momento zandinga

Cruzando as sondagens mais recentes, os estudos realizados pelas direcções de campanha e com a minha capacidade de antever o futuro, aposto nos seguintes resultados:
Cavaco Silva - 55% a 60%;
Manuel Alegre - 40% a 45%;
Fernando Nobre - 39% a 46%;
Xico Francisco Lopes - 35% a 40%, mas é o candidato com melhores condições para disputar o 2.º round;
José Manuel Coelho - não importa, teve o importante papel de substituir o Manuel João Vieira e não tem deixado créditos por mãos alheias;
Defensor quê?

Cumplicidades... ou não!

Confesso que quando li no Aventar Mourinho pode sair do Real Madrid, pensei que o negócio dos blocos de notas estaria em alta.
Afinal são os arrufos existentes desde sempre, entre Mourinho e Valdano. Já diz a sabedoria popular que "Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita"! Vamos esperar para ver se será tarde ou nunca. 

Kick-off...

  • Apesar de saber que a guerra de preços não é o mais indicado, vendo o meu bloco de notas por metade do preço do bloco de notas do Mourinho.
  • Tiago, obrigado pelo que fizeste. Os motivos pessoais compro! Mas porque tens que dar espaço aos mais novos?!?!? Tretas, Tiago, Tretas!
  • Qual será a opinião do Moutinho sobre o cesto das maçãs? Afinal, o piloto automático não se aplica apenas à selecção.

os pilares da terra

Graças a um acaso relacionado com a gripe e com a falta de sono, tudo factores com forte relação, comecei a ver numa segunda de madrugada o primeiro episódio da série os pilares da terra, no AXN.
Fiquei fã! O aspecto que mais salta à vista nesta série é a negociação como estado permanente da política e seus actores. E a presença da política em tudo. E a sua interferência nas convicções. Mesmo de quem as tem. A cedência das convicções para obter ganhos. Claro que o fim é licito.Claro que o fim é meritório. E os meios? A tradicional questão impõe-se: o fim justifica os meios?
Afinal, o que é que evoluimos desde a época medieval?
Os transportes são diferentes!
As casas são diferentes!
As  comunicações são diferentes!
Há diferenças, claro! Mas, quanto ao mais importante, as pessoas, como estamos hoje, quando comparamos com essa época?
Havia mais interesses do que convicções? E agora?
Havia cedências para obter outros ganhos? E agora?
Havia o sacrificio de uns para o benefício de outros? E agora?
Ao nível do comportamento e forma de estar na vida, parece que as diferenças não são assim tantas!

lei do tabaco: o que para aí vem?!?

