Vai-se aproveitar, talvez peça 100 €."
à medida que vai caminhando, o preço vai subindo. Quando chega à primeira casa, o dono abre a porta e o individuo grita:
- O senhor é um ladrão! Um macaco não vale tanto! Pode ficar com ele!"
Quantas vezes começamos a magicar nas situações e a criar cenários que não têm nada a ver com a realidade? Quantas vezes deduzimos sobre intenções?
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à medida que vai caminhando, o preço vai subindo. Quando chega à primeira casa, o dono abre a porta e o individuo grita:
- O senhor é um ladrão! Um macaco não vale tanto! Pode ficar com ele!"
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