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Um casal tomava o pequeno-almoço no dia das suas Bodas de Ouro. O ritual, tinha sido permanente, durante os últimos 50 anos. O pão, símbolo ancestral do companheirismo, sabia o que o esperava: a mulher barrava a manteiga na côdea do pão e entregava-a ao marido, ficando o miolo para si. O impacto daquela data, fê-la refletir e a reflexão pode ser perigosa, ou abrir novos caminhos:
-"Sempre quis comer a melhor parte do pão, mas amo demasiado o meu marido e, durante 50 anos, por amor e com sacrifício, dei-lhe sempre o miolo. Mas hoje quero satisfazer o meu desejo. Acho justo que eu coma o miolo pelo menos uma vez na vida."
Para sua surpresa, o rosto do marido iluminou-se num sorriso imenso e juvenil e ele disse:
- "Muito obrigado por este presente sublime, meu amor. Durante 50 anos, sempre desejei comer a côdea do pão, mas como tu sempre gostaste tanto dela, jamais quis privar-te daquele que assumia ser o teu maior prazer!"

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