Confesso que tenho desenvolvido uma certa simpatia pelos fumadores. Ver à porta dos centros comerciais ou dos restaurantes grupos de pessoas a dar passas num cigarro, muitas vezes à pressa para voltar para perto da gente "que age correctamente", é por vezes sufocante. Claro que os fumadores estão de alguma forma a pagar o desrespeito com que normalmente tratavam os não fumadores. Mas passou-se para o extremo oposto. Do  anterior desrespeito generalizado pelos não fumadores, passou-se para o actual desrespeito generalizado pelos fumadores. Claro que se tiver que escolher, escolho o desrespeito que vigora. Embora considere que poderia ser mais vantajoso que houvesse a tentativa de respeitar todos, porque ser fumador ainda não é criminoso. Ainda não!
Custa-me apanhar com umas baforadas de fumo entre garfadas. É o suficiente para que um manjar celestial deixe cair, pelo menos, o celestial.
Apesar de estarem a pagar a prepotência, os abusos e a falta de respeito a que sujeitavam os que consigo partilhavam os espaços, não é motivo para os exageros que se esperam. Em Espanha, já há regras bem mais restritivas, e será uma questão de tempo até passarem a fronteira. Não se perspectivam tempos famosos para quem gosta de fumar, ou tem o vício.
Em boa hora deixei de fumar! É um dos motivos porque ainda acredito no Pai Natal!
Apesar de nunca ter sido um fumador inveterado (1 maço dava para 3 dias, excepto nos dias de farra) foi difícil deixar. Fiz pelo menos uma centena de tentativas. Desde as mais convictas, às nada convictas. Estas tentativas manifestavam-se de várias formas: desde resoluções de ano novo para não fumar, até aos cigarros ao fim de semana, passando por 1 ou 2 depois de jantar. Mas o resultado era sempre o mesmo: mais cedo ou mais tarde voltava ao ponto de partida.
Até que há 5 anos num dia de Natal, resolvo dar um presente a mim próprio: deixar de fumar! E acabou! Mas acabou mesmo! Nem em casamentos, baptizados ou outros que tais, me permito dar uma passa. É que alguns cigarros do dia davam-me um enorme prazer. E sei que ao abrir um precedente numa situação que o justifique, estarei a aumentar grandemente o risco de voltar. Assim, acabou definitivamente!
Mas percebo quem fuma. Percebo as dificuldades em deixar de fumar. Considero que os espaços comerciais e os restaurantes deviam ter respeito pelos seus clientes, e providenciar um espaço digno, mesmo que seja no exterior, para poderem matar o vício. Felizmente começam a ver-se alguns casos. E acredito que o seu negócio ganha com isso.
Já se fala em rever a lei actual, de forma a torná-la mais restritiva. Acredito que a lei que temos actualmente é suficiente. Falta uma fiscalização adequada, como em tantos outros sectores, para garantir o cumprimento do que hoje está previsto. Mas veja-se o que se passa em Espanha, pois cá chegará:
- Espanhóis optam por restaurantes em Portugal
- Espanha endurece lei antitabaco
No que respeita ao tabaco, sou um extremista/radical anti-tabaco, mas essencialmente no que respeita à minha pessoa.
Mas se puderem, larguem o vício!

alarme - signos desalinhados

O Universo de muita gente esteve prestes a ruir(incluindo o meu). Após as declarações de alguns astrónomos declarações de astrónomos norte americanos sobre signos muitas pessoas sentiram em risco a sua personalidade. Algumas sentiram que mesmo o seu carácter podia ser posto em causa. Já viram o que é alguém passar de "generoso, bondoso, fiel, carinhoso e compreensivo com os demais" para "egocêntrico, impaciente, possessivo e pouco tolerante com os outros?" Seria motivo mais do que suficiente para aumentar exponencialmente o consumo de anti-depressivos e para aumentar as consultas a astrólogos, psicólogos, psiquiatras e afins. E aumentar as idas a farmácias.
Seria um drama. De um momento para o outro obrigarem-nos a ser outra pessoa? Injustiça!
Mas afinal, parece que o universo avança no seu ritmo normal! A harmonia não foi posta em causa! Não há razão para alarme... Afinal os sígnos não mudaram! Ufa! As previsões que já tinha visto para este ano continuam de pé! 
Mas a curiosidade aguçada levou-me a querer saber qual seria a minha nova personalidade, e fui ver num sítio que dizia qual o novo signo!. Surpresa! O meu ficaria igual! Não haveria qualquer mudança! Não seria uma estrela de rock, nem um multimilionário!
Ok, tudo na mesma! Se for pelos signos, 2011 não terá mais surpresas do que as anunciadas no final do ano passado! Estamos safos!

what a wonderful world

Apesar do post anterior não pretender ser pessimista, aqui fica abaixo uma "wonderful song".
É que as coisas são mesmo assim, e têm a sua evolução natural. Pior seria se a sequência fosse muito diferente da relatada. Poderia estar algo de errado com alguém.
Emocionalmente falando, que os filhos ficassem sempre dependentes. Agora racionalmente: que passem pela fase da independência, mas que eu seja capaz de provar que a interdependência é o estado preferencial, e que volte a casa.   



Segue-se também a letra. Simples mas imensa!

I see trees of green, red roses too

I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies so blue and clouds of white
The bright blessed day, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying, "how do you do?"
They're really saying, "I love you"

I hear babies cry, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world

para os pais actuais e futuros...


Este texto é maravilhoso e preocupante! Passará a vida tão rapidamente como aqui se consegue sintetizar? E é assim tão cruel? Eles crescem realmente? Como fazer que olhem para nós sempre como os seus heróis? 
Espero que este texto permita estar atento e, pelo menos, minimizar os danos!
^_^ JCL

"Há um período em que os pais vão ficando órfãos dos seus próprios filhos.

É que as crianças crescem independentes de nós, como árvores tagarelas e pássaros estabanados.
Crescem sem pedir licença à vida.
Crescem com uma estridência alegre,
e, às vezes, com alardeada arrogância.
Mas não crescem todos os dias de igual maneira.
Crescem de repente.
Um dia sentam-se perto de você no terraço
e dizem uma frase com tal maturidade
que você sente que não pode mais trocar as fraldas
daquela criatura.
Onde é que andou crescendo aquela danadinha
que você não percebeu?
Cadê a pazinha de brincar na areia,
as festinhas de aniversário com palhaços
e o primeiro uniforme do maternal?
A criança está crescendo num ritual
de obediência orgânica e desobediência civil...
E você está agora ali, na porta da discoteca,
esperando que ela não apenas cresça, mas apareça!
Ali estão muitos pais ao volante,
esperando que eles saiam esfuziantes
sobre patins e cabelos longos, soltos.
Entre hambúrgueres e refrigerantes nas esquinas,
lá estão nossos filhos com o uniforme de sua geração:
incómodas mochilas da moda nos ombros.
Ali estamos, com os cabelos esbranquiçados.
Esses são os filhos que conseguimos gerar e amar,
apesar dos golpes dos ventos, das colheitas,
das notícias e da ditadura das horas
E eles crescem meio amestrados,
observando e aprendendo com nossos acertos e erros.
Principalmente com os erros que esperamos
que não repitam.
Há um período em que os pais vão ficando
um pouco órfãos dos próprios filhos.
Não mais os pegaremos nas portas das discotecas
e das festas. Passou o tempo do ballet, do inglês,
da natação e do judô. Saíram do banco de trás
e passaram para o volante de suas próprias vidas.
Deveríamos ter ido mais à cama deles ao anoitecer
para ouvir sua alma respirando conversas
e confidências entre os lençóis da infância,
e os adolescentes cobertores daquele quarto
cheio de adesivos, pôsteres, agendas coloridas
e discos ensurdecedores.
Não os levamos suficientemente ao Playcenter,
ao Shopping,
não lhes demos suficientes hambúrgueres e cocas,
não lhes compramos todos os sorvetes e roupas
que gostaríamos de ter comprado.
Eles cresceram sem que esgotássemos neles
todo o nosso afeto.
No princípio subiam a serra ou iam à casa de praia
entre embrulhos, bolachas, engarrafamentos, natais,
páscoas, piscina e amiguinhos.
Sim, havia as brigas dentro do carro,
a disputa pela janela, os pedidos de chicletes
e cantorias sem fim.
Depois chegou o tempo em que viajar com os pais
começou a ser um esforço, um sofrimento,
pois era impossível deixar a turma
e os primeiros namorados.
Os pais ficaram exilados dos filhos.
Tinham a solidão que sempre desejaram,
mas, de repente, morriam de saudades
daquelas "pestes".
Chega o momento em que só nos resta ficar de longe
torcendo e rezando muito
(nessa hora, se a gente tinha desaprendido,
reaprende a rezar)
para que eles acertem nas escolhas em busca
de felicidade.
E que a conquistem do modo mais completo possível.
O jeito é esperar:
qualquer hora podem nos dar netos.
O neto é a hora do carinho ocioso e estocado,
não exercido nos próprios filhos
e que não pode morrer conosco.
Por isso os avós são tão desmesurados
e distribuem tão incontrolável carinho.
Os netos são a última oportunidade de re-editar
o nosso afeto.
Por isso é necessário fazer alguma coisa a mais,
antes que eles cresçam.
Aprendemos a ser filhos
depois que somos pais...
“Só aprendemos a ser pais
depois que somos avós...”
Affonso Romano de Sant'Anna

a emissão de dívida e um belo sorriso amarelo

A satisfação demonstrada por muitos responsáveis políticos deve estar cheia de sorrisos amarelos. Krugman: emissão de dívida de ontem foi “pouco menos que ruinosa” - Economia - PUBLICO.PT.
Assim como ainda não percebi porque é que aprovar um mau orçamento foi bom (http://meababel.blogspot.com/2010/10/quem-ganha-com-o-orcamento.html), também tenho dificuldade em saber porque é que o crédito com estas taxas de juro é bom. Alguém me consegue explicar? E comparando com a taxa de juro conseguida por Espanha?... Porque é que taxas que o nosso crescimento económico dificilmente conseguirá pagar, podem ser boas? Boas para quem?...
Ahhhh! É uma questão de perspectiva!
Como a informação é importante para falarmos com base em factos, veja-se:
- http://www.ionline.pt/conteudo/98125-cavaco-e-preciso-saber-onde-vem-essa-procura-da-divida
- http://www.ionline.pt/conteudo/98149-ministro-80-da-procura-da-divida-portuguesa-foi-externa-
- http://www.ionline.pt/conteudo/98274-portugal-passa-primeiro-teste-gracas-leilao-muito-protegido
- http://www.ionline.pt/conteudo/98327-espanha-vende-3-mil-milhoes-em-obrigacoes-do-tesouro

Apesar de parecer, não é literatura policial

Há muita especulação de um acontecimento como o homícidio de Carlos Castro. O enredo da situação e o mediatismo próprio dos envolvidos dá-lhe um ar hollyodesco, apesar de ser no outro extremo dos EUA. A personagem que desconfia à saída do elevador, a descrição das palavras do suspeito principal, entre outras situações cinematográficas, fazem lembrar Agatha Christie! E Poirot!
Fez-me lembrar que no ano de 2010 foram assassinadas cerca de 40 mulheres vitimas de violência doméstica pelos seus companheiros. Este tem a particularidade de ser um caso homossexual, em Nova York e com pelo menos 1 dos actores com grande mediatismo. Não nos devemos esquecer de todos os outros casos, normalmente anónimos, em que o único mediatismo que têm é em formato de número, em períodos de contabilização. 
http://meababel.blogspot.com/2010/11/2511-dia-internacional-contra-os-maus.html
Independentemente de tendências sexuais, é uma pessoa que está em causa. E se fosse um crime da Aghata, a última página esclarecia tudo o que havia para esclarecer, e o mau da fita era apanhado pela perspicácia do irritante e fascinante Poirot. Como estamos no mundo real, vai ser maior e mais complexo o enredo. Provavelmente não vai haver fim conhecido para a maior parte de nós, que especulamos de forma intensa sobre o caso. Que a justiça nos EUA, seja mais célere a apurar a verdade e a sentenciar!
- Policia afasta premeditacao no homicídio de Carlos Castro!
- Morreu com primeira pancada na cabeca

as 3 peneiras! ou como parar boatos!


http://daherblog.spaces.live.com/blog/
 Quando estamos em período de campanha eleitoral, ou em alturas em que a forma mais fácil de obter resultados é "falar mal", devia ter-se em consideração a história a seguir contada, e que circula por mail e na internet. Os candidatos envolvidos nesta campanha ganhariam mais, se a tivessem presentes (humilde opinião). E não correriam o risco de ver o tiro sair pela culatra, ou virar-se o feitiço contra o feiticeiro. Volto a relembrar o dito no post anterior, quando apontamos o dedo a alguém, temos 3 dedos apontados a nós. Por vezes não temos é essa consciência.
Esta é uma história que deveria ser implementada por todos nós, e acredito que seria um contributo para a diminuição de casos de trucidação de carácter que facilmente por aí encontramos! Se cada um de nós pensar nas 3 peneiras propostas, acredito que o boato tenha uma diminuição significativa.


As Três Peneiras de Sócrates
Um homem foi ao encontro de Sócrates levando ao filósofo uma informação que julgava de seu interesse:
- Quero contar-te uma coisa a respeito de um amigo teu!
- Espera um momento – disse Sócrates – Antes de contar-me, quero saber se fizeste passar essa informação pelas três peneiras.
- Três peneiras? Que queres dizer?
- Vamos peneirar aquilo que quer me dizer. Devemos sempre usar as três peneiras. Se não as conheces, presta bem atenção. A primeira peneira é a da VERDADE. Tens certeza de que isso que queres dizer-me é verdade?
- Bem, foi o que ouvi outros contarem. Não sei exactamente se é verdade.
- A segunda peneira é da BONDADE. Com certeza, deves ter passado a informação pela peneira da bondade. Ou não?
Envergonhado, o homem respondeu:
- Devo confessar que não.
- A terceira peneira é a da UTILIDADE. Pensaste bem se é útil o que vieste falar a respeito do meu amigo?
- Útil? Na verdade, não.
- Então, disse-lhe o sábio, se o que queres contar-me não é verdadeiro, nem bom, nem útil, então é melhor que o guardes apenas para ti.

O filme seguinte também nos conta a mesma história:

uma campanha alegre? ou o poeta também chafurda na lama?

Esta campanha tinha tudo para ser uma campanha decente! Cavaco, Alegre e Nobre, são homens com mérito reconhecido na causa pública. Francisco Lopes está a fazer o papel que o seu partido lhe reservou. e não o conhecia antes de ser candidato presidencial, tal como o não conheço agora que é candidato a Presidente da República. Ainda por cima estamos perante uma reeleição que tinha tudo para ser pacífica. Mas Cavaco não pode dar por vencidas as eleições antes do resultado do sufrágio. Até porque Manuel Alegre, faltando-lhe argumentos políticos para combater Cavaco, optou por chafurdar no lodo, fazendo tudo para denegrir a imagem do Presidente candidato. E apontou as baterias e toda a sua eloquência ao caso BPN. Quanto a este caso, já ouvi versões e justificações para todos os gostos, mas se é caso se polícia, que seja tratado por quem de direito. Mas Manuel Alegre esqueceu-se de uma questão fundamental: quem aponta o dedo, tem três dedos apontados para si. E o que se começou a ouvir e a ler por vários sitios? O caso do texto publicitário do BPP (foram só 1500€? Ok, a partir de quanto é que é considerado ilícito?); As questões relacionadas com a deserção para a Argélia e se isto continuar, vão aparecer mais situações! Bem faz o Nobre ao não querer associar-se a estas questões e em apresentar programa para a sua candidatura, mostrando a políticos como se faz política com Nobreza!
Alegre optou claramente pela táctica da chafurdice, sabendo que quanto mais se chafurda, mais se enchem todos de lama. E se Alegre tiver sucesso com esta táctica, e impedir a eleição de Cavaco à primeira volta com este tipo de argumentos, está a dar mais uma machadada na democracia de que se diz defensor. E num momento dificil para si, não a consegue honrar.
Estaria eu bem com um Presidente da República que passa a vida a falar mal dos outros?
Estaria eu bem com um Presidente da República que, enquanto deputado e pré-candidato se moldou de acordo com os interesses do apoio à sua candidatura?
Claro que não!
Nesse aspecto, Cavaco parece ser a melhor opção, também pelas suas reconhecidas competências que poderão indicar o caminho a seguir para reduzir o imapacte da crise, ou sair dela.
Esta campanha Alegre faz-me lembrar uma história em que um barbeiro falava mal de toda a gente e foi perdendo clientela até que ficou sem clientes, completamente só. Nessa altura, virou-se para a sua imagem no espelho e diz: "Também tu me saíste cá um sacana!".

Ver também:
- Cavaco comprou acções da SLN
- classe política está desacreditada
- campanhas sujas
- Alegre conhecia campanha publicitária
- homo jornalisticus
- bpp contraria versão Alegre

veículo bloqueado paga o dobro

Os veículos mal estacionados, por norma, só beneficiam quem os estaciona e irritam a maioria dos que se deparam com  a situação.
Não é um vício, não é uma doença, é uma opção! É a opção consciente ou não, de se estar completamente a borrifar para os outros! A opção consciente passa por ter a atitude do: "Eles que esperem! Também esperei 9 meses e aqui estou saudável!" "Trambolho: passava um camião!". A opção inconsciente passa pela atitude: "Espero não incomodar ninguém." ou "Vou-me chegar aqui ao cantinho e dá para passar!" A questão é que incomoda! E muitas provoca atrasos, filas, pessoas mal dispostas.
Por isso que a notícia de que ia aumentar o custo de desbloquear automóveis mal estacionados é boa. Por mim podia ser quadriplicar, porque as pessoas têm opção. Por vezes não é a opção perfeita, fica longe, transportes alternativos, etc, mas há opção.
São pequenos passos como este que podem ajudar a manter o respeito. Muitos pequenos passos como este seriam uma excelente via para aumentar as receitas.

assalto à mangueira armada

Há uns tempos atrás, sempre que ia abastecer gasóleo, tinha a impressão que  me roubavam de uma forma subtil.
Hoje, tenho a certeza de que é feito o mesmo, mas de forma descarada.
O engraçado é que actualmente não há manifestações, e os combustíveis, salvo erro, já passaram os valores praticados nessa altura.
A sensação aumenta quando lemos notícias em que nos relatam a nossa posição relativa a nossa posição relativa, quanto aos preços dos combustíveis.
Será que a intenção é estarmos nalguns indicadores acima da média europeia? Se esse é o objectivo, estamos a conseguir, pois estamos quase sete cêntimos acima da média europeia e 22,4 cêntimos acima dos preços praticados em Espanha.

condimentos do verde moinho

O Verde Moinho (http://www.restauranteverdemoinho.com/) é um restaurante que, apesar de não o frequentar regularmente, é habitual a presença na época natalícia. Este ano não foi excepção.
É em Vale de Canas. Sai do circuito do centro de Coimbra!
Tem um aspecto acolhedor, talvez pela lareira sempre pronta a ser utilizada! O espaço é bem arranjado e permitem almoços de longa duração com algum espaço para as crianças brincarem!
Confesso que o grupo que vai lá nestas festas natalícias ajuda à percepção que tenho do restaurante e das suas virtudes, porque é composto por pessoas com quem gosto de conversar. O tempo que vai passando sem nos encontrarmos, faz com que seja curta a longa tarde bem passada que aqui acontece anualmente. Mesmo a entrada nos carros só é acelerada pelo frio que normalmente marca presença. Este ano senti a falta das presenças naturais e desejáveis dos trios S, G e A, e do trio C, J e M.
Ah!... A comida?... Italiana e de boa confecção!

funcionalidades perdidas

Não é admissível que um dos maiores gadgets do momento, o iPAD, tenha esquecido uma das funcionalidades mais importantes do produto que pretende canibalizar, o jornal!
Quem perde?... O consumidor, claro!

o cliente tem sempre razão?


Stew-Leonard's
 O cliente tem sempre razão?
Não sei! Não sei e não é relevante para o caso!
Mesmo que não tenha razão deve ser tratado como se tivesse! Isto sim, é relevante!
E é também mais fácil dizer do que pôr em prática, admito!
Mas é uma atitude que deve ser cultivada todos os dias!
Os motivos?... Nada melhor do que uma pequena história para explicar o porquê desta atitude!

"Stew Leonard's é um pequeno supermercado que fica na cidade de Norwalk, nos Estados Unidos, Segundo o Guinness, o livro dos recordes, essa loja é a que mais vende por metro quadrado no mundo, mais do que qualquer outro supermercado, Stew Leonard, o proprietário, explica a razão do seu sucesso:

- Se eu cultivar clientes felizes, eles vão voltar! Conta ele que a lição mais importante, para satisfazer os clientes a aprendeu três semanas antes de um Natal, quando estava a vender gemadas, Uma cliente virou-se para ele e reclamou:
- A gemada está azeda!
- Azeda? Na minha loja nova, onde pus a minha alma e o meu coração? Não pode estar azeda' A senhora está enganada! Já vendemos cem galões de gemada desta remessa e só a senhora reclamou'
Ela olhou para ele e disse:
- Não me importa quanto tenha vendido! Quero o meu dinheiro de volta!
A mulher estava tão furiosa que as veias do pescoço saltavam ... Stew meteu a mão no bolso e pegou no dinheiro; ela arrancou-o da mão dele e saiu. As suas últimas palavras foram:
- Nunca mais volto aqui!
Ao jantar, naquela noite, o comerciante comentou com a mulher:
- Não acreditas como as pessoas podem ser! Ela estava errada! Errada!
- Não brinques? Tu é que estavas! Não percebes que a insultaste? Praticamente, chamaste-lhe mentirosa. Espero que não vás administrar o teu negócio como os outros gerentes de supermercado, que acham sempre que os clientes são mentirosos! Não acreditam em nós, mas vingamo-nos: nunca mais voltamos.
Stew começou a pensar sobre o assunto e disse a si mesmo:
«É verdade. Noventa e nove por cento dos meus clientes são bons e honestos. É apenas aquela pequena fracção de um por cento de chatos que tenta irritar-me. Mas se dirigir o negócio protegendo-me desse um por cento, acabo por penalizar os noventa e nove por cento de clientes bons e honestos.»
Stew decidiu então que nunca nenhum cliente seu jamais estaria errado. Ele colocou na entrada da loja uma enorme placa onde está gravada a política da loja para que todos possam ver:

Regra número um: O cliente tem sempre razão!
Regra número dois: Se o cliente estiver errado, releia a regra número um!


É esta filosofia que faz o cliente ficar encantado e achar que comprar no Stew Leonard's é uma experiência agradável e compensadora."

Fonte: Livro: O que podemos aprender com os gansos; Autor: Alexandre Rangel; Editora: Casa das letras

o seminarista

O seminarista é um policial engraçado. Li-o bem. É sobre um assassino profissional que foi seminarista e que diz muitas frases em latim. Uma figura que à partida seria o "mau" da fita. E é. Mas fui criando uma empatia com o personagem. Ao longo do livro apercebi-me que estava a torcer por ele. Apesar de ser um livro em que todas as personagens relevantes são "más" numa avaliação primária, e com base nas actividades desenvolvidas por cada uma, fui orientado para dividir as personagens entre boas e más. As únicas personagens que podem na realidade aspirar a ser consideradas boas, neste mundo a preto e branco, seriam as que não duram mais do que um parágrafo, relativo à descrição do despacho do serviço. 
Duas frases ficaram:
"Qualquer um pode cometer um erro, só um tolo comete o mesmo erro novamente"
E numa situação em que estava a ser torturado:
"Então me lembrei de uma frase que li num dos livros do Bruce Chatwin, sobre a importância da postura ereta, a postura ereta, ainda mais do que a presença do superego, entre esses atributos que o elevaram acima do reino animal, a postura ereta era o mais importante."

tiM: condutora vs não condutora

A Dr.ª Geninha era uma figura distinta, educada e cortês do Calhabé.
O Joca sempre a vira como simpática, disponível e com um sorriso no rosto. Parecia impossível estar mal disposta. Sempre amável, sem deixar a sua zona de conforto, e sem dar grandes possibilidades de outras aproximações. A Geninha para os amigos, Dr.ª Geninha para os restantes, cidadã exemplar, tinha orgulho na sua contribuição para uma sociedade menos má. Para isso, era uma escrupulosa cumpridora da lei e das regras sociais.
O Joca, passados 750m de fila lenta e trânsito compacto, ainda estava de boca aberta. A Dr.ª Geninha, no seu Mazda 2, tinha dado passagem a um Golf, pois a fila era compacta e a simpatia, mais uma vez, imperou. O Joca, 2 carros atrás, não conseguiu perceber o género do condutor do Golf. Depois de algumas hesitações mútuas, o Golf parou e deixou-se estar. Dr.ª Geninha - a condutora,  ficou furiosa. Protestou. Provavelmente, deve ter chamado alguns nomes impossíveis de sair da Dr.ª Geninha - a não condutora, pois o tom e a cor facial assim o indiciava. A cara estava transfigurada. Até fez um gesto daqueles em que se vai com a mão aberta rapidamente para cima, e deixa-se ficar durante algum tempo lá em cima, acompanhado de um "Já não se pode ser simpática! Se não queres entrar, apodrece aí" especulava o Joca sobre os possíveis comentários que deveriam ter saído da sua boca. Não acreditava que tivesse ido mais longe do que isto. Felizmente não chegou ao manguito, ou o Joca perderia a fé no ser humano.
Ah! Como é diferente a Dr.ª Geninha - a condutora da Dr.ª Geninha - a não condutora